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Campo Grande, Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2016

25/10/2011 13:50

Indígenas denunciam administrador da Funai por desmatamento ilegal de aroeira

Viviane Oliveira

A aroeira é madeira protegida por lei e só pode ser cortada com plano de manejo aprovado pelo Ibama

Os indígenas da aldeia Brejão na cidade de Nioaque e da aldeia Cachoeirinha de Miranda, fizeram uma denúncia no sindicado dos trabalhadores públicos federais de Campo Grande, contra o atual administrador da Funai (Fundação Nacional do Índio), Edson Fagundes, por desmatar aroeiras sem manejamento florestal.

Segundo eles, além de desmatar as reservas indígenas de forma ilegal, Edson fez uma parceria com o seu sogro, Arnesto Mülher, para fazer o conserto e acero de 1.187 metros de cerca que faz divisa com sua propriedade e a terra indígena Cachoeirinha.

Conforme o morador da aldeia Brejão Alzemiro Marques Pereira, com este acordo o administrador iria ocupar 700 lascas da espécie. “Nós que moramos aqui nunca fizemos isso. Nosso objetivo é preservar nossas matas e árvores. É proibido por lei o desmatamento de aroeiras”, reclama Alzemiro.

De acordo com o indígena Rubson Oliveira, 44 anos, o pouco que tem o administrador manda cortar sem plano de desmatamento florestal. “Nós estamos assustados com o abandono da Funai no nosso Estado, finaliza.

Conforme a PMA (Polícia Militar Ambiental), a aroeira é madeira protegida por lei e só pode ser cortada com plano de manejo aprovado pelo Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis).

Ainda de acordo com a Polícia Ambiental a portaria de número 83 do Ibama, proíbe o corte de aroeira e outras árvores consideradas nobres sem um plano de manejo aprovado pelo órgão.

Em desmatamentos autorizados, sem esse planejamento, estas espécies também não podem ser cortadas. A denúncia feita pelos indígenas foi encaminhada e protocolada pelo Ibama.




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