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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

17/04/2013 09:24

Além da violência, trânsito da Capital convive com "pequenos pecados"

Mariana Lopes
Na Afonso Pena, jovem mexe em aparelho celular enquanto espera o semáforo abrir (Foto: Vanderlei Aparecido)Na Afonso Pena, jovem mexe em aparelho celular enquanto espera o semáforo abrir (Foto: Vanderlei Aparecido)
Na 14 de Julho, motorista fala ao telefone enquanto dirige (Foto: Vanderlei Aparecido)Na 14 de Julho, motorista fala ao telefone enquanto dirige (Foto: Vanderlei Aparecido)

Seja nos bairros ou no Centro de Campo Grande, o desrespeito às regras de trânsito saltam aos olhos de qualquer um que se dedique a observar a postura dos motoristas por alguns minutos. Das infrações mais graves aos pequenos deslizes, o fato é que dirigir nas ruas da Capital se tornou um desafio além da violência.

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Com a onda de smarthphones, não é difícil flagrar motoristas mexendo no celular enquanto esperam o tempo do semáforo abrir. Mas este tipo de infração ainda não é maior do que falar ao telefone enquanto dirige.

Na manhã de ontem, em uma volta pela cidade, o Campo Grande News flagrou alguns motoristas com uma mão no celular e a outra no volante. Um deles foi o aposentado Rubens Saito, 57 anos, que assumiu o erro e tentou justificar. “Só atendi a ligação porque precisava saber o nome do remédio que tenho que comprar para a criança”, explicou.

De acordo com dados estatísticos do Detran (Departamento Estadual de Trânsito), em 2012, no primeiro bimestre, foram 1.559 multas geradas por motoristas utilizando aparelhos celulares enquanto dirigiam. Neste ano, no mesmo período, já houve aumento de 16,4%, com 1.815 multas pela infração.

Blazer estacionada em vaga para portador de necessidades especiais (Foto: vanderlei Aparecido)Blazer estacionada em vaga para portador de necessidades especiais (Foto: vanderlei Aparecido)
Na rua Dona Virgilina, dois carros estacionados em local proibido (Foto: Vanderlei Aparecido)Na rua Dona Virgilina, dois carros estacionados em local proibido (Foto: Vanderlei Aparecido)

Mas esta ainda não é a infração mais cometida pelos motoristas. Estacionar em local proibido também está no páreo de multas geradas pelo Detran. De janeiro a fevereiro de 2012, foram 2.415 infrações computadas no sistema do órgão. Número que caiu até o final do primeiro bimestre deste ano, quando foram registradas 1.476 multas.

Em 20 minutos na manhã de terça-feira, que a equipe de reportagem ficou parada no cruzamento das ruas Barão do Rio Branco e 14 de Julho, no Centro de Campo Grande, pelo menos quatro motoristas estacionaram o carro na vaga exclusiva para portadores de necessidades especiais, sem ter qualquer pessoa dentro do veículo que se encaixasse na categoria.

Enquanto alguns percebiam a presença da imprensa e logo davam um jeito de retirar o carro do local, outros davam uma desculpa qualquer pelo deslize ou tentavam justificá-lo, mas acabavam admitindo que estavam errados.

“Eu só parei aqui rápido para atender ao celular, nem vi que era vaga exclusiva”, tentou explicar a motorista de um Fox, que não quis se identificar. Ela estacionou na vaga para portadores de necessidades especiais e estava com o celular no ouvido quando parou o carro, mas seguiu o trajeto após falar com a reportagem.

Em uma Blazer, que ficou estacionada na vaga exclusiva por mais de 15 minutos, desde que a equipe do Campo Grande News chegou ao local, o motorista tentou desconversar ao ser questionado sobre a infração. Ele se identificou como João da Silva e disse que tinha ido à farmácia, “bem rapidinho”, para comprar um remédio.

