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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

21/12/2010 17:14

Pesquisa revela que meio ambiente é maltratado em assentamentos de MS

Marta Ferreira

Estudo inédito mapeou situação do programa de reforma agrária

Problemas em assentamentos relacionados ao meio ambiente foram evidenciados em estudo. (Foto: arquivo)Problemas em assentamentos relacionados ao meio ambiente foram evidenciados em estudo. (Foto: arquivo)

Inédito no País, um estudo que o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) está apresentando hoje revela um quadro preocupante em relação à proteção ao meio ambiente nos assentamentos feitos pelo programa de reforma agrária em Mato Grosso do Sul.

A pesquisa "Pesquisa Sobre Qualidade de Vida, Produção e Renda nos Assentamentos de Reforma Agrária do Brasil" mostra, a partir da resposta dos assentados visitados, que, em linhas gerais, há desmatamento (em 33,24% dos casos), utilização de queimadas como forma de limpar áreas (em 37%), rios vizinhos aos lotes assoreados (11,20), nascentes poluídas (12,19%) e depósito de lixo a céu aberto (10%).

Para todos esses itens citados, a resposta dos assentados indicou percentuais consideráveis, sobre a existência de problemas ambientais. (veja infográfico).

O estudo indagou os beneficiários da reforma agrária sobre o cuidado com a natureza. Só 0,47% informaram a existências de projetos e atividades de educação ambiental. Apenas 9,09% disseram utiliza o chamado controle alternativo de pragas e doença.

Um percentual positivo encontrado é para o uso de adubação orgânica, feita por 29%. Mas os números voltam a ser negativos quando o assunto é recuperação de áreas degradadas, que apenas 6,76% disseram fazer.

Maioria das respostas indicou presença de problemas ambientais (em verde).(Reprodução)Maioria das respostas indicou presença de problemas ambientais (em verde).(Reprodução)

Jovens e velhos-Coordenada pelo Incra com a consultoria de pesquisadores das UFRGS (Universidades Federais do Rio Grande do Sul) e de Pelotas (UFPel), a pesquisa aponta, em outra vertente, que os assentamentos feitos pelo programa de reforma agrária em Mato Grosso do Sul são formados por famílias de gente ou muito jovem ou que já passou dos 41 anos. Os dados apontam que 48,9% da população visitada está numa ponta ou na outra da vida.

A pesquisa encontrou nos lotes visitados no Estado, uma população acima dos 60 anos que representa 14,36% do total dos entrevistados, e um contingente de moradores de até 20 anos que soma 34,59% do total.

O menor grupo é representado pelos adultos entre 21 e 40 anos, que representam 22,8% dos moradores dos assentamentos visitados. A faixa etária dos 41 aos 60 anos concentra 29% da população.

As famílias, em sua maioria, são formadas por 3 a 4 pessoas, com percentual de 45%.

Em relação à escolaridade, 12,29% não são alfabetizados e 40,74% estudaram até a quarta série do Ensino Fundamental. Só 0,87% têm ensino superior.

Com relação à oferta de ensino, entre as crianças 8,8% não estavam matriculadas.

No aspecto do acesso ao atendimento de saúde, 18,44% consideraram péssimo e 25,68% ruins, somando 44,12 de reprovação do atendimento oferecido.

Diretamente ligado à questão saúde, o saneamento básico é precário nos assentamentos, conforme os dados do estado. Existe rede de esgoto em uma pequena parcela dos lotes e na maioria expressiva os dejetos vão para fossas sépticas, simples e até fossa negra.

Para 24,49% dos assentados, o serviço de saneamento básico a que tem acesso é péssimo.

Esse percentual se repete em relação às condições das estradas que servem aos assentamentos.

Ao ser perguntados sobre a satisfação com o pedaço de terra que conseguiram, 52,07% disseram que acham bom e outros 8,3% acham ótimo.

Sobre a fertilidade das terras, 47,78% dizem votaram no “bom” e 17,14% acham ruim.

