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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

16/10/2012 09:00

Churrasqueiro de fazenda ensina os macetes da carne

Ângela Kempfer
Arides dos Santos já é churrasqueiro há 40 anos. (Foto:  Miguel Palácius)Arides dos Santos já é churrasqueiro há 40 anos. (Foto: Miguel Palácius)

Há 40 anos Arides dos Santos é o responsável pelo churrasco, primeiro em fazendas de Anastácio e Maracaju, agora em festas, aqui mesmo em Campo Grande.

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Pode ser em salão social, comemoração de crianças, festinha de adolescente, o churrasqueiro chega sempre a caráter, como o peão de fazenda que sempre foi.

O corte pouco importa, ensina a experiência. Aos 69 anos, Arides garante que a simplicidade é o que manda. Tempero? Só sal grosso ou do tipo boiadeiro.  

“Já tentei pimenta, alho...mas bom mesmo é só com sal. Carne muito temperada fica sem gosto. Picanha? É frescura, só aparência. Uma maminha, uma ponta de costela ou ponta de peito são muito melhor”, ensina.

O que interessa realmente é a forma de assar, defende. A ritual do churrasqueiro começa às 4h. O fogo deve consumir a lenha, até virar brasa. “Lá pelas 9h já tem só o braseiro. Daí é hora de colocar a carne, sem labareda”, diz Arides.

O espeto fica na mesma posição por 40 minutos, depois é “tombado” e o outro pedaço fica sobre a brasa por mais 40 minutos. “E assim vai, depois de 3 horas e meia virando, a carne tá macia, pronta”, assegura o professor.

O churrasqueiro aprendeu o ofício quando trabalhava em Anastácio, como capataz.  O pai tinha propriedade em Aquidauana, mas quebrou e os filhos foram obrigados a pegar outro rumo.

“Fui trabalhar com o falecido Renato Falcão, na fazenda dele e aprendi a assar a carne lá”. Aos 27 anos, o rapaz cruzou com o peão José Farofa, um pernambucano bom de conversa e elogiado por fazer o melhor churrasco da região.

Depois, foram mais 30 anos na fazenda Engenho, de Laucídio Coelho Neto, como o churrasqueiro oficial, até trocar o campo pela cidade.

Hoje, no Jardim das Meninas, em Campo Grande, ele vive com o dinheiro da aposentadoria, a venda de produtos feitos com couro de cabrito e fazendo “churrasco pra fora”.

Para uma festa com 100 quilos de carne, ele cobra R$ 300,00 para assar e só faz uma exigência. “Não pode me dar carne congelada para assar, tem de ser fresca”.

Apesar de já estar adaptado à cidade, com clientela garantida, ele diz que sente saudades do bom churrasco de fazenda. “Lá tem lenha de angico boa, não é esse carvão minguado daqui”.

O telefone para contato com o churrasqueiro é 9949 0507.




Esse e meu pai assa uma carne muito bem querem provar liga pra ele kkkkkk
 
valeria pacheco ferreira em 17/10/2012 18:31:09
Sr. Ivécio, na realidade o senhor foi bem orientado por mim ao assar o costelão aqui no RIO, coisa normal em nossas reuniões kkkkk abraços
 
camilo salles em 17/10/2012 09:43:14
Sr. Arides, assei uma destas lá no Rio de Janeiro teve gente que nunca tinha visto um costelão assado, churrasco para eles é bifão, bisteca e carré (bisteca de porco) e levou os ossos para mostrar que tinha comido um verdadeiro costelão assado a moda PANTANEIRA.
 
Ivecio Santos em 17/10/2012 08:47:23
Nóóóssssaaa!!! Fiquei com uma fome novinhaaaa!!! ssssssss.... Concordo plenamente sobre a picanha, só aparência mesmo, sempre digo isso para minha esposa, mas bem que o Sr. poderia fazer uma aparecer no meu prato, da maneira como o Sr assa, rsrsrs...
 
Márcio Patrocinio em 17/10/2012 07:15:44
Mais demorado que um velório!
 
Leonardo C Jallad em 16/10/2012 22:55:29
Ele é um churrasqueiro de "tradição"... Existe churrasqueiros e churrasqueiros! Respeito os seus 40 anos no ramo e reconhecimento, mas não concordo em dizer que uma carne de 1ª como a picanha bem assada é frescura e que maminha é melhor, ah meu amigo, sem comentários...
 
Marcello Maia em 16/10/2012 22:51:23
Domingo vai ter o costelão lá em casa desse jeito. heitá coisa boa, já tô com agua na boca até domingo pessoal.rsrsrs
 
Vicente Neves em 16/10/2012 15:20:28
lembro da minha criação na região do pantanal, da FAZENDA MALETA, na verdade ai sim isso bom pra caramba. parabens pela matéria
 
AMARAL ASSUNCAO em 16/10/2012 15:09:34
Parabenizo pela matéria.
Esse resgate cultural faz muito bem para a nossa gente, que ainda é tradicionalista.
Realmente, o sal boiadeiro é fundamental para um bom churrasco.
Gostei.
 
Juliano Vaka em 16/10/2012 13:47:38
Tive o prazer de provar esta costela aí da foto, muito boa! Agora esta na hora do almoço e vejo esta foto chega junta água na boca...Recomendo!
 
Diogo souza em 16/10/2012 13:05:56
Parabéns "Seu Arides", isto só vem a nos convencer ainda mais, que a simplicidade e o amor ao que se faz é o que realmente importa, sem contar que produz o melhor churrasco ou ainda o melhor resultado.
 
Pedro Navarro Correia em 16/10/2012 12:27:01
vai assar carne assim lá em casa!!!
 
julio cesar péteres em 16/10/2012 12:13:19
o trem bao!!!!!!!!!!!!!
 
anderson luis louveira de souza em 16/10/2012 11:44:26
Esse é o melhor assador de carne que conheço...recomendo....mto bom!!!
 
rosangela melo em 16/10/2012 11:33:56
Que maravilha, tá certinho, meu pai fazia churrasco assim, na fazenda! saudades!
 
naura stella rodrigues santana de resende matiussi em 16/10/2012 11:20:38
Estou em Jackson USA de ferias e e um desaforo ver um pedacao de carne deste tamanho assada rsrsrsrsrs...coisa boa tche...
 
mauro peixoto yahn em 16/10/2012 10:45:52
Deu até água na boca... kkkkkk
 
Ana Paula Cardoso em 16/10/2012 09:06:11
imagem transparente

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