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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

03/06/2011 08:08

Investimentos de R$ 2 milhões darão sobrevida a córrego no Parque das Nações

Fabiano Arruda

Obras para construção de barragem levarão oito meses

Construção de barragem em nascente do córrego prosa no Parque das Nações deve levar oito meses. (Foto: João Garrigó)Construção de barragem em nascente do córrego prosa no Parque das Nações deve levar oito meses. (Foto: João Garrigó)
Cartão postal em Campo Grande, lago será esvaziado para processo de desassoreamento.Cartão postal em Campo Grande, lago será "esvaziado" para processo de desassoreamento.

As obras da construção de barragem e o desassoreamento no córrego Prosa no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande, darão sobrevida a um dos pontos turísticos mais atrativos da Capital.

Segundo informações do gerente da unidade de conservação do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), Leonardo Tostes, a primeira parte será a construção da barragem. A obra terá investimento de R$ 1,3 milhão e prazo de oito meses para conclusão.

Só depois começam os procedimentos para desassoreamento da nascente do córrego e o lago no Parque das Nações Indígenas. Com isto, os gastos devem passar dos R$ 2 milhões.

Fica mais fácil para quem entra no parque pela avenida Afonso Pena perceber o assoreamento. O cenário é fruto das chuvas dos últimos anos, sobretudo, da enorme quantidade de areia que veio dos altos da Mato Grosso e de bairros como Parque dos Poderes e Cidade Jardim.

“Preservar é muito mais barato do que recuperar depois”, diz o gerente do Imasul, que é responsável pelo Parque das Nações.

A barragem formará outro lago, chamado lago da cota 120, importante para o todo o processo, prossegue Leonardo.

Após a construção da barragem começam os trabalhos de desassoreamento, que são complexos, explica Tostes. Máquinas “dragas” puxarão água e a areia acumulada, mas farão a separação de ambas, devolvendo a água para o lago, que será “esvaziado” no início do processo.

O lago do Parque das Nações Indígenas chegou a ter oito metros de profundidade. Hoje a parte mais profunda tem dois, prova do que representou as enchentes dos últimos anos e a mudança no ecossistema local.

Chuvas arrastaram quantidade imensa de areia e acarretaram assoreamento. Neste local será formado um novo lago.Chuvas arrastaram quantidade imensa de areia e acarretaram assoreamento. Neste local será formado um novo lago.

De quebra, os especialistas esperam que a construção da barragem amenize a força das águas nas imediações do Shopping, cena que virou comum nos primeiros meses do ano.

“Com a construção da barragem e as obras que a Prefeitura tem feito na área do Shopping a previsão é que os problemas de início de ano não ocorram novamente”, explica Leonardo.

Somados aos oito meses da construção da barragem, mais o período dos procedimentos de desassoreamento, as obras no Córrego Prosa devem ficar prontas até o fim de 2012.

Revitalização - Além dos planos de sobrevida do córrego Prosa, o Parque das Nações Indígenas teve novo regulamento de uso publicado e foi revitalizado. Os investimentos somaram R$ 5 milhões. As obras tiveram início em novembro e terminaram no mês passado.

Leonardo Tostes cita o aumento da eficiência energética do parque, com redistribuição de postes, policiamento 24 horas, ciclovia, recuperação asfáltica, reforma das quadras esportivas e de grades.

Ele admite que a maior reclamação dos frequentadores do parque eram soluções para iluminação e segurança. Leonardo também concorda que o anúncio da construção do Aquário do Pantanal apressou a revitalização e os projetos para o córrego.

"É importante ver o parque vem visitado. Ele é nossa referência de conservação do meio ambiente e opção de lazer em Campo Grande", pontua.




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