Quanto ao conhecimento de técnicas de produção, foi considerado bom por 46,31%, a maioria, mas houve 11,7% de respostas negativas, o que pode sugerir ou falta de vocação para a produção rural ou ausência de assistência técnica.

Perguntados sobre a obtenção de crédito, mais da metade dos assentados já foi beneficiado por valores repassados pelo Incra para apoio inicial, fomento e compra de materiais de construção.

O Pronaf (Programa Nacional da Agricultura Familiar) já beneficiou 53,62% dos parceleiros, conforme a pesquisa.

A pesquisa O estudo foi feito com 805.107 famílias assentadas entre os anos de 1985 e 2008 em todo o território brasileiro. Os dados foram obtidos através de entrevistas às famílias assentadas em um processo de amostragem, composto de 16.019 famílias, em 1.161 assentamentos.

Não foi informada a amostragem de Mato Grosso do Sul.




Já nem sei dizer em quantos blogs postei sobre a questão ambiental quando se cria "Assentamento". Não discuto sobre a reforma agrária, este é outro departamento, mas, sim, sobre a quase invasão rural por uma sociedade urbana. Sugiro capacitação, curso de formação de preservação ambiental com certificado como documento pré-requisito para a sociedade interessada em possuir terra. O problema é tão grave, tão grave, que só sabe quem viveu na região antes da criação do assentamento. Querem saber? Até a quantidade de cães no mato é causadora de extermínio... O crime é doloso?
 
Vanda Ferreira em 27/12/2010 07:33:05
A terra é um direito de todos. Você deve ter uma casa muito boa para morar, um carro ótimo, nunca deve ter passado necessidade na vida para dizer isto de familias, (e se algum dia passou não deve se recordar).
A matéria em momento algum se refere que eles não produzem, diz de problemas sociais, de ausencia de politicas publicas para atenderem estas familias.
Grande parte dos alimentos que chegam as mesas das familias são estes "hunos" que produzem.
Os hunos viviam como nômades que se dedicavam a atividade pastoril. Moravam em barracas e carroças. No entanto, eles não se limitavam apenas a criação de pasto e cavalos, eram eximinios guerreiros de raro valor. Montados em seus cavalos conseguiam manejar facilmente armas como lanças e arcos.
 
Aparecida Lima em 22/12/2010 08:39:00
1º - Cara senhora, sou licenciado em História, portanto, não venha querer me ensinar quem foram os Hunos. 2º- Os alimentos produzidos nos assentamentos não sustentam nem aos próprios assentados, basta visitar esses locais, como eu faço, com certa frequencia. Se a sra. tivesse ido em algum assentamento, não teria dito essa besteira e, como já disse, além de não produzirem, a maioria dos assentados ainda se dedicam a todo o tipo de ilícitos. Os poucos que trabalham, assim que adquirem algum equipamento, o tem furtado ou roubado quase de imediato. E TODOS, eu disse TODOS os assentados vivem das bolsas sociais que o governo mantém e manda para eles, pagas, evidentemente, com o nosso dinheiro.
 
Adriano Roberto dos Santos em 22/12/2010 05:22:03
Não é por nada não, mas os assentados (que são ex-sem-terras, que passaram a vida à beira de rodovias sendo sustentados por programas sociais), pelo seu modo de vida, devem ser considerados os Hunos da atualidade. Onde eles passam nem um animal ou árvore sobrevive. As margens da MS-489, entre os Km 108 e 112, no município de Itaquiraí, atual assentamento Santo Antonio, havia lagoas cheias de capivaras e jacarés, que foram exterminados em menos de uma semana depois da chegada dos hunos, digo, assentados. Sem contar que atualmente o único "trabalho" ao qual se dedicam, é caçar filhotes de papagaios e aves canoras para vendê-los aos traficantes de animais.
 
Adriano Roberto dos Santos em 21/12/2010 08:35:29
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