Carro estacionado na calçada obstrui passagem de pedestre (Foto: Vanderlei Aparecido)Carro estacionado na calçada obstrui passagem de pedestre (Foto: Vanderlei Aparecido)

Nos bairros, estacionar em local proibido parece ser ainda mais comum. Na rua Dona Virgilina, no Jardim Alegre, a equipe de reportagem encontrou vários casos que demonstravam bem o “jeitinho brasileiro” que os motoristas costumam dar.

O vendedor Luiz Antônio Gomes de Arruda, 54 anos, afirma que deixa, todos os dias, o carro dele estacionado na calçada de loja onde trabalha, e não vê problema nisso, mesmo que o veículo esteja em um local não apropriado. “Não está atrapalhando ninguém”, pontua.

Do outro lado da rua, um veículo está estacionado na faixa amarela e bem próximo à esquina, o que também não é permitido por lei. Poucos metros a frente, ainda na mesma quadra, um Citröen C4 estacionado em cima da calçada obstrui a passagem de pedestres.

E por falar em pedestres, estes também ignoram as leis de trânsito e alguns até complicam o fluxo de carros. Voltando ao Centro da Capital, é comum observar pessoas atravessando as ruas fora das faixas de segurança.

“Estou com pressa”, disse uma jovem que não se identificou e mal parou para conversar com a reportagem. Ela atravessou a 14 de Julho, no meio da rua, e seguiu em sentido à avenida Afonso Pena, cruzando em questão de segundo com uma faixa de pedestre.

Jovem atravessa no meio da rua, a poucos metros da faixa de pedestre (Foto: Vanderlei Aparecido)Jovem atravessa no meio da rua, a poucos metros da faixa de pedestre (Foto: Vanderlei Aparecido)

Outras infrações comuns no dia-a-dia do trânsito campo-grandense é a falta do uso do cinto de segurança, que também gera multa. Parado no semáforo do cruzamento das ruas Barão do Rio Branco e 14 de Julho, o autônomo Emerson Santos, 39 anos, alegou que estava procurando vaga para estacionar, por isso estava sem cinto.

Estacionar em fila dupla, seja para alguém descer do carro, esperar alguém que está em loja ou descarregar mercadoria, também é fácil de encontrar nas ruas de Campo Grande. Além da infração, o hábito atrapalha o fluxo de veículos. "Sei que não pode, mas não tem vaga para estacionar", justificou o motorista Luiz Duarte, 24 anos, que parou o caminhão na faixa da esquerda, na 14 de Julho, para descarregar fardos de sorvetes.

E a falta de vagas para estacionar é, de fato, um problema no centro da Capital, tanto para carros quanto para motos. Nas ruas do comércio, há vagas destinadas a cada categoria de veículos, mas elas nem sempre são respeitadas. Na manhã de ontem, a flagrou várias motos estacionados entre os vãos dos carros, em local proibido.

Outra situação é que os espaços destinados às motos são pequenos, e o que se pode observar são os veículos amontoados nas vagas, correndo até o risco de derrubar uns aos outros.

Avançar o sinal vermelho também está entre as infrações que lideram o ranking de multas. No primeiro bimestre de 2012, foram 2.918 multas geradas. O número teve um salto de 39,4%, para 4.070, nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, conforme estatísticas do Detran.

Diante de tanto desrespeito no trânsito, a explicação dada pelo professor mestre em psicologia e comportamento no trânsito, Renan da Cunha Soares Junior, é simples: “O trânsito é um reflexo do que temos em outros ambientes, que remete a uma crise de valores, quando as pessoas preferem priorizar a si do que pensar em grupo”, comenta.

O especialista ainda destaca algumas situações de desrespeito semelhantes e bem corriqueiras, como furar fila, pegar troco errado e não devolver, ocupar o assento do ônibus que é exclusivo de idoso, entre tantas outras infrações que não geram multa.

“As pessoas sabem a maneira correta de fazer, se perguntar a qualquer um como é que se evita a dengue, todo mundo sabe, mas não faz, porque dá trabalho, e as pessoas preferem evitar a fadiga”, explana Renan.

