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Campo Grande, Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2016

29/08/2011 20:50

Trecho da BR-262 deve se tornar a primeira rodovia ecológica de MS

Vinícius Squinelo

A via, que liga Anastácio e Corumbá, atravessa o Pantanal e teve programa ambiental entregue ao Ibama

Medidas tentam preservar a fauna pantaneira (foto: Assessoria/Ibama)Medidas tentam preservar a fauna pantaneira (foto: Assessoria/Ibama)

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) recebeu um relatório de programas ambientais do Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes) para possibilitar que um trecho da BR-262 se transforme na primeira rodovia ecológica de Mato Grosso do sul.

O trecho de 286,2 km, que liga as cidades de Anastácio e Corumbá, deverá ter uma séries de melhorias e programas especiais para não agredir o ecossistema local, o Pantanal sul-mato-grossense.

O relatório de itens a serem implementados na rodovia foi entregue ao Ibama do Estado. No documento constam as condicionantes estabelecidas pelo órgão para aprovar a instalação da rodovia. Segundo o Ibama, por se tratar de um ecossistema único e uma área protegida, foram programas e itens específicos para este trecho dentro do pantanal.

Devem ser adotadas uma série de construções e, como sinalização especial, cercas em áreas críticas de mortandade de animais na pista, 93 passagens de animais sinalizadas, um mirante turístico no entroncamento da Estrada Parque.

Além disso, a rodovia deve contar com monitoramento constante de atropelamento de fauna. Vão ser instalados também redutores de velocidade em áreas de maior afluxo de animais e armadilhas fotográficas no trecho que vai ser monitorado por biólogos e técnicos do Instituto Tecnológico de Transporte e Infraestrutura da Universidade Federal do Paraná que foi, contratada pelo Dnit para organizar os programas ambientais exigidos pelo Ibama MS.

De acordo com o Núcleo de Licenciamento do Ibama em Mato Grosso do Sul, a ideia é viabilizar um sistema de controle ambiental na rodovia, com intuito de diminuir o número de animais mortos no trecho.

No monitoramento inicial feito desde junho pela Universidade do Paraná apresentado ao Ibama, foi relacionado atropelamento de 1.400 animais de 88 espécies no período de um ano entre Campo Grande e Corumbá, num trecho de 410km; e constatado o atropelamento de 57 espécimes no trecho de 284,2km entre Anastácio e Corumbá em dois meses de monitoramento.

Estatísticas- O cachorro do mato foi a espécie mais atingida nos acidentes, seguido pelo tamanduá-mirim. Foi constatado também a morte de um tamanduá bandeira, espécie ameaçada de extinção e de três jaguatiricas, também constantes da lista das espécies ameaçadas.

Além desses resultados preliminares sobre as áreas mais críticas de atropelamentos de fauna neste trecho da 262, o Dnit também apresentou o andamento dos outros programas ambientais para a rodovia.

Já está em elaboração e andamento os programas de gerenciamento de riscos e emergências ambientais, o programa de recuperação de áreas degradadas, de Educação Ambiental e de Comunicação Social responsáveis por manter toda a comunidade envolvida no trânsito e habitantes dessa região, informada do caráter especial dessa rodovia.




O que o Sr. Geraldo M Tomas disse é a mais pura verdade, será que nossa UFMS não tem pessoal para essa pesquisa? a Universidade do Paraná conhece alguma coisa do nosso Pantanal? Por que eles, e não nós? Como pode nossos governantes autorizar outros pesquisadores para tal? Eu como político do Estado não deixaria acontecer isto. Por que não tomarem prodencia e agir para não acontecer que outros venham e agem em nosso patrimonio que é o pantanal. SE MEXAM SENHORES SENADORES, DEPUTADOS (ESTADUAIS, FEDERAIS) E VEREADORES...
 
Jorge Luiz em 30/08/2011 10:05:13
Demorou DEMAIS para sair um projeto assim. A rodovia já deveria ter sido construída com medidas de proteção à fauna, pois corta o pantanal e é óbvio que precisa. Tudo no Brasil é assim, feito depois, e mais caro.
 
Athaide Romero em 30/08/2011 07:35:05


Apoio totalmente a medida,só assim os matadores de animais,tomarão
conciência, dos fatos.

Leones. C. Grande.
 
Leones de Almeida em 29/08/2011 10:34:58
Mas o que é isto ? MS não tem donos ? A UFMS não tem pessoal capacitado para tomar conta da Rodovia ecologica ? Porque a Universidade do Parana? Por acaso eles conhecem NOSSO PANTANAL melhor do que nós ? O Denit não tem direito de ignorar os cientistas de MS...Nossa classe politica serve a quem ? O que fizeram ? o que farão para reverter o desproposito ? Esse monitoramento é feito quase que dioturnamente pelos nossos catedraticos e academicos...De minha parte, exijo uma resposta.... E tem mais, essa ideida de controle de trafego, de passagens especiais, de mirantes, de cercas em locais especificos, já foi tema de pleitos e mais pleitos pelo "pessoal daqui"....nada aconteceu e agora vem o Denit, carente de credibilidade nos ultimos tempos, cometer essa desfeita...está tudo errado !!!
 
Geraldo M Tomas em 29/08/2011 10:29:08
GENTEEE QUE BONITO..... E DAI? VAI PARAR DE COBRAR PEDAGIO NA PONTE? ENTAO, PRA MIM, PODE DEIXAR COMO TÁ.
 
LUCIANO MARQUES em 29/08/2011 09:27:05
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