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Campo Grande, Quinta-feira, 24 de Abril de 2014

22/03/2011 18:19

Assassinato do filho único após sequestro marcou a vida de Lúdio Coelho

Marta Ferreira
Lúdio e a esposa, Nilda Coelho: vida impactada pelo assassinato do filho aos 21 anos.Lúdio e a esposa, Nilda Coelho: vida impactada pelo assassinato do filho aos 21 anos.

A vida do pecuarista e político Lúdio Coelho, falecido hoje, aos 88 anos, foi marcada por um crime que, no ano de 1976, virou notícia em todo o País, o sequestro e assassinato do filho dele, Lúdio Martins Coelho, o Ludinho, aos 21 anos.

A dimensão que o caso ganhou no País ficou registrada em uma canção da dupla Milionário e José Rico, intitulada “Lágrimas que choram”. O refrão dizia que “O Brasil todo sentiu, Mato grosso entristeceu, Campo Grande está de luto pelo filho que perdeu”.

Ludinho foi morto dias após ser sequestrado por uma quadrilha que era integrada por dois oficiais da Polícia Militar, os tenentes Aramis e Machado, um deles comandante da Rádio Patrulha em Campo Grande, por um advogado e um professor. Havia também uma mulher envolvida, que seria amante de um dos bandidos.

Os sequestros não eram crimes comuns no Brasil e por isso o caso ganhou notoriedade nacional. O jovem de família rica e influente teria sido morto por ter reconhecido um dos sequestradores no cativeiro.

Lúdio Coelho, na época era conhecido como banqueiro, rico e poderoso. Sua família era proprietária do então banco Financial, que administrava as contas dos servidores estaduais, que depois foi vendido para o Bamerindus, hoje HSBC. Os Coelhos também eram donos do Hotel Campo Grande, uma novidade na época, que havia trazido para a cidade pequena de Mato Grosso a arquitetura da moda dos anos 70.

Os oficiais da PM que estavam envolvidos no sequestro eram, também, os responsáveis pela investigação, que não andava. O prestígio de Lúdio trouxe para o estado o delegado paulista Sérgio Paranhos Fleury, personagem conhecido pelas denúncias de tortura durante os governos militares.

A investigação de Fleury chegou à cidade quando Ludinho já tinha sido assassinado. Os culpados foram descobertos, presos, e acabaram quase todos mortos, um deles na saída do presídio.

A partir daí, o crime virou assunto durante anos na cidade e até hoje é citado como um dos casos que mais chocaram a sociedade local.

Desespero- Ludinho era filho único. O impacto do assassinato foi evidente na trajetória de Lúdio e da esposa, Nilda, conhecida mais pelas citações carinhosas e até engraçadas do marido do que pela presença em público.

Nilda criou um lar para crianças em homenagem ao filho, chamado Lar Ludinho, onde são atendidas 120 crianças. Também doou uma área para o Projeto Cidade dos Meninos.

Lúdio falou poucas vezes em público do assunto. Uma delas foi em um debate sobre a pena de morte, em 1999, no Senado. Ele defendeu a pena capital como “legítima defesa da sociedade” contra criminosos como os sequestradores de seu filho.

Contou que, por mais de 10 anos, “ficou desesperado”, e procurou todo tipo de ajuda. “Procurei apoio com Chico Xavier, em Minas, procurei apoio com pessoas que sabiam muito e fui muito confortado por um padre em São Paulo. Ele me disse uma coisa muito interessante: ´Lúdio, a brasa só queima onde cai´. E

é verdade. Uma pessoa só pode entender uma ocorrência dessa natureza se for parte integrante disso”, testemunhou o então senador.



Eu, tinha apenas seis anos de idade quando se deu a tragédia que culminou com a morte de ludinho, recheada de covardia de mau feitores, mas graças a Deus q não ficou impune, mas posso imaginar a lacuna q jamais pode ser preenchida no coração de um pai e uma mãe,
q perderam seu único filho.
creio q Deus tenha recebido por misericórdia pai e filho.
e q toda a família seja confortada pelo amor de Deus e amigos.
deixo aqui minhas condolências.
 
