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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

30/06/2014 06:34

Eles se casaram pelos Correios e agora abrem buffet com cardápio da Índia

Elverson Cardozo
Kelly e Ravi durante encontro na Índia. (Foto: Arquivo Pessoal)Kelly e Ravi durante encontro na Índia. (Foto: Arquivo Pessoal)

Amor à primeira vista, ainda em tempos de Orkut, fez com que a técnica em farmácia hospitalar Kelly Regina Resende, de 36 anos, deixasse Campo Grande para encontrar o engenheiro elétrico Ravin Fauzdar, 26, do outro lado do mundo, na Índia. Os dois se conheceram pela internet há 5 anos, casaram à distância, trocando documentos pelo Correio, mas ele só veio morar no Brasil há 6 meses, no final de 2013.

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Agora, juntos, marido e mulher tentam tocar um buffet de comidas típicas, o Haresh Faudzar que, por enquanto, funciona na própria casa deles. Já são 6 meses reproduzindo receitas tradicionais do país que fica a quilômetros de distância.

O “tchai”, chá preto com gengibre, leite e açúcar, que o brasileiro tanto ouviu durante as novelas da Rede Globo, como a “Caminho das Índias”, é só um deles. Tem o “samosa”, pastel em formato de esfirra, à base de batata, ricota, lentilha e ervilha, o “docla”, bolo picante feito com farinha de grão de pico e cobertura com calda de pimenta, açúcar, mostarda e cheiro verde, e uma variedade de doces como o “halawa”, (de cenoura com flocos de amêndoas), a cocada com castanhas e até arroz doce com amendoim e uva passas.

Kelly aprendeu as receitas com o marido e parentes dele. (Foto: Arquivo Pessoal)Kelly aprendeu as receitas com o marido e parentes dele. (Foto: Arquivo Pessoal)

Geralmente os pratos doces levam água de rosa. “É água extraída de rosas, bem forte. É como se você comesse uma comida perfumada. Você sente o perfume”, explica Kelly. E a comida indiana, comenta, tem muito disso.

“É colorida. Tem um mix de sabores e cores e o diferencial está no tempero que, na Índia, eles usam como ciência”, diz. No país de Mahatma Gandhi, prossegue, a culinária é divida por regiões. No Sul, por exemplo, os moradores consomem mais cordeiros, frangos e peixes.

Como a ideia do buffet é trazer para Campo Grande um pouco dessa gastronomia tão rica em cores e sabores, Kelly e Ravin apostam na mistura para agradar a todos os paladares.

Além do tchai, dos doces e salgados, tem as refeições tradicionais e as porções, como do arroz tradicional, com jeera (cominho). “É bem exótico. Não tem nada a ver com o nosso”, adianta.

O “pulau” também é arroz, mas com castanha de caju, ervilhas frescas e tomate triturado. O feijão é o comum, mas com muito mais temperos, que deixam a coloração diferente.

A maioria dos pratos é novidade para o campo-grandense, por isso, o casal preparou pacotes. São três valores por pessoa: o de R$ 60,00, a base de vegetais, o de R$ 90,00, com frango e peixe, e o de R$ 120,00, com tudo e o cordeiro.

Todos incluem o serviço completo, da entrada à sobremesa. Eles entregam e, se o cliente pedir, ficam na festa, à caráter, para explicar cada um dos pratos. Também levam adereços indianos para compor ambientes.

A dupla trabalha, ainda, com encomendas menores. Preços e condições devem ser consultados pelos números: (67) 9272-9553 ou (67) 3362-7710.




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