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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

06/06/2014 06:33

Bares com alma de boteco ainda vendem salsicha e ovo cozido em Campo Grande

Anny Malagolini
Bar que já foi dos cornos hoje é do Tavares, com salsicha como único aperitivo. (Fotos: Cleber Gellio)Bar que já foi dos cornos hoje é do Tavares, com salsicha como único aperitivo. (Fotos: Cleber Gellio)

Salsicha em conserva, linguiça frita e ovo cozido são tradição. Por isso, quem tem alma de boteco ainda vende esses petiscos em Campo Grande, por preços a partir de R$ 0,70. 

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A cara não é das melhores, mas o proprietário do bar na rua Cândido do Mariano, Tavares de Lima Fabiano, de 50 anos, garante vender 30 unidades de salsicha diariamente. Cada uma sai a R$ 1,00 e para comprovar que, além de gostosa, ela não faz mal a ninguém, ele mesmo come pelo menos seis por dia, garante. 

A imagem é a mesma dos filmes antigos, dos bares das rodovias. As salsichas aparecem mergulhadas em um pote com temperos e vinagre, para que durem dias no balcão. 

Elas são os únicos petiscos do lugar. Fora isso, só cerveja e pinga com dose vendida a partir de R$ 1,00. Foi para 'salvar' os mais alegres, que Tavares resolveu acrescentá-las ao cardápio. “É bom comer alguma coisa depois da bebedeira, dá uma estabilizada”, acredita.

Ovo cozido e linguiça frita são vendidos no bar do Ceará. Ovo cozido e linguiça frita são vendidos no bar do Ceará.
Salsicha é vendida a 1 real lá no Tavares. Salsicha é vendida a 1 real lá no Tavares.

O ponto foi comprado por Tavares há dois meses, mas existe desde o começo dos anos 90, com um nome bem peculiar: 'Bar dos Cornos'. “Quero um negócio de família, sou casado e esse nome não pega bem”, explica.

Embora o estabelecimento leve agora o nome do dono, a identidade continua, como as bebidas em exibição em uma das paredes. Cachaças e pingas já estão com a embalagem empoeiradas, demonstrando há quanto tempo permanecem expostas.

No “Bar do Ceará”, que fica na rua Dom Aquino, a estufa no balcão tem espetinho de carne à milanesa, linguiça frita e ovo cozido, vendido com a casca, por R$ 0,70.

O cearense de nascença, mas sul-mato-grossense de história, Evandro Rodrigues Costa, de 62 anos, está há mais de três décadas no Estado. Há 16 anos, ele abriu o bar com os petiscos por indicação de uma paraguaia, que já tinha mais experiência no ramo. Por dia, ele faz seis ovos e seis linguiças, que para os clientes saem por R$ 2,00, cada.

E para acompanhar, ele garante: "a cerveja é a melhor pedida". Apesar de muitos dos clientes ainda preferirem encarar a boa e velha dose de pinga por R$ 1,00.

Bar do Ceará existe há 16 anos com ovo, espetinho e linguiça. Bar do Ceará existe há 16 anos com ovo, espetinho e linguiça.



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