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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

10/07/2015 13:22

MPF recomenda monitoramento de agrotóxicos em produtos da Ceasa

Caroline Maldonado
Tomate e alface estão no topo da lista de uso de agrotóxicos (Foto: Marcelo Calazans)Tomate e alface estão no topo da lista de uso de agrotóxicos (Foto: Marcelo Calazans)

Sob o alerta da alta ingestão de agrotóxicos, que são encontrados até no leite materno em Mato Grosso do Sul, o MPF/MS (Ministério Público Federal) recomendou à Ceasa (Central de Abastecimento) e à Auce (Associação de Usuários da Ceasa) que realize o monitoramento da substância em frutas, verduras, legumes e hortaliças comercializados na central.

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A Ceasa e os fornecedores têm 30 dias para responder se acatam ou não a recomendação e, em caso positivo, informar como ocorrerá o monitoramento. A central já se reuniu com produtores nesta semana, mas pretende ainda entrar em contato com a procuradoria, para expor as dificuldades em monitorar toda a produção, segundo o diretor da divisão de mercado da Ceasa, Cristiano Chaves “Estamos tomando as devidas medidas para poder atender essa recomendação”, garantiu.

Por ano, a Ceasa comercializa mais de 170 mil toneladas de produtos. O mais difícil, segundo o diretor, é a conscientização dos produtores quanto ao limite permitido de agrotóxicos e ainda os de uso proibido ou não recomendados para os produtos vendidas no local. “Esse é um longo processo para mudar a cultura que o produtor desenvolve há anos”, comentou Cristiano.

Perigo – Conforme a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a alface e o tomate, que fazem parte do consumo diário de muitas famílias, estão no topo da lista de uso de agrotóxicos.

O MPF cita estudo do professor Wanderlei Pignati, da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), que revela: os sul-mato-grossenses ingerem, por ano, até 40 litros de agrotóxicos, enquanto a média nacional é de 5,2 litros. Os dados foram divulgados durante palestras realizadas pela Comissão Estadual de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos em Mato Grosso do Sul.

Além do perigo da ingestão, os agrotóxicos se dispersam causando danos ao solo, água, fauna e flora da região. Na recomendação, o MPF lembra que os princípios ativos presentes nos inseticidas podem causar esterilidade masculina, distúrbios neurológicos, respiratórios, cardíacos, pulmonares, no sistema imunológico e na produção de hormônios, além de má formação fetal e desenvolvimento de câncer.




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