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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

20/11/2012 20:46

Estudo constata desmatamento de 60% nas áreas altas do Pantanal

Nyelder Rodrigues
Relatório, lançado nesta terça, foi entregue a pesquisadores e autoridades, como a vice-governadora Simone Tebet (Foto: Divulgação)Relatório, lançado nesta terça, foi entregue a pesquisadores e autoridades, como a vice-governadora Simone Tebet (Foto: Divulgação)

O estudo que monitorou a área do Pantanal no Brasil entre 2008 e 2010 foi lançado na tarde desta terça-feira (20), em Campo Grande.

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Conforme a pesquisa, a cobertura vegetal da região da Bacia do Alto Paraguai (BAP), o planalto pantaneiro, é de apenas 40,7%, ou seja, ao longo dos anos, houve desmatamento pouco menos que 60%, índice preocupante para o futuro do ecossistema.

“A planície do Pantanal tem 86,2% de área preservada, mas esse número poderia ser maior se lá no planalto o desmatamento não fosse tão grande”, afirma o assessor institucional do SOS Pantanal, Jean Fernandes, ao Campo Grande News.

O desmatamento da região de planalto traz ameaças ao restante da região pantaneira, principalmente, pois as nascentes da maioria dos rios da Bacia do Paraguai, que se estendem pelas regiões de planície, estão justamente no planalto.

Durante os dois anos de pesquisas, foi constatado avanço de 0,8% de ocupação nas áreas nativas na planície, contra 1,56% da região de planalto.

De acordo com o estudo, a pecuária continua sendo o segmento com uso antrópico mais representativo na BAP, tendo sido registrado um pequeno aumento na conversão de áreas para esse uso em relação ao levantamento de 2008.

Na planície, a conversão de habitats para uso de pastagens passou de 11,1% para 11,3% e, no planalto, aumentou de 43,5% para 43,9%. A agricultura manteve o mesmo índice de conversão na planície (0,3%), mas aumentou de 9% para 10% no planalto.

 

Por volta das 15h, o relatório de monitoramento foi entregue à vice-governadora Simone Tebet (PMDB), no gabinete dela, localizado na Governadoria, Parque dos Poderes. Depois, eles foram até auditório do Parque Estadual do Prosa, onde foi feito o lançamento público.

No evento, participaram representantes das instituições envolvidas, que são o Ecoa-Ecologia e Ação, SOS Pantanal, Embrapa Pantanal, Conservação Internacional, Fundação Avina e WWF-Brasil – representada pelo superintendente de conservação da WWF, Michael Becker.

Representante da Embrapa Gado de Corte, além do presidente da Comissão de Meio Ambienta da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, o deputado Junior Mochi (PMDB), e o vereador eleito Eduardo Romero (PT do B) também compareçam ao evento.

Adaptação – Entre vários dados, o estudo sugere o cumprimento e adaptação da legislação ambiental para a região do Pantanal. “O Pantanal tem características específicas de pastagens naturais e obedece um ritmo de inundações que é uma das características peculiares da região. Temos que ter outras regras diferentes das aplicadas aos outros rios do país”, comentou Becker em entrevista à Agência Brasil.

Além disso, as barragens são apontadas como possíveis causadoras de assoreamento de rios e redução no volume de peixes nos rios pantaneiros, já que influem no ritmo natural de inundações da região.

Outros detalhes do estudo estão disponíveis nos sites das instituições que colaboraram com a pesquisa e também pelo enedereço eletrônico www.usoeocupacaobap.org, onde também poderão ser baixados os dados brutos e shapes utilizados na análise.




Bacia do Alto Paraguai (BAP) não é Pantanal e ponto. É uma área de cerrado, que contribui para o agronegócio do nosso estado. Ali está São Gabriel d'Oeste, por exemplo, grande celeiro de grãos. Os desmatamentos que ocorrem são em quase sua totalidade devidamente autorizados pelos órgãos ambientais, respeitando os 20% de reserva legal e preservando nascentes e matas ciliares.
 
Ricardo Farias em 20/11/2012 23:30:29
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