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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

13/04/2015 12:57

Uso de sacolas biodegradáveis é tema de audiência na Câmara

Viviane Oliveira
Audiência reuniu empresários e ambientalistas. (Foto: Câmara Municipal) Audiência reuniu empresários e ambientalistas. (Foto: Câmara Municipal)

O uso de sacolas biodegradáveis foi tema de audiência pública na manhã de hoje (13), na Câmara Municipal de Campo Grande. O debate reuniu ambientalistas, sindicatos e empresários do setor e o assunto dividiu opiniões. As sacolas biodegradáveis foram criadas com o objetivo de reduzir os problemas ambientais causados pelas sacolas utilizadas hoje no comércio.

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O presidente do Sindicato dos Supermercados da Capital, Adeilton Feliciano Prado, diz que concorda com as substituição das sacolas usadas hoje em supermercados pelas biodegradáveis, desde que o projeto não obrigue os estabelecimentos a fazer a distribuição gratuita. “No meu entendimento as sacolas deveriam ser cobradas, pois assim, o consumidor daria mais valor ao produto”, diz.

Conforme o presidente do Sindipan (Sindicato da Panificação), Marcelo Alves Barbosa, a proposta é importante e precisa de discussão com relação às multas, que o Projeto propõe para quem não cumprir, pois envolve toda a sociedade e deve começar com a educação das crianças no colégios”, disse. A multa é de R$ 1 mil para quem não cumprir. 

O diretor do Instituto Nacional do Plástico, Paulo Dacolina, veio de São Paulo para apresentar estudo feito na Inglaterra, defendendo o uso das sacolas plásticas. “Todo material de plástico é passível de reciclagem mecânica e uma delas é transformar o objeto em um novo produto”, diz. Outra solução, conforme Paulo Dacolina, seria reforçar as sacolas plásticas para que o uso fosse reduzido.

Já Gisele Marques, membro da Comissão de Meio Ambiente da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil) diz que o uso de sacolas mais resistentes para que se utilize sacolas é válido, no entanto, seria ótimo se o consumidor tivesse que pagar sacolas biodegradáveis. “É o preço que nos temos que pagar para não degradar o meio ambiente”, destaca.

A substituição é tema de Projeto de Lei Complementar que está em tramitação na Casa de Leis, de autoria dos vereadores Chiquinho Telles e Eduardo Romero. A discussão em audiência pública foi sugerida pelo vereador Paulo Pedra para debater a questão com a classe empresarial.




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