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Campo Grande, Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2016

06/10/2014 10:16

Acidentes e mortes marcam via onde motoristas abusam da velocidade

Aliny Mary Dias
Avenida tem 6 quilômetros de extensão e acidentes são frequentes (Foto: Marcos Ermínio)Avenida tem 6 quilômetros de extensão e acidentes são frequentes (Foto: Marcos Ermínio)

A morte do motociclista Jorge Alex Fonseca Campos, 31 anos, ocorrida na noite do sábado (4), é mais uma na estatística da violência do trânsito de Campo Grande e ficará na lembrança dos moradores que vivem na região da Avenida Prefeito Heráclito Diniz de Figueiredo, prolongamento da Avenida Ernesto Geisel, entre a Avenida Mascarenha de Morais e o Bairro Estrela do Sul.

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Muitos acidentes leves, graves e mortes foram registradas ao longo dos 6 quilômetros da avenida que faz parte do Parque Linear do Complexo Segredo e liga os bairros Otávio Pécora e Estrela do Sul.

O trecho é repleto de características que aumentam os risco de transitar pelo local. Curvas e falta de redutores de velocidade são os principais problemas. Durante todo o trajeto, o motorista encontra apenas uma lombada eletrônica e um quebra-molas para diminuir a velocidade.

Vivendo há 26 anos no Otávio Pécora, o aposentado Marcio Mecchi, 52 anos, viveu a transição de um bairro tranquilo para uma região de trânsito marcado por acidentes. “Essa avenida tirou a tranquilidade do nosso bairro, o pessoal corre muito e falta fiscalização”, conta o morador.

Durante todo o percurso, há apenas uma lombada eletrônica e um quebra-molas (Foto: Marcos Ermínio)Durante todo o percurso, há apenas uma lombada eletrônica e um quebra-molas (Foto: Marcos Ermínio)

Quem passa com frequência pela avenida relata que o maior problema é quando a via deixa de ser separada por uma faixa de mata e fica mais estreita. A maior parte das marcas de frenagem e dos sinais de colisões estão nesse trecho, que tem cerca de 4 quilômetros.

Um dos locais mais perigosos é na esquina da avenida com a Rua das Bolsas, onde muitos motoristas que seguem no sentido bairro-centro diminuem a velocidade para fazer a conversão à esquerda e acabam se envolvendo em acidentes.

Outra moradores que já testemunhou inúmeros acidentes da avenida é Alcinda Mendonça, 57 anos. Ela conta que a instalação de um semáforo em um dos cruzamentos diminui a quantidade de acidentes, mas em outros pontos da via as colisões e mortes são comuns.

“A gente sente a insegurança e vê o pessoal correndo bastante, se tivesse mais sinalização acho que não teria tanta tragédia”, desabafa.

A última morte registrada na avenida foi na noite deste sábado, segundo o boletim de ocorrência registrado na Depac Centro (Delegacia de Pronto Atendimento), testemunhas relataram que a moto conduzida por Jorge estava em alta velocidade.

A primeira colisão foi na traseira de uma motocicleta Honda, onde estavam Erik Marcelo Rabelo, 23 anos, e outra pessoa. Em seguida, Jorge perdeu o controle da direção e a moto bateu de frente com um Peugeot que trafegava no sentido centro/bairro. Ele morreu no local.

Aposentado vive há 26 anos no Otávio Pécora e diz que avenida trouxe insegurança (Foto: Marcos Ermínio)Aposentado vive há 26 anos no Otávio Pécora e diz que avenida trouxe insegurança (Foto: Marcos Ermínio)
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A avenida é nova e existe bastante espaço. Não existe impedimento para a prefeitura ter construído "ilhas" devidamente marcadas para as pessoas fazendo conversão para esquerda fazer isso com segurança. Falta de engenharia de transito que isso não foi feita. Agora melhor consertar este erro logo agora. Antes de uma rua para esquerda deveria se inserir uma faixa no meio, protegido com meio fio e olhos de gato, para que quem quer virar pode parar no meio, em segurança, esperando o fluxo em sentido oposto interromper. (e não: simplesmente colocar uma placa "proibido virar para esquerda" não é uma solução, já que as moradores do bairro vão ignorar, assim como fazem na Ceara...)
 
Marc em 06/10/2014 11:37:22
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