Alaércio Aparecido dos Santos em 15/11/2012 11:00:11
Pois é, pena que são poucos os políticos que podemos dizer que foram dignos na posse do cargo público. Lúdio Coelho foi esse político que todos o admiravam, pela sua sinceridade, humildade, competência. Que bom que ele foi um político nosso, da terra. Lembro-me da casa enfrente do Lúcia Martins Coelho ,adorava ficar lá olhando os bichos, era lindo, pena que foi trocado por um prédio frio e sem graça (concreto somente). Fique com Deus.
 
Édima Silva em 14/04/2011 01:50:42
Não tive a oportunidade de conhece-lo,mas ouvi muito a seu respeito.
um grande homem que hoje abito no esconderigio do autisimo!
descanse em paz encontre em seu camiho anjos de luz!!!!!!!!!!!
 
janaina Batista Bezerra em 01/04/2011 11:19:59
Quero deixar, registrado meu pesar pela morte de LudioCoelho, pessoa querida pelos sul mato grossense, que muito contribuiu para o desenvolvimento desse Estado maravilhoso. Oro a Deus que o Espirito Santo venha confortar todos seus familiares e amigos .
 
lediana lima caceres em 23/03/2011 12:23:55
Na época da morte do Ludinho eu era uma simples estudante que fazia cursinho para entrar na faculdade e num fim de semana eu ví o Ilustre investigador Fleury no centro da cidade juntamente com alguns dos elementos que já haviam ceifado a vida do menino. Parei para admirar o Sr. Fleury, era uma pessoa astuta, tanto que logo desbaratou toda a safadeza existente e prendeu toda a gangue. Na manhão do dia seguinte das prisões o Jornal Correio do Estado à época situado na Rua 14 de Julho quase não dava conta de colocar em circulação a folha com a cara dos bandidos. Ao Dr. LÚDIO transmito um refrão da música que o Milionário e José Rico fêz em homenagem ao seu filho Ludinho "....CAMPO GRANDE ESTÁ DE LUTO PELO FILHO QUE PERDEU". Que DEUS possa recebe-lo pois fizeste por merecer a PAZ ETERNA e, a toda sua família meu carinho e respeito.
 
NEUSA SOARES em 23/03/2011 09:10:43
"Seo Lúdio", homem e personalidade de grande admiraçäo, uma perca lastimável para familia, amigos e para os sulmatogrossenses.
Deus conforte a familia, amigos e admiradores.
 
José Carlos de Arruda em 23/03/2011 07:48:49
Não foi à toa que Lúdio deixou a política de lado (sem ir para o Tribunal de Contas), pois tinha profissão e afazeres. Deixou-a também pela desilusão dos destinos que tal política tomou em nosso Estado. Viu seu partido (PSDB), virar mero coadjuvante do PMDB, fisiológico, sem identidade e sem norte. Era simples, objetivo, direto, fui funcionário público da PMCG em sua primeira gestão. Governava com recursos próprios e com simplicidade (não usava seu chapéu para mendigar na Capital Federal, como se faz hoje). Não impunha sua idéias, apoiava a Juventude (da JPMDB saíram alguns quadros da Política local). Talvez em função dessa desilusão, não fomentou a entrada de seus familiares na Política local. Deixa uma lacuna, sem dúvida, mas deixa um exemplo de vida, de retidão de caráter, de lisura e honestidade no trato com a coisa pública. Que nossos governantes e lideranças eleitas, pensem, se no dia de seus respectivos passamentos, terão as mesmas palavras aqui escritas, bem como demais homenagens que este ilustre cidadão brasileiro está tendo neste momento, e se deixarão, também, saudades no seio do povo sul matogrossense.




 
Silvio Pedro Arantes em 23/03/2011 05:59:49
nao so o estado esta de luto mas nos aqui de rio brilhante a onde nasceu esse grande homem publico e simples que deus conforte toda sua familia por essa perdar imreparavel
 
elenildo barbosa em 22/03/2011 11:17:21
o senhor ludio coelho foi um homem muito bom ele ajudava todos nós servidores da prefeitura nos dava sesta básica final de ano para o natal foi um homem muito bom que DEUS lhe de o descanso em paz e a minhas condolecia a seus familiares eu sei que ele era um prefeito muito bom e a senhora nilda tambem um forte abraco para ela
 