 




Realmente está muito difícil dirigir em Campo Grande, seja no centro ou bairro. Os "motoristas" parecem que vivem no mundo da lua ou simplesmente ignoram que atualmente o índice de morte no trânsito é muito alto. Se andarmos por alguns minutos em algumas vias verificamos que muitos ignorantes motoristas avançam os sinais fechados, ultrapassam em locais indevidos como em rotatórias, fecham os carros de outras vias. Como resolver isto? Penso que seja através de medidas educativas e uma delas seria não permitir que cidadãos que não têm sequer o Ensino Médio tirem a habilitação. Com esta medida mataríamos dois coelhos numa cajadada só, pois de certa forma obrigaríamos todos os jovens a cursar pelo menos até o ensino médio e só então tirariam a habilitação tão desejada.
 
Milsa Duarte em 18/04/2013 20:06:53
Precisamos diminuir o número de carros nas ruas. Como?
Retirando da rua: os carros sem condições técnicas.
: os carros irregulares (documentação)
: motoristas sem CNH
: motoristas com pontuação acima do limite
Precisamos arrumar as ruas (sinalização / buracos)
 
Orlando Santos em 17/04/2013 15:38:30
Isso tudo também é reflexo da falta de fiscalização, existe uma grande parcela de motoristas e motociclistas que só respeitam as regras do trânsito com a presença de um policial, lamentável.
 
Sandro Lima em 17/04/2013 13:38:37
Um dos problemas do trânsito em Campo Grande foi bem ilustrado já no título da matéria.

Enquanto os condutores e pedestres acharem que andar fora da faixa, sem cinto de segurança, não sinalizar [dar seta], estacionar em local proibido, ingerir bebida alcoolica e dirigir etc, etc, etc, são 'pequenos pecados' continuaremos a ler sobre acidentes que, de acidente mesmo, não tem nada, pois foram causados por imperícia, negligência ou imprudência de ambas, ou alguma das partes...

Temos que dar valor à vida, e também, ao nosso trabalho: já tiveram a curiosidade de saber quanto os 'acidentes' desta natureza, causados por estes pequenos pecados, custam aos cofres públicos?

 
Andreia Ferreira em 17/04/2013 13:17:27
No meu carro a MÁGICA de ligar a séta é esticar um dedo e empurrar a alavanca para cima se for entrar para a direita e se for virar para a esquerda empurra a alavanca para baixo, verificar sempre se a lampada não esta queimada ,as vezes acontece e o "motorista"não sabe porque não fez a vistoria antes de sair de casa,mas que tem muitos motoristas sem educação em Campo Grande,isso tem, e ao rapaz sem noção que estaciona o carro em cima da calçada,mas não atrapalha ninguem,e os pedestres?andam na rua para serem atropelados?
 
Teresa Moura em 17/04/2013 12:36:31
A seta da direita do Sr. Pedro Sá é do lado direito do volante kkk, que modelo de carro será esse? kkkkkkk Essa mágica tá meio furada hein...
 
Samuel Wesck em 17/04/2013 12:33:49
Obrigado ao Campo Grande News pela excelente reportagem, até a divulgação da mesma eu sempre me considerei uma pessoa com problemas pois eu achei que era só eu que via essas coisas no trânsito da cidade. Creio que faltou abordar a quantidade de motociclistas dirigindo com chinelos e também a questão da “seta”. Sempre brinco com minha esposa de como pode um carro que custa 70 80 90 mil reais ou mais sair de fabrica sem seta.
 
Alex André de Souza em 17/04/2013 12:16:21
Há solução pratica e de imediato, porém teria que os deputados e senadores ter coragem de trabalhar e mudar a Lei sem brecha. Uma Lei onde deve cumprir no ato: Pegou dirigindo usando celular, pàra o carro, multa, cientifica o mostorista, pega a chave do veículo e manda o condutor pagar a multa; quando voltar com o recibo, retira o carro. Isso aplicado em todas as faltas no trânsito resolve. Ficar falando de educação, campanha e outras bobeiras diárias, nunca vai resolver.
 
luiz alves em 17/04/2013 12:12:49
"Pequenos pecados" que estão tirando a vida de muitos inocentes. As pessoas são mal educadas mesmo e acham que tragédias só acontecem com os outros, e esquecem que são falhos, todos somos...
 
