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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

23/01/2014 16:47

Campo Grande não tem agentes para coibir "barbaridades" no trânsito

Aline dos Santos
Quando acontecem, blitz pega de surpresa. Ontem, foram 45 notificações e 14 motos apreendidas. (Foto: Marcos Ermínio)Quando acontecem, blitz pega de surpresa. Ontem, foram 45 notificações e 14 motos apreendidas. (Foto: Marcos Ermínio)

Se sobram infrações, falta fiscalização no trânsito de Campo Grande. A situação pode ser retratada em números: são 472.922 veículos, 357.063 condutores habilitados e 180 agentes e policiais atuando diretamente na fiscalização nas ruas.

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Nesta semana, a reportagem foi à região Central, a avenidas de grande fluxo, como a Eduardo Elias Zahran e Afonso Pena, e não localizou autoridade de trânsito. No cruzamento da rua 14 de Julho com a Afonso Pena, no Centro, havia policiais militares em bicicletas, que informaram atuar no trânsito somente em caso de acidente.

Na Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), o déficit chega a 250%. “A minha proposta é que tenha 200 homens, para, no horário de rush, estar em vários pontos ao mesmo tempo. Atualmente, na ativa, são 57. Duzentos é o número para ter gente em todos os momentos nas ruas”, afirma o diretor-presidente da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Jean Saliba, que assumiu o comando do órgão em janeiro deste ano.

Ele admite que a falta de agentes nas ruas, de forma efetiva, favorece os desrespeitos ao CTB (Código de Trânsito Brasileiro). “Gostaria muito da presença deles nas ruas, só com a presença do agente, a pessoa respeita um pouco mais, estão ali para orientar. Sem dúvida, precisamos deles nas ruas, mas não é indústria da multa. Com o tempo, vão percebendo que não é nada disso”, salienta.

Na falta de fiscalização, é fácil flagrar conversões proibidas, motoristas “furando” o semáforo, motociclistas com capacete aberto, carros estacionados na faixa amarela, filas duplas em frente às escolas e combinação de celular e volante.

“Quando saio de carro, observo cada barbaridade no trânsito. Passam no sinal vermelho, conversões que não podem. Provocam acidentes e depois é o trabalho do cara do trânsito que não presta”, afirma Saliba. Além da fiscalização, os agentes orientam o trânsito e atuam nas interdições da via.

Segundo diretor da Agetran, há 57 agentes na ativa. Mas são necessários 200. O déficit é de 250%. (Foto: Marcos Ermínio)Segundo diretor da Agetran, há 57 agentes na ativa. Mas são necessários 200. O déficit é de 250%. (Foto: Marcos Ermínio)

Seis bases – Sem previsão imediata do aumento do efetivo, que depende de concurso público, a Agetran vai ter seis bases pela cidade. A proposta é descentralizar para dar agilidade o deslocamento. De acordo com o diretor do Departamento de Fiscalização do Trânsito da Agetran, major Gilberto dos Santos, o primeiro CAT (Centro de Atendimento de Trânsito) vai funcionar na região central, na Praça Aquidauana.

“Em pouco tempo vai estar em funcionamento. Depois, terá em todas as regiões da cidade”, afirma. Está previsto, por exemplo, CAT no bairro Aero Rancho e na avenida Júlio de Castilho.

Nos horários de maior fluxo, a Agetran mantém agentes nos pontos mais críticos. “São o que precisam de acompanhamento”, diz Gilberto. Segundo ele, se falar em ponto crítico, seria uma “enormidade” de locais.
Os agentes ficam diariamente na Praça Newton Cavalcante, no bairro Amambaí; na rua Joaquim Murtinho, próximo à confluência com a rua Ceará; no cruzamento da Ezequiel Ferreira Lima com a rua da Divisão, no bairro Parati; no cruzamento das avenidas Via Parque e Mato Grosso e no bairro Iracy Coelho.

À espera de efetivo – Com o reforço policial no período de fim de ano, o BPTran (Batalhão de Polícia Militar de Trânsito) realizou uma blitz diária nos meses de novembro e dezembro. Em janeiro, a média é de uma a duas blitze repressivas por semana.

No Centro da cidade, PMs cuidam da segurança. Sem atuarem no trânsito. (Foto: Cleber Gellio)No Centro da cidade, PMs cuidam da segurança. Sem atuarem no trânsito. (Foto: Cleber Gellio)

De acordo com o comandante do batalhão, o tenente-coronel Jonildo Theodoro de Oliveira, a expectativa é reforçar o efetivo a partir da formatura do concurso da PM para soldado. “O governo do Estado fez concurso para 500 e poucos soldados. Após formados, vamos receber grande parte ou a maior parte. A distribuição depende do comando-geral, mas a expectativa é receber mais 50”, afirma o comandante. Ele assumiu o posto em outubro do ano passado, quando o BPTran contava com 123 policiais atuantes nas fiscalizações da Capital.

“Mas só a fiscalização não vai resolver. Só multa, só multa. Tem que ter ações preventivas, educativas. Uma mudança de comportamento, para que o motorista obedeça todas as normas de trânsito. Mesmo com um policial em cada esquina, não dá conta. Com uma oportunidade, vai cometer a infração. E a arrecadação não é o nosso objetivo, mas a mudança de comportamento do motorista”, avalia o comandante do BPTran.

Em 2014, o foco das autoridades de trânsito é coibir o excesso de velocidade, que causa acidentes graves e mortes. “Vou sugerir que as campanhas sejam mais agressivas, que sensibilize as pessoas. Mostre a família das vítimas”, diz. Neste ano, também há expectativa de aquisição de radares portáteis. Ele destaca que o número de mortes no trânsito da Capital  em 2013 teve redução de 13.4% em comparação a 2012.

Ontem, durante duas horas de blitz na avenida Duque de Caxias, foram 45 notificações e 14 motocicletas recolhidas. Em todo 2013, os motoristas campo-grandense foram flagrados em quase 296 mil infrações. A maioria por excesso de velocidade, avançar semáforo vermelho e uso do celular.

Sem fiscalização, condutor fura o sinal vermelho no cruzamento das avenidas Três Barras e Zahan. (Foto: Cleber Gellio)Sem fiscalização, condutor "fura" o sinal vermelho no cruzamento das avenidas Três Barras e Zahan. (Foto: Cleber Gellio)



Esses policiais de transito estão mais preocupados em cuidar flex park do que cuidar da segurança no transito, deve ser mais fácil andar pelas ruas do centro e multar quem já esta com o papelzinho no para brisas.
 
carlos eduardo em 24/01/2014 17:52:34
E outra coisa: uma fila em um semáforo é uma FILA, respeite-a! Vejo muito motociclista (e alguns motoristas usando a faixa de estacionamento pra fazer o mesmo) vindo lá de trás, passando no meio dos carros e parando na frente deles, quase na faixa de pedestres. Aí quando abre o sinal o motorista que está mais rápido tem que passar o motociclista, mas lá na frente tem outro sinal e acontece tudo de novo: o motociclista passa no meio dos carros, para quase na faixa (quando não fura o sinal de vez), abre o sinal, o motorista tem que ultrapassar o motociclista, chega outro sinal... Se está mais lento, fique na sua, não fique entrando na frente de veículo mais rápido que tem tudo pra dar o que não presta!
 
Paulo Medeiros em 24/01/2014 15:17:56
MAXIMILIANO NAHAS: não sou fã mesmo! Mas não sou fã do motoqueiro típico campograndense, aquele que fura sinal, que atravessa canteiro, que anda em cima da calçada pra não passar no radar, FALAM NO CELULAR, FUMAM ENQUANTO DIRIGEM (sim, já vi muitos casos!)... Quem anda certo merece todo meu respeito! Se tem muito motoqueiro morrendo (e as estatísticas apontam pra isso), é porque algo de errado estão fazendo, não acha? Não são 100% culpados dos problemas e nem dos acidentes (aproveito para lembrar os bonitões dos carros que a alavanca esquerda atrás do volante serve pra indicar conversão ou troca de faixa!), mas são os que menos adotam a direção defensiva: não ficar posicionado no ponto cego ou no meio dos carros, andar de lanterna acesa, trafegar dentro dos limites de velocidade, etc.
 
Paulo Medeiros em 24/01/2014 15:13:24
segundo a reportagem são 180 agentes e policiais responsaveis pelo transito, mas so 57 atuam diretamente os outros 123 atuam como. Poderiam ser mais claros quanto a sua atuação. Gostaria de saber quantos estão no digamos serviço burocratico, de ferias de licença de atestado.......
 
jose martins em 24/01/2014 11:51:40
PREFEITO, DEVOLVA O POLICIAMENTO DE TRANSITO PARA A O ESTADO, DEPOIS QUE OS MUNICÍPIOS, PASSARAM A GERIR O TRANSITO MUNICIPAL, VIROU UMA DESGRAÇA SOCIAL O TRANSITO BRASILEIRO, DEVOLVAM URGENTEMENTE, A SOCIEDADE PEDE........
 
PEDRO ANTUNES BRAGA em 24/01/2014 10:56:30
Precisam de mais agentes, e há um concurso dentro do prazo de validade, É SÓ CHAMAR OS APROVADOS E COLOCAR ESSE POVO PRA TRABALHAR! O povo só respeita quando tem coação, reclamam da tal indústria da multa, mas isso não existe, o que existe são pessoas que desrespeitam semáforo, limite de velocidade e faixa de pedestre, dentre outras.
Dirijo todos os dias em Campo Grande, e já tomei multas, mas em todas elas não foram multas inventadas, tomei porque desrespeitei... aprendi!
 
João Loss de Medeiros em 24/01/2014 09:49:54
Prestem atenção: Concurso para contratar novos agentes ja existe um que tem validade até o meio deste ano. O que esta faltando mesmo é vontade política, se temos um trânsito caótico e um monte de pessoas que passaram neste concurso e estao aguardando serem chamadas, Então qual é o problema?
 
altino amarante filh em 24/01/2014 09:39:04
O povo de Campo Grande viaja muito na ideia, carro é isso, moto é aquilo, indiferente do veiculo, tem que respeitar mais o transito, aqui não existe seta, não adianta ligar ela na hora que está na curva, sinal vermelho é pra parar e não passar, sinal verde é pra passar e não quase parar pra passar, e quando parar no sinal preste atenção no mesmo, porque o sinal abre e demora muito pras pessoas se tocarem que já pode prosseguir, isso atrasa muito o transito. Se você precisa trocar de faixa, a pessoa do lado ao invés de dar passagem, ela acelera e fica do seu lado. Isso nunca vai mudar porque aqui é Campo Grande.
 
Sérgio Martins em 24/01/2014 09:13:00
dá pra ver que o Paulo Medeiros não é fã de motoqueiro, o maior problema do transito é este, a agetran tem a mesma visão do Paulo, sendo que quem está matando são os carros e quem está morrendo são as motos, os motoristas de carro não conseguem mais dirigir sem falar no celular, se eles vão atravessar uma rua preferencial, eles olham, se é moto que vem vindo eles enfiam o carro na frete sem dó, o motoqueiro se quiser que pare, afinal quem vai se machucar de verdade é ele, não to falando que motoqueiro é santo não, mas os dois lados tem que ser re-educados, pois assim a chacina não vai acabar nunca, moto é um excelente meio de transporte, polui menos, desafoga o transito e poupa vagas para estacionar nas ruas, onde para um carro, param 15 motos.
 
maximiliano nahas em 24/01/2014 08:55:28
TEM UM MIL E QUINHENTOS GUARDAS MUNICIPAIS ESCONDIDOS AI EM PREDIOS PUBLICOS DA PREFEITURA TIRA SERVIÇOS 24X48 APOPULAÇÃO DE CAMPO GRANDE NÃO CONHECE ESSE EFETIVO MAL CONTROLADO.
 
flavia j f dias em 23/01/2014 23:46:24
se falta agentes porque não colocar os Guardas Municipais também na rua, que são Agentes de Segurança Publica... De um curso de qualificação para uns 60 ai e coloca eles na rua com certeza ja ajudaria e muito é só querer.
 
Elenil de Moura em 23/01/2014 18:42:31
faltam agentes pra multar infrações graves pra multar moto-taxi não principalmente por uma infração que não mata ninguém como viseira aberta só no ponto que trabalho foram 30 multas cada multa custa 157 reais mais sete pontos na carteira de habilitação e um mês de reciclagem sem poder exercer a profissão coisa que quando vc fura um sinal vermelho não acontece isso.
 
junior correa em 23/01/2014 18:42:02
Basta racionalizar as atividades dos Srs. Agentes.
Não é difícil de se ver 2 e até 3 deles nas ruas do centro da cidade, notificando veículos que estão estacionados sem acionar o parquímetro e/ou com os horários dos mesmos vencidos.
Enquanto isso, cruzamentos ficam órfãos de fiscalização.... e assim vai!
 
EDSON TROMBINE LEITE em 23/01/2014 18:28:48
finalmente acharam uma desculpa pro transito porcaria de Campo Grande, após anos de estudo, investimento de milhões, contratação de pessoas de fora do estado, enfim, gastaram o que tinhamos e o que não tinhamos, mas chegaram a conclusão que o que falta são pessoas.......... eu acho que o Ministerio Publico tinha que responsabilizar o prefeito, governador, vereador, enfim, o imbecil que acha que o dinheiro da população é capim, só isso, mas o nosso Ministerio Publico anda sem moral pra puxar a orelha do prefeito, imagine para tomar alguma atitude, nossa cidade está uma piada, de mal gosto.
 
maximiliano nahas em 23/01/2014 17:06:06
deveria abrir um concurso para contratar mais agentes, por que ta dificil andar em campo grande, os motoristas correm demais e sao muito nervosinhos, sem contar que as fechadas sao constantes. se com campanhas educativas nao deu resultado, o jeito é começar a aplicar multas e recolher veiculos. é a minha opiniao.
 
fernando alves gomes em 23/01/2014 17:03:14
Quem chega em Campo Grande de carro logo toma um susto. O que tem de motoqueiro cruzando canteiro das vias de acesso à cidade não é brincadeira. DÁ VERGONHA imaginar que vem alguém de fora e tenha essa primeira visão da nossa cidade! Essas bestas que fazem isso fazem um desserviço à cidade. Depois, é raro um motoqueiro que respeite semáforos na periferia, mesmo na região central tem alguns que furam como se fossem imortais, quando na verdade são os mais suscetíveis e sensíveis à um acidente fatal.
 
Paulo Medeiros em 23/01/2014 16:59:24
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