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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

02/05/2013 06:32

Frango em balde e cardápio "aberto" a universitários agora nos quiosques da Orla

Elverson Cardozo
Vagão do Pastel, próximo à avenida Mato Grosso. (Foto: Marcos Ermínio)"Vagão do Pastel", próximo à avenida Mato Grosso. (Foto: Marcos Ermínio)

Cinco meses depois da inauguração da Orla Ferroviária, em Campo Grande, os quiosques instalados no espaço foram, enfim, abertos ao público. A cerimônia de entrega foi realizada nesta quarta-feira (1) pela Prefeitura. O Lado B esteve lá para conferir as “novidades gastronômicas”.

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No total, são 9 “vagões”, divididos por ordem alfabética. Cada um trabalha com um “produto específico”. Tem de tudo um pouco: pastel, espetinho, macarrão na chapa, comida japonesa, lanches “desmontados” e até frango no balde.

Os comerciantes estão apostando em receitas exclusivas, como a “porção da Orla”, mas há quem prefira montar o cardápio “de acordo com a demanda do público”, como é o caso de uma permissionária que tem a intenção de atrair universitários.

No quiosque “A”, que fica na entrada da Avenida Afonso Pena, próximo ao Camelódromo, serão vendidos salgados e porções, mas o carro-chefe da “Estação Grill’s”, como o trailer foi batizado, é a picanha grelhada como churrasco, que será servida com fritas, arroz branco, batata ou mandioca frita.

Estação Grill’s já estava funcionando. (Foto: Marcos Ermínio)Estação Grill’s já estava funcionando. (Foto: Marcos Ermínio)

Segundo o proprietário, Edil Silveira, a carne é feita em um aparelho que deixa a peça mais suculenta, como se fosse feita no espeto. “Não é na chapa. É grelhado como churrasco tipo a Parrila Argentina”, ressaltou.

Além da picanha, na lista dos “grelhados como churrasco” há o contrafilé, maminha filé de frango e de peixe. O preço da porção, que serve de 2 a 3 pessoas, varia de R$ 35,00 a R$ 43,00.

Na estação Grill’s o cliente também poderá experimentar o Caldo Pantaneiro, que leva mandioca, carne seca, calabresa, bacon e tempero.

Ao lado, na Cantina’s, a proprietária, Santa Edemir Ramos Fonseca, de 56 anos, adianta que vai vender bife e bisteca na chapa, além de lanches, coxinha e bolinho de mandioca. Ainda não há valor definido.

O terceiro vagão – “Dobrou Frango e Cia”, traz uma novidade: frango no balde. De acordo com o gerente, João Luiz Conceição Greffe, de 29 anos, a ideia foi inspirada na KFC (Kentucky Fried Chicken), rede de restaurantes de comida rápida dos Estados Unidos.

Gerente do Dobrou Frango e Cia, João Luiz está apostando na novidade do frango servido no balde.  (Foto: Marcos Ermínio)Gerente do Dobrou Frango e Cia, João Luiz está apostando na novidade do frango servido no balde. (Foto: Marcos Ermínio)

Os pedaços do frango, coxa e sobrecoxa e coxa da asa, são fritos, empanados e servidos em baldes, “como aqueles de pipoca”, exemplificou. O cardápio ainda está sendo elaborado pelo Sebrae, mas o preço, no provisório, é de R$ 17,00 para porção grande, que leva de 6 a 8 pedaços, e R$ 12,00 para a média, que vem até com 6. O valor inclui receita um molho agridoce.

O Dobrou também vai vender lanches, mas há um diferencial: todos são abertos. Ao invés de receber o X-salada no saquinho, por exemplo, o cliente vai receber os ingredientes do lanche montados em um prato. O pão será posto ao lado. “É para comer com garfo e faca”, disse.

Como o vagão “D” estava fechado, o Lado B não conseguiu conversar com os proprietários do “Cokil – Coco em sabores”. Na “Fisgada do Peixe”, no quiosque “E”, serão vendidas porções de costelinha de pacu, lambari, tilápia e pintado.

Quem não gosta de peixe poderá pedir a porção de contrafilé ou frango, que vem com batatas fritas. Tem ainda os lanches – que custam de R$ 3,99 (misto quente) a R$ 18,90 (X-fisgado) - e salgados. Segundo a proprietária, Santina Pereira dos Santos, de 40 anos, à noite serão vendidos pastéis fritos na hora, de carne e queijo.

Quiosque próximo à avenida Afonso Pena. (Foto: Marcos Ermínio)Quiosque próximo à avenida Afonso Pena. (Foto: Marcos Ermínio)

No “Macarrone Caldos”, instalado no vagão “F”, o destaque, como o nome sugere, é o macarrão, mas a massa será preparada na chapa. De acordo com o gerente, Edney Lucio Silva, de 28 anos, o cliente tem três opções.

