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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

12/12/2013 10:49

Com um caso a cada 41 minutos, acidentes viram epidemia na Capital

Lidiane Kober
Só o juizado de trânsito, atendeu 3.641 ocorrência nos 10 primeiros meses do ano (Fotos: Cleber Gellio)Só o juizado de trânsito, atendeu 3.641 ocorrência nos 10 primeiros meses do ano (Fotos: Cleber Gellio)

Tem dias que tudo parece dar errado. Primeiro, um dia cheio no trabalho, depois, aquela vontade de chegar logo em casa, por isso, porque não dar uma apertada no acelerador e apressar o retorno. No final das contas, a mistura do estresse, da pressa e da velocidade resulta num acidente de trânsito. Em Campo Grande, a cena virou epidemia e, a cada 41 minutos, pelo menos uma ocorrência é registrada nas ruas da cidade.

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De janeiro a outubro deste ano, o BPTran (Batalhão de Polícia Militar de Trânsito) registrou 6.707 acidentes. Somados aos 3.641 atendimentos do juizado de trânsito, foram 10.438 casos, uma média de 1.044 “batidas” por mês. Os números se traduzem nas ruas e o desafio é encontrar um campo-grandense que já não se envolveu ou conhece alguém vítima do trânsito.

O caos se agrava nos horários de pico e especialistas não demoram em afirmar que a pressa, aliada à falta de atenção, são os dois principais culpados pela “barbeiragem”. “As pessoas perderam a noção do tempo, acham que atravessam a cidade em 20 minutos, por isso, geralmente saem atrasadas de casa e tentam recuperar o tempo no trânsito”, comentou Éverton Cordeiro, que desde 2002 atua no juizado, que socorre acidentados sem vítimas, mas com danos materiais.

O técnico em telecomunicações Ramiro Floriano Azambuja, 32 anos, já precisou do juizado três vezes. Ele concorda com os especialistas sobre a falta de atenção e a pressa, mas inclui a imprudência como outra causa dos acidentes. “O trânsito de Campo Grande está complicado demais, a gente passa raiva todos os dias”, declarou.

Só neste ano, o produtor executivo Fábio Monteiro, 34 anos, se envolveu em dois acidentes. Para ele, a culpa não é “dos buracos nas ruas, ou da falta de sinalização”, mas “da energia dos motoristas”. “As pessoas andam estressadas demais, perderam a paciência com as coisas e dão o troco no volante”, avaliou.

Cansado de tantos prejuízos e de passar quase um ano em casa para se recuperar de um acidente, ele passou a andar mais de bicicleta. “É mais tranquilo e economizo mais, porque o preço da gasolina tá alto de mais”, comentou em clima de descontração.

A contadora Marilene Anastácio, 36 anos, também foi vítima de dois acidentes somente neste ano. “O povo dirige mal, não respeita as regras e só anda atrasado”, analisou. No primeiro, o culpado da ocorrência fugiu e, no segundo caso, a responsável nem sequer tinha carteira de habilitação e se apressou em assumir os prejuízos para não complicar ainda mais a situação.

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Mortes – Apesar do susto, os três seguem firmes e fortes, enquanto outras 45 pessoas perderam a vida nos 10 primeiros meses de 2013. O mês mais triste foi agosto, com nove vítimas fatais. Nestes casos, segundo a major Itamara Romeiro, subcomandante BPTran, a principal causa é a bebida, aliada a alta velocidade e à imprudência.

Dos 6.707 acidentes registrados pelo batalhão, 1.474 ocorreram porque um dos motoristas furou o sinal vermelho. Outros 341 condutores dirigiam alcoolizados. A infração, por exemplo, resultou na morte do policial militar Gilliard Félix da Silva, 31 anos, em abril deste ano.

Até hoje, a família dele luta por justiça e continua inconsolável. “Não temos coragem de lavar a farda que o Gilliard usou no dia da tragédia, o quarto dele segue trancado, do jeito que ele deixou”, contou a mãe Maria de Fátima da Silva, 42. O policial era pai de Eduarda, de um ano e sete meses, e Kaiky, seu afilhado de sete anos, também o considerava com um pai.

Combatendo o caos – Há nove anos atuando nas ruas da Capital, o policial militar, cabo Moisés, entende que “campanhas de educação no trânsito não resolvem e é preciso mexer no bolso dos motoristas”. “O comportamento no trânsito reflete o caráter e a educação, campanha podem tocar momentaneamente na consciência, mas não mudam a pessoa”, avaliou.

Para ele, é “necessária uma política de ação repressiva”. “Se não tocar no bolso, as pessoas não mudam”, disse. Da mesma maneira avaliou Marinele. “O povo só tem medo quando mexe no bolso, por isso, o jeito é encher a cidade de radar e aumentar a fiscalização”, engrossou.

De acordo com a subcomandante BPTran, a fiscalização tem aumentado nas ruas da cidade. “Estamos fazendo blitz todos os dias, com foco, principalmente, no excesso de velocidade e na lei seca”, disse.




MEU IRMÃO IGOR FERRAZ OLIVER FALECEU EM 15 DE MAIO DE 2012, O BAFÔMETRO NÃO FOI FEITO, O MOTORISTA DO CAMINHÃO INVADIU A PISTA QUE INCLUSIVE ERA PROIBIDA A ULTRAPASSAGEM. ENQUANTO NÃO HOUVER IMPUNIDADE, DE VERDADE, ENQUANTO VIDAS VALEREM SACOLÕES, VAI SER ASSIM... JUSTIÇA LENTA É JUSTIÇA NEGADA
 
andrea ferraz oliver em 12/12/2013 20:24:32
CAMPO GRANDE NECESSITA "URGENTE" DE VIADUTOS E SINALIZAÇÃO MELHOR!
A CONDUÇÃO DOS MOTORISTAS É RELATIVA AS CARACTERÍSTICAS DAS RUAS QUE SE CRUZAM SEM VIAS DE ACESSOS RÁPIDOS E VIADUTOS PARA AGILIZAR O TRÂNSITO, PASSANDO-SE ASSIM A IMAGEM DE "CIDADEZINHA DO INTERIOR".
CIDADE DO PORTE DE CAMPO GRANDE NECESSITA DE AGILIDADE NO TRÂNSITO E SINALIZAÇÃO COMPATÍVEL COM O MOVIMENTO DE VEÍCULOS.
 
Paulenir de Barros em 12/12/2013 18:38:30
Pra que comprar CNH se não existe fiscalização? Dirijo diariamente pela capital e há mais de 10 anos não sou parado em uma blitz. É só olhar ao redor: motoristas sem cinto, falando ao celular, andando em velocidades muito acima do permitido. Se até na Europa e Japão o respeito às leis depende de fiscalização frequente e rigorosa, não é em Campo Grande que vai ser diferente! FISCALIZAÇÃO JÁ!!!
 
Eloy Marques em 12/12/2013 17:12:48
A sinalização em Campo Grande está melhorando, mas ainda falta inteligência nos projetos para que a cidade se torne transitável. As linhas exclusivas para ônibus no centro são exemplo disso, a linha é à direita, mas todos os ônibus precisam atravessar todas as faixas e seguