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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

04/02/2014 10:01

Arma contra a fraude, identificação biométrica sofre atraso em MS

Aline dos Santos
Aulas nas ruas não tem controle biométrico. (Foto: Marcos Ermínio)Aulas nas ruas não tem controle biométrico. (Foto: Marcos Ermínio)

Recurso para colocar a etapa prática do processo de obtenção de CNH (Carteira Nacional de Habilitação) a salvo de fraudes, a identificação biométrica do aluno foi adiada pelo Detran/MS (Departamento Estadual de Trânsito).

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O procedimento para assegurar que o candidato cumpriu a carga mínima de 20 horas aulas de direção veicular deveria ter começado em novembro de 2013. Agora, a nova previsão é para abril deste ano.

De acordo com a assessoria de imprensa do Detran, a implantação depende da conclusão do sistema. Ainda sem sair do papel, a identificação biométrica iria fechar o cerco a alunos que querem fazer menos aulas do que determina o CTB (Código de Trânsito Brasileiro). A identificação pelas digitais seria exigida ao início e término de cada aula prática. Além de sorteios aleatórios para novo registro de impressão digital.

O recurso também inibe tentativas de troca de candidatos, como o esquema revelado em setembro do ano passado, quando uma candidata, que reprovou por três vezes, pagou R$ 1.700 para outra pessoa fazer a prova prática em seu lugar.

O controle chegou em 2012 às aulas teóricas, em que o curso só tem validade se o aluno passar pelo leitor biométrico todos os dias. “Nossas aulas são monitoradas pelo Detran e com fiscalização eletrônica. Põe a digital no começo e fim das aulas. Tem a fiscalização aleatória, que a pessoa deve confirmar a presença”, afirma o presidente do Sindicato dos Centros de Formação de Condutores, Wagner Prado.

A prova teórica também só é feita mediante identificação das digitais. “E tem um banco de dados com mais de mil questões”, diz o presidente.

Apesar de o exame prático não ter fiscalização eletrônica, Wagner Prado avalia que o Detran é exigente. “No percurso, são dois examinadores dentro do carro e não é só dá uma voltinha no quarteirão”, salienta.

Para ele, a diferença de conduta entre o que se aprende e o comportamento nas ruas de Campo Grande é escolha do condutor. “Principalmente o motociclista, que quer se aventurar, pensa ter asas”, diz.

 Instrutor da autoescola San Marino, Tiago da Silva, conta que a maioria dos alunos garante que já sabe dirigir. “O pai ensina, dá o carro para eles”, relata. No entanto, há diferença em dominar um veículo e saber as regras de circulação. “Não olham no retrovisor, não sabem como fazer conversão”, diz.

E o limite da velocidade é excedido constantemente. As aulas se tornam sucessões de “puxões de orelha” para que transitem de acordo com as placas de velocidade da via. “Pode ir a 30 km/h, mas, logo já estão acelerando”. (Matéria alterada às 11h10 para alteração de informação)




o problema do trânsito não são os alunos que fazem menos de 20 aulas de direção nos CFC, os condutores problemas são os que fazem mais de 40 aulas, esses nunca terão segurança no trânsito.
 
marcos barbosa em 04/02/2014 18:21:33
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