Vanessa Campos em 17/04/2013 11:36:29
Gostaria de fazer uma observação: é triste ver a rivalidade existente entre motociclitas e motoristas (de carro). As duas classes de condutores não se respeitam. Os motociclitas se acham "os donos da via", enquanto os motoristas simplesmente ignoram a presença dos primeiros (motociclitas). Falta coerência para ambos os lados. Um fato, por exemplo, chama minha atenção: é comum vermos nas ruas do centro de Campo Grande uma motocicleta estacionada na vaga destinada a carros. Pôxa, é muito dificil encontrar vaga para carros nas ruas do centro de Campo Grande, e, se não bastasse, com as poucas vagas remanescentes, algumas motos ocupam justamente aquelas vagas (destinadas a carros).
 
Lucyan Lacchi em 17/04/2013 11:06:48
Bom dia!!! Se forem ficar tirando fotos o dia todo não irão parar de fotografar, pois em Campo Grande os motoristas não estão aí , já ouviram falar de "SETA" , aqui os motoristas não conhecem , pelo menos 80%, se a seta fosse utilizada acredito que pequenos acidentes iriam ocorrer com menos intensidade, mas o pessoal não tá nem aí.
Vou ensinar como usa "SETA" , uma grande mágica eim, não se surpreendam, estique o dedo indicador, da mão esquerda para virar para esquerda e da mão direita para virar para direita, enquanto estiver no volante dirigindo, depois e só abaixar que irá piscar uma luz na frente a trás do veículo, isso informa para onde você irá virar ou parar, é simples.
Um abraço à todos e mais tarde volto com outras mágicas ajudar o trânsito de Campo Grande.
 
Pedro Sá em 17/04/2013 10:59:56
Uma pratica comum são os pais pararem carros em filas duplas em frente as escolas. Mesmo quando tem vagas para estacionar...
Vejo isso todos os dias quando me desloco para o trabalho em frente a Escola Paulo Freire e uma escola localizada na Rua Espirito Santo entre a Av. Afonso Pena e 15 de Novembro.
 
vera silva em 17/04/2013 10:54:38
Mais isto td é culpa do prefeito, que vai cada dia mais restringindo os locais de estacionamentos no centro, tirou os estacionamentos da Afonso Pena, criou as vagas para idosos, concordo que tenha que ter vaga sim para idoso, mais se contar no centro todo, tem mts vagas, uma vez que já acompanhei pro um tempo e algumas vagas são pouco ocupadas, além de ver idoso estacionando em vaga normal, só para parar em frente ao estabelecimento que ia... ai fazer oq? Colocar em estacionamentos particulares que cobram um ABSURDO, por isto o centro da capital esta cada dia mais precário,............
 
Gilmar Arantes em 17/04/2013 10:46:04
Dirijo Aqui em CG mais de 15 anos e nunca fui multada nem ao mesnos advertida. Me Orgulho Muito Disso pois vejo , todos os dias , muitas barberagens , tanto de homens quanto de mulheres , nas ruas. Penso que o que faz uma pessoa ser ruim no que ela esta fazendo e falta de vergonha.
 
Ana Luiza em 17/04/2013 10:36:44
a respeito dos pedestres fora da faixa,porque só multar os motorista,tem que multar os pedestres tambem como faz nos estados unidos.atravessou fora da faixa a pessoa recebe uma multa,ai as duas coisas andam bem.não adianta ensinar o motorista e não ensinar o pedestre,pois se é atropelado fora da faixa o motorista tambem é culpado por esta certo.vamos fazer essa lei que o povo só aprende no bolso.
 
roger andrade em 17/04/2013 10:21:46
Cidade de provincianos....
 
Sérgio Higa em 17/04/2013 10:12:15
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