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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

21/01/2016 06:34

Em casa, carioca abre confeitaria e cria o mega bolo de taça, que é uma tentação

Adriano Fernandes
A Petit Poá Confeitaria Caseira apostou numa ideia mais original: bolo de taça. (Foto: Gerson Walber)A Petit Poá Confeitaria Caseira apostou numa ideia mais original: bolo de taça. (Foto: Gerson Walber)

Antes de deixar de lado a Enfermagem e decidir montar uma confeitaria em casa, a empresária Flávia Costa Danelon, de 32 anos, adianta que a sua história é no mínimo curiosa. Daquelas dignas de roteiro de novela, mesmo. 

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Ela é carioca e a criação da Petit Poá Confeitaria Caseira se mistura com a sua mudança para Campo Grande. Uma trajetória marcada pelo acaso, pela fé e o casamento com um campo-grandense, que ontem completou 10 anos.

Ela e o advogado Armindo Medina Junior se conheceram em 2004, quando ela ainda morava em Petrópolis no Rio de Janeiro. “Ele estava indo visitar a família de um amigo meu, que ele havia conhecido em um trabalho missionário voluntário de 2 anos, na Paraíba”, ela conta.

Flávia é carioca e em Campo Grande descobriu a vocação fazendo doces. (Foto: Gerson Walber)Flávia é carioca e em Campo Grande descobriu a vocação fazendo doces. (Foto: Gerson Walber)

O amigo em questão era Fabiano Franco, também colega de Flávia dos trabalhos voluntários como SUDs (Santos dos Últimos Dias), conhecidos popularmente como mórmons da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

“Mas no dia em que o Junior chegava em Petrópolis, o Fabiano não ia poder ir buscar ele na rodoviária, devido a uma complicação na gestação da esposa e me pediu esse favor. Eu aceitei com um pouco de receio, mas fui”, ela ri.

Do favor surgiu a afinidade e Flávia brinca que foi guia de Junior na cidade por 15 dias. Daí em diante a relação dos dois foi crescendo, mesmo à distância. As datas da evolução do relacionamento, ela se lembra como se fosse hoje e faz questão de ressaltar.

“Nos correspondemos de abril até o dia 10 de outubro de 2004, quando ele me pediu em namoro pelo telefone. Mas eu disse que só aceitava se meus pais autorizassem”, ela ri. “Em 25 de março de 2005 ele pode viajar para conhecer minha família, em seguida nós noivamos e já marcamos o casamento para 20 de janeiro de 2006”, detalha.

Oito dias depois do casamento e a lua de mel na Bahia, Flávia se mudou para construir uma nova vida ao lado do marido em Campo Grande. Aqui ela concluiu a faculdade, trabalhou em hospital e foi também cuidadora de idosos.

O bolo da vovó tem aquele gostinho de infância.(Foto: Gerson Walber)O bolo da vovó tem aquele gostinho de infância.(Foto: Gerson Walber)
Flávia começou a trabalhar inicialmente com os bolos de pote. (Foto: Gerson Walber)Flávia começou a trabalhar inicialmente com os bolos de pote. (Foto: Gerson Walber)

Com Junior teve três filhos, mas a saudade dos pais e o restante da família, ainda era inevitável. Ela conta que começar a trabalhar com doces e até salgados para vender, foi como uma espécie de terapia e também uma forma de ajudar a manter os últimos anos de curso.

”Eu segui o exemplo de uma mulher que vi pela televisão, que começou a fazer bem casados para amenizar a depressão”, diz. Flávia comenta que por aproximadamente sete anos se dedicou à produção caseira, exclusivamente dos doces para casamento, até que desistiu.

Em seguida quis investir nas saladas em potes, mas também não se entusiasmou como esperava. Até que partiu para trabalhar com a produção de bolos de pote, no inicio do ano passado. Mas inovou ao levar os bolos cremosos para dentro de taças gigantes.

Flávia explica que os bolos de taças da Petit Poá são uma espécie de “mega bolo”, com ingredientes semelhantes aos bolos de pote. “Mas enquanto nos bolos de pote o cliente se limita a escolher entre dois, no máximo três sabores, nos bolos de taça pode escolher de quatro até cinco variações. Além de também ter opções na decoração”, conta.

Os bolos de taças são decorados com camadas de morango, barras de chocolate ou bolachas e bombons. Flávia comenta que tanto as decorações quanto os sabores, ficam a escolha dos clientes. Os mais pedidos são os de: Danette com leite Ninho; morango com leite Ninho e brigadeiro de Nutella.

Os bolos de taça são uma tentação para qualquer um. (Foto: Gerson Walber)Os bolos de taça são uma tentação para qualquer um. (Foto: Gerson Walber)

Os valores variam, caso o cliente queira ou não ficar com as taças, com tamanhos que vão de 1 até 4 litros. De acordo com Flávia, a grande maioria dos pedidos é feita por clientes que querem substituir o bolo de aniversário, pela bolo de taça como presente, por exemplo. 

A tabela de preços é a seguinte:

Bolos de 1 litro: R$ 35,00 (taça retornável) ; R$ 44,00 (para presente)
Bolos de 2 litros: R$ 70,00 (taça retornável) ; R$ 87,00 (para presente)
Bolos de 3 litros: R$ 105,00 (taça retornável) ; R$ 125,00 (para presente)                                                 Bolos de 4 litros: R$ 120,00 (taça retornável) ; R$ 155,00 (para presente)

Além da taça e do bolo de pote, outro quitute da Petit Poá é o bolo da vovó simples, com sabores de limão com iogurte, chocolate, milho e até de mandioca e que custam R$ 12,00. Todos os pedidos são sob encomenda e é Flávia, quem produz. Ela comemora o sucesso do projeto que começou de forma despretensiosa e hoje em dia garante, que se adaptou muito bem à rotina e à cidade.

“Me adaptei a Campo Grande e sou muito feliz aqui. A única coisa que ainda falta é minha família, mas eu não penso em voltar”, conclui.

Mais informações pelo Facebook ou Intagram da Petit Poá Confeitaria Caseira. Os pedidos podem ser feitas pelo 9240-4310.

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Os pedidos são feitos de forma caseira e todos pelas mãos de Flávia. (Foto: Gerson Walber)Os pedidos são feitos de forma caseira e todos pelas mãos de Flávia. (Foto: Gerson Walber)



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