A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

17/03/2012 11:40

Tratamento adequado do lixo domiciliar pode gerar US$ 10 bilhões por ano ao país

Carolina Gonçalves, da Agência Brasil

Brasília – O lixo domiciliar, se tivesse tratamento adequado, poderia gerar recursos da ordem de US$ 10 bilhões ao país por ano, dinheiro suficiente para beneficiar a população brasileira com cestas básicas e um plano habitacional. A estimativa é do economista Sabetai Calderoni, presidente do Instituto Brasil Ambiente e do Instituto de Desenvolvimento Sustentável. Calderoni acredita que o país vai conseguir captar cerca de 80% desse valor em cinco a dez anos.

Veja Mais
Cidade tem manhã chuvosa, mas volume continua abaixo da média
Clima chuvoso e com máxima de 36ºC nesta sexta-feira em MS

Para o economista, o “processo social de amadurecimento” que o país viveu nos últimos anos pode, com a implantação da atual Política Nacional de Resíduos Sólidos, que estabelece, por exemplo, o fim dos lixões e a logística de retorno de embalagens e produtos usados, aumentar ainda mais os ganhos com a reciclagem de lixo no Brasil.

“A gente gasta muito menos energia, por exemplo, quando usa sucata ao em vez de usar a matéria prima virgem. É o caso da latinha de alumínio, em que eu economizo 95% da energia. Da mesma forma, economizo minha matéria prima que é a bauxita [gasta-se 5 toneladas de bauxita para produção de 1 tonelada de alumínio], e ainda economizo água”, disse Calderoni. Na mesma conta, o economista ainda considera o pagamento feito pelas prefeituras aos aterros, que recebem e enterram os resíduos, além dos gastos com o transporte desse material e a perda dos ganhos que a reciclagem poderia gerar.

Tanto o lixo domiciliar, quanto o entulho, produzido pela construção civil, por exemplo, poderiam ser tratados pela sistemática das centrais de reciclagem, modelo proposto por Calderoni para aumentar a lucratividade com a reciclagem de lixo no país. Para contornar custos das prefeituras com a implantação dessas unidades, a solução apontada pelo economista é a parceria com empresas . "Se fosse apenas um custo proibitivo e não valesse a pena, os empresários não teriam interesse em participar", declarou.

Mais de 150 municípios já implantaram centrais que, segundo ele, derruba, na prática, argumentos que colocam o investimento necessário para a reciclagem como o empecilho. “Caro é pegar matéria-prima, chamar de lixo, pagar caro para transportar o lixo e gastar dinheiro para alguém receber e enterrar. É não entender que o que você está chamando de lixo é um conjunto de matéria-prima preciosa”, disse Calderoni.




Enquanto nossos representantes que detem o mandato popular,não se concientizar da necessidade de proteger o meio ambiente, vamos sempre ver muralhas de lixos nas periferias das cidades c/ pessoas revirandos p/ buscar o seu sustento.Porque não criar industrias de reciclagem, resolvería dois problemas; das muralhas de lixo e empregaría as pessoas que vivem nos lixões. O que falta é vontade política.
 
porfirio vilela em 18/03/2012 07:30:16
Qual o planeta habitável mais próximo daqui que poderemos ir quando a terra ficar entupida de lixo ? 10 bilhões é pouco, ainda mais para uma faixa tropical privilegiada onde estamos instalados !
 
Angelo Fantin em 17/03/2012 12:05:50
10 Bilhões... e muito dinheiro pro governo ... é sim ... vocês acham que eles vão querer dar 10 Bilhões pra população brasileira ao invez de guardar 10 bilhões para eles ... duvido e muito ... bando de corruptos ... como exemplo, dinheiro pra dobra capacidade do sambódromo tem, dinheiro para aumentar uma sala de CTI ou mais médicos, tem não ... não preciso falar mais nada!!!
 
Deivid Oliveira em 17/03/2012 04:32:59
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions