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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

25/02/2016 06:35

Cliente pede comida e quando recebe encomenda ganha junto cartãozinho feminista

Paula Maciulevicius
Priscila Suzuki reuniu levou o feminismo para a cozinha. (Foto: Alan Nantes)Priscila Suzuki reuniu levou o feminismo para a cozinha. (Foto: Alan Nantes)

O feminismo veio primeiro. A cozinha, depois. Aos 21 anos, Priscila Suzuki resolveu unir o ideal com a profissão para, através da culinária, levar a quem compra comida, o que é o movimento. Há três semanas surgiu a "FOODminista", página no Facebook destinada a divulgar as deliciosas comidas de uma cozinheira feminista, no caso, ela.

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"Eu conheci o feminismo em 2013 e fui me aprofundando. Ano passado decidi seguir carreira na cozinha", descreve como foi de um tema a outro. Priscila fez o curso de cozinheiro do Senac de abril a outubro de 2015 e escolheu o "ramo" onde a mulher é mais estigmatizada para trabalhar justamente o contrário.

"A gente vê isso da mulher como dona de casa e que vive dentro da cozinha, mas nos restaurantes, se encontra mais chefs homens. São eles, na maioria, dentro das grandes cozinhas", pondera Priscila. O estigma da mulher como cozinheira está ligado mais à criação que recebemos, de cuidar e tratar do marido em casa e no caso dos homens, é vista como profissão.

Torta de maça, receita 100% vegana. Torta de maça, receita 100% vegana.

A ideia inicial da feminista e cozinheira sempre foi de misturar os dois temas, mas num restaurante. Como os planos podem demorar um pouco a serem concretizados, ela resolveu começar com o que tinha em mãos. A cozinha de casa e as feiras livres, como a Estação Urbana, na Orla Ferroviárias, às quartas.

"Minha ideia foi de vender comida gostosa, num preço justo e ao mesmo tempo espalhar o feminismo. Então toda vez que eu vou vender alguma coisa, entrego um cartãozinho", exemplifica Priscila.

O caminho escolhido foi a comida justamente por ser um produto de consumo fácil.

"O público que eu busco atingir é aquele que nunca ouviu falar, que está caminhando, resolve comprar e do nada recebe um bilhete e começa a ler. Foi um bom meio de unir os dois", avalia.

Recados que vão com os pedidosRecados que vão com os pedidos
Feitos em datas comemorativas ou não. Feitos em datas comemorativas ou não.

Apesar de não ser, ainda, vegana, Priscila tem preferência pelas receitas que não usam nenhum produto de origem animal. O carro-chefe, por enquanto, tem sido tortas doces e salgadas individuais. Sobre o que é ser uma coisa e o que é outra, Priscila tem resposta para as duas na ponta da língua.

"Para mim, feminismo é o empoderamento da mulher, é a visibilidade dela como pessoal, que tem toda essa ideia de igualdade. Por muito tempo a mulher foi vista como mãe, como esposa, dona de casa e ficou de lado a pessoa". Já a cozinha, nunca foi sonho, mas virou paixão ao ver como os ingredientes têm o poder de se transformar nas mãos certas.

"Vendo comidas, aqueles pratos prontos lindos, maravilhosos, os chefs falando como preparar e você ver a transformação da coisa, essa mágica da cozinha que me trouxe paixão", resume Priscila.

Os pedidos de encomendas e para saber onde Priscila estará vendendo, podem ser feitos e acompanhados pela página no Facebook.

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Também dentro das receitas veganas, torta de berinjela. Também dentro das receitas veganas, torta de berinjela.
Tortinhas de banana com canela. (Fotos: Alan Nantes)Tortinhas de banana com canela. (Fotos: Alan Nantes)
Venda acontece às quartas, na Estação Urbana. Venda acontece às quartas, na Estação Urbana.



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