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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

01/06/2016 09:44

Acidentes de trânsito destroem um poste de energia a cada dois dias

Viviane Oliveira
Poste foi substituído logo depois do acidente. No fundo é possível ver o murto destruído. (Foto: Marcos Ermínio) Poste foi substituído logo depois do acidente. No fundo é possível ver o murto destruído. (Foto: Marcos Ermínio)
Parte do veículo Honda Civic ficou pelo local do acidente. (Foto: Marcos Ermínio) Parte do veículo Honda Civic ficou pelo local do acidente. (Foto: Marcos Ermínio)

A cada dois dias um poste de energia elétrica é atingido por motoristas em Campo Grande, ou seja, de janeiro até agora, já foram trocados pelo menos 76 estruturas, de acordo com a Energisa, concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica em Mato Grosso do Sul. O custo para substituição, entre material e mão de obra, varia entre R$ 500 a R$ 5 mil.

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Em todos os casos de acidente de trânsito são registrados boletins de ocorrência e a conta vai para o responsável pelo dano, quando a empresa consegue identificá-lo. Caso contrário, a Energisa arca com o custo, mas o prejuízo é cobrado do consumidor na tarifa de energia elétrica.

Na segunda-feira (30), por exemplo, nas primeiras horas do dia um poste teve que ser substituído após acidente na Rua Rui Barbosa. Sem CNH (Carteira Nacional de Habilitação), o motorista de 25 anos que não teve o nome divulgado, seguia em um Honda Civic, quando perdeu o controle e saiu destruindo tudo pela frente. Além da estrutura de cimento, o rapaz derrubou uma placa de rua, uma lixeira, destruiu o muro de uma loja de skate e ainda atingiu uma moto que estava na garagem. O motorista não ficou ferido. A reportagem tentou falar com o proprietário do imóvel, mas a ligação não foi atendida. 

Placas com o nome da rua também foram atingidas pelo veículo. (Foto: Marcos Ermínio) Placas com o nome da rua também foram atingidas pelo veículo. (Foto: Marcos Ermínio)
Em março deste ano, carro derrubou o poste a avenida Prefeito Heráclito Diniz de Figueiredo. (Foto: Direto das Ruas) Em março deste ano, carro derrubou o poste a avenida Prefeito Heráclito Diniz de Figueiredo. (Foto: Direto das Ruas)

O acidente ocorreu durante a madrugada e a região ficou sem energia até às 6h30, de acordo com o professor de musculação Ermitom Yamada, 43 anos. Ele é um dos donos de uma academia na Rui Barbosa quase esquina com a Calarge e conta que o transtorno por causa do acidente foi grande. “Abro a academia às 5h e sem luz tivemos que adaptar alguns exercícios e usar equipamentos que não dependem de energia para funcionar”, diz. Ele reclama ainda que a escuridão tomou conta do local e teve que usar a luz de emergência para não dispensar os alunos.

Conforme normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) as estruturas são colocadas em locais que não oferecem riscos de acidentes, mas por algum motivo viram alvos de condutores. Em março deste ano, motorista de um Corsa Sedan, de cor branca, perdeu o controle da direção e acertou o poste, na Avenida Prefeito Heráclito Diniz de Figueiredo, prolongamento da Ernesto Geisel, no Bairro Monte Castelo. A pancada foi tão forte, que a estrutura partiu ao meio. O motorista sofreu ferimentos e foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros. 

Riscos - A Energisa orienta que em caso de colisão de veículos em postes da rede de energia, a população não deve se aproximar e muito menos tocar em cabos rompidos, caídos ou em partes metálicas para evitar choques. Em casos de acidente, quem estiver no carro não deve tentar sair e o Corpo de Bombeiros deve ser acionado pelo 192 e a concessionária pelo 0800 722 7272. Apenas profissionais podem diagnosticar o problema para fazer os reparos com segurança.




Deveria existir uma lei que permitisse a retenção do veiculo até a quitação dos danos causados por ele, independente de ser publico ou privado. Tive um muro destruido por um motorista bebado e nunca consegui reaver o prejuizo pois o mesmo alegou que não tinha seguro e que o dinheiro que ele tinha iria usar para consertar o carro e eu fiquei a ver navios. Isso tudo com boletim de ocorrencia e testemunhas de que o motorista não conseguia sair do carro de tão bebado que estava. Eu ja estou com o saco cheio de campanha de orientação que não leva a nada
 
Alex André de Souza em 01/06/2016 10:14:47
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