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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

02/06/2014 07:19

Espaço vende comida árabe com cardápio adaptado para veganos e vegetarianos

Elverson Cardozo
Pastas tradicionais custam entre R$ 8,00 e R$ 10,00 o pote. (Foto: Cleber Gellio)Pastas tradicionais custam entre R$ 8,00 e R$ 10,00 o pote. (Foto: Cleber Gellio)

No bairro Monte Castelo, em Campo Grande, existe um espaço de comida árabe que, pelo visto, ainda não foi descoberto pela maioria dos veganos e vegetarianos da cidade, mas que tem tudo para fazer sucesso.

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Batizado de Snoubar (nome de uma castanha oriental), o estabelecimento, que fica em uma das últimas salas do Centro Comercial São Jorge, na rua Doutor Arthur Jorge, quase esquina com Pernambuco, existe há 5 anos e só vende pratos árabes, para comer no local ou levar para casa.

Mas tem um detalhe: boa parte do cardápio foi adaptado para atender os clientes que gostam do tempero forte, buscam um sabor diferente, mas fogem dos produtos de origem animal. Tem esfirra de carne (R$ 1,80), para quem come sem peso na consciência, mas também tem de rúcula com tomate seco, ricota com agrião, berinjela, escarola, entre outras (R$ 2,00).

Tem kibe frito comum (R$ 2,40), mas, se o cliente quiser, pode pedir o outro, feito com proteína de soja e recheado com pasta de agrião, que custa 0,40 centavos mais caro e vem com legumes e castanha.

Folha de uva vegetariana (R$ 16,00) - charutinhos de folha de uva recheados com arroz integral, proteína de soja e temperos aromáticos regados com limão e azeite - foi o nome dado ao conhecido charuto que, claro, leva carne.

Esfiha de rúcula com tomate seco. (Foto: Cleber Gellio)Esfiha de rúcula com tomate seco. (Foto: Cleber Gellio)

A abobrinha vegetariana (R$ 16,00), com arroz integral e soja, corresponde à recheada (R$ 15,00), para o público sem restrições. O Fatuche (R$ 7,50) - salada de alface, tomate, cebola, rabanete, rúcula salsa, cebolinha, hortelã, pepino, agrião e torradas de pão sírio – não foi adaptado porque a receita original leva esses ingredientes.

Mesma coisa o Tabule (R$ 7,50) – salada de alface, salsinha, cebolinha, trigo integral, tomate, hortelã, pepino e cebola temperada com azeite extravirgem, limão e especiarias -, que também caiu como luva para os veganos e vegetarianos.

No espaço, o cliente também encontra a “salada snoubar” (R$ 9,00), que leva o nome do local. Vem alface, salsinha, cebolinha, trigo integral, tomate, hortelã, pepino e cebola temperada com azeite, limão e especiarias.

Tem, ainda, as pastas: homus tahine (de grão-de-bico) babaguanuj (de berinjela), lab (coalhada seca), m'hamara (de pimentão) e conserva de berinjela com pimentão, uva passa e azeitona. Os valores variam de R$ 8,00 a R$ 10,00.

Doces árabes. Amêndoa confeitada e goma. (Foto: Cleber Gellio)Doces árabes. Amêndoa confeitada e goma. (Foto: Cleber Gellio)

Empreendimento - Os responsáveis pelo estabelecimento, Elizabeth Espinoza Sayd, 48, e o marido, Marcelo Alle Sayd, 52, resolveram adaptar o cardápio há 3 anos, depois que perceberam o aumento da procura por vegetarianos e veganos.

Deu tão certo que, até o final deste ano, o casal vai abrir, no mesmo endereço, uma loja só com produtos árabes desse tipo. Os outros, tradicionais, devem continuar no balcão, mas em outra sala.

Hoje, no Snoubar, é possível encontrar esfiha com massa integral, chamburra (pastel de carne assado na chapa), espeto de carne moída, de frango, e os lanches: beirutes de rosbife, peito de peru, atum, presunto e queijo, e, claro, o vegano/vegetariano, com coalhada seca, berinjela grelhada, alface, tomate, castanha, queijo e pão sírio. Custa R$ 10,00.

Também é possível comprar mjandra (arroz com lentilhas e cebolas douradas), arroz marroquino (com frango e carne moída) e o tradicional sírio (com macarrão cabelo de anjo). A porção custa entre R$ 11,00 e R$ 16,00.

Elizabeth é quem faz os pratos. Faz questão de ficar na cozinha. Aprendeu as receitas com a família do esposo, que tem descendência árabe, ao contrário dela, que nasceu em Ponta Porã e tem um pezinho no Paraguai. “Mas eu sou apaixonada pela cozinha árabe. Sempre gostei”, conta.

Durante 10 anos o casal comandou um restaurante popular e foi no estabelecimento que eles começaram a testar as receitas árabes, primeiro entre os amigos e, depois, vendendo a clientes. “Percebi que o negócio estava bom e aí surgiu a ideia de abrir o restaurante”, relembra.

Loja funciona de segunda a sábado, das 8h às 22h. (Foto: Cleber Gellio)Loja funciona de segunda a sábado, das 8h às 22h. (Foto: Cleber Gellio)

Pela experiência até agora, Elizabeth tem certeza que o campo-grandense gosta de comida árabe, mas não esta acostumado ao tempero forte. “Tive que adaptar minha comida porque cozinho para brasileiro”, afirma.

O alho, bastante presente nas receitas tradicionais, continua, mas a quantidade é menor. A carne do quibe, por exemplo, não é tao crua. “É mais escura, coloco mais cebola, mais trigo”, prossegue.

Mas os pratos não são apenas salgados. Tem doces, mas eles são encomendados de fora. Na loja, durante visita do Lado B, tinha Rahat (goma recheada), amêndoa confeitada, halawi, o doce de gergelim, e os “ninhos” de pistache, castanha de caju, além dos folhados.

Serviço – O Snoubar funciona de segunda a sábado, das 8h às 22h e fica na Rua Doutor Arthur Jorge, 1883, sala 14, Centro Comercial São Jorge galeria, no Monte Castelo, em Campo Grande. O disque entrega (com taxa que varia de R$ 3,00 a R$ 5,00) funciona pelo (67) 3325-0155.




Se não me engano foi desse restaurante que meu marido e eu pedimos uma vez pela internet. Porém depois eles pararam de entregar na região onde moramos. Acho que quando é longe, é justo o comerciante cobrar uma taxa extra pela entrega. Mas deixar de atender é muito ruim. Então independentemente de ter sido ou não esse restaurante, deixo a sugestão fica para todos os donos de restaurante: cobre taxa extra, para compensar a demora na entrega. Mas não descarte clientes.
 
Keila Vass em 04/06/2014 18:30:54
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