ana maria ardaia dos santos em 22/03/2011 10:16:29
Deixo aqui o meu mais puro sentimento de perda; perdemos todos nós de Mato Grosso do Sul, perdemos não só um grande político, mas principalmente um homem simples e de coração boníssimo.
Por algum tempo tive a grande oportunidade de passar alguns bons momentos perto do Sr. Lúdio, ouvindo ele contar as aventuras em comitivas, qdo transportava o gado por este pantanal de meu Deus, pelo amor à natureza, aos bichos e a simplicidade como encarava a vida e seu curso.
Ficou em minha memória o sorriso fácil e o olhar carinhoso.
Deixo também os meus pêsames à viúva Dª Nilda e rogo à Deus e à Virgem Maria que a conforte neste momento tão singular da vida matrimonial.
 
Tays Menezes em 22/03/2011 09:57:48
Deixo registrado aqui o pesar pela morte do sr Lúdio Coelho em nome do meu pai ARY BAPTISTA DE MELLO que veio de São Paulo para o Mato Grosso (hj MS) em 1967para construir o Hotel Campo Grande inicialmente e muitas outras construções da família Coelho....ele hj com 83 anos lembra com saudade e muito respeito o Sr Lúdio como homem íntegro juntamente com sua esposa Dona Nilda que também merece o nosso respeito. Meu pai lembra com tristeza o sofrimento de toda a família, da nossa cidade e estado no caso da perda do seu filho Ludinho que chocou não só os que o conheciam mas todo o país pela violência e crueldade dos assassinos mas a justiça foi feita. Que a Dona Nilda receba todo o carinho que merece dos seus familiares e amigos nesse dia tão triste e um grande abraço de respeito e admiração dos meus pais Ary Baptista de Mello e Dona Zezé e que Deus a conforte!
 
cleudinéia mello em 22/03/2011 09:24:16
Quando criança, meus pais passavam com a família em frente à casa do Prefeito. Era uma "sensação", em frente a Escola Lucia Martins Coelho. Um lugar lindo, que qdo foi vendido tirou meu "gostinho" de infância....
Ano passado, em um evento político, tive a oportunidade de encontrar seo Lúdio. Já trabalhando no jornalismo de política tive a oportunidade de chegar nele e dizer o quanto eu o admirava.
Hj, ao saber da morte de seu Lúdio, tive a certeza que não estou sozinha nessa admiração...
Que ele descanse em paz, e que todos os sul-mato-grossenses sintam-se confortados...
 
Liziane Berrocal em 22/03/2011 08:33:04
Foi um desrespeito à memória de Celina o feriado escolar inútil decretado pelos políticos administrativos e apadrinhados. E agora, vocês têm a dignidade de tirar o chapéu para o homem que honrou a classe polítca que vocês tanto denigrem?
 
Francisco Neto em 22/03/2011 08:12:16
Quero registrar aqui o meu pesar pela morte do Sr Lúdio Coelho. Deixo aqui meus sentimentos à família pela dor da perda irreparável. Para nossa Querida Campo Grande, uma grande perda de um de seus Grandes Adminstradores. Um final de dia triste e melancólico pela notícia da morte do Sr Lúdio, nos deixando uma lacuna aberta e insubstituível em termos de coerência e honestidade à coisa pública. Sr Lúdio Coelho, esteja em Paz sendo acolhido nos braços de Abrahão. Que Deus lhe conceda o descanso merecido, e que sua esposa D. Nilda e demais familiares, estejam sendo amparados no Amor de Jesus.
 
José Gilberto M Manvailer em 22/03/2011 07:51:59
Recordo vagamente do caso. Só me lembro bem que todos os envolvidos foram mortos misteriosamente, mas que o "super-delegado" não descobriu quem foi. Mas é louvável, bandido bom é bandido morto.
Se fose meu filho e tivesse algumas fazendas, venderia alguma para esse fim.
Se todos que sequestram, matam, tivessem o mesmo fim, quem sabe diminuiria esses marginais. O mesmo com os que roubam dinheiro público, deveriam ficar sem nada, assim sentiriam na pele o que é implorar pelo serviço público que pagamos,
e caro.
 
Kamél El Kadri em 22/03/2011 07:23:28

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