A primeira é o macarrão com salsicha, cebola e azeitona. A segunda leva calabresa, cebola, azeitona, milho verde e frango. A terceira é para montagem à gosto. Cada porção, que serve até duas pessoas, custa R$ 15,00.

Além do macarrão serão vendidos caldos, mais de 20 tipos de lanches, sobá e a “porção da orla”, que leva batata frita, calabresa, frango empanado e molho especial da casa. O “combo”, que serve mais de 3 pessoas, custa R$ 23,00.

Quem não fica longe da comida japonesa poderá visitar o vagão “G”, que recebeu o nome de “Kazue Estação Oriente”. A proprietária, Mônica Kazue, vai vender Yakisoba e Sobá, em porções individuais ou conjunta, para servir até 4 pessoas.

Ela também aposta nos caldos, nas bebidas e nos sucos naturais, como o de coco, batido com a castanha da fruta. Os últimos quiosques ficam próximo à avenida Mato Grosso.

Marinheiro de primeira viagem, o psicólogo Ulysses Arévalo quer atingir os universitários. (Foto: Marcos Ermínio)"Marinheiro de primeira viagem", o psicólogo Ulysses Arévalo quer atingir os universitários. (Foto: Marcos Ermínio)

No “H”, o “Expresso Universidade”, o marido da permissionária – que está de licença maternidade -, Ulysses Arévalo, de 30 anos, conta que vai vender espetinhos que devem se destacar pelo tempero, mas o cardápio não ainda não está finalizado. “A gente pretende, primeiro, montar o público. Queremos trazer os universitários para o quiosque”, disse.

O espeto, que custa R$ 3,00 a unidade, é para começar, explicou. Se perceber que o público quer algo diferente ele vai trazer. Ullysses e a esposa são “marinheiros de primeira viagem”. Ele é psicólogo. Ela, assistente social.

O casal quer investir em coisas rápidas, porque acreditam que os estudantes geralmente não têm tempo de sentar para comer.

O último quiosque, “I”, é o “Vagão do Pastel”. Fora os sabores tradicionais, o destaque é o de guariroba, que costuma ser encontrado no mercadão. Também tem o de banana com açúcar e canela e chocolate. No cardápio, o preço informado varia de R$ 3,00 a R$ 3,50.

Atraso – A estrutura dos quiosques foi entregue aos permissionários no dia 22 de dezembro do ano passado, mas os espaços permaneceram fechados porque, segundo a Prefeitura, dois contemplados, que eram mãe e filho e tinham seis pontos de venda, desistiram de quatro, que precisaram ser redistribuídos.

Os comerciantes que ocupam o espaço pagam de R$ 1,2 mil a R$ 2 mil de aluguel por mês. Eles receberam capacitação do Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso do Sul) para a formação de uma associação, criação de logomarca para cada quiosque e curso de higiene e manipulação de alimentos.

Horário de funcionamento – Os “vagões” da Orla Ferroviária vão funcionar de segunda a quinta-feira, das 15h à meia-noite. Sextas, sábados e vésperas de feriados, os quiosques vão abrir das 15h às 4h da madrugada. Nos domingos, o horário de atendimento será das 9h à meia-noite.




senhor antonio costa... todos os vagões possuem banheiros, inclusive são adaptados para cadeirantes... o local ficou muito agradavel, com varias opções de cardapio... vale a pena conferir.
 
nereu junior em 06/05/2013 15:14:18
Parabéns Nelsinho. A obra de sua administração e do hoje vereador Edil Albuquerque ficou ótima, vai dar um dinamismo para a região. Fui muitos anos morador da região central e senti o problema do abandono. Só espero que idéias iluminadas não alterem a real finalidade do projeto
 
waldo costa em 02/05/2013 20:39:40
parabens ficou muito bonito e agradavel mais uma opção de lazer pro campograndense
 
djane alves gomes em 02/05/2013 09:04:54
Só uma pergunta:o local referido, tem banheiros a disposição do púlblico ? pois as barracas na Afonso pena não tinha banheiros e os usuarios faziam as necessidades fisiológicas nas calçadas,ficando um cheiro e urina por todos os lados.
 
antonio costa em 02/05/2013 08:29:29
A matéria muito boa e informativa aos futuros clientes, no entanto não ficou exclarecido o motivo da demora de liberação. A entrega desses pontos, foi feita pela administração de 2012, sem ter terminada a obra de calçamento e outros; mas fizeram questão de licitar ou distribuir aos donos dos pontos.
 
luiz alves em 02/05/2013 07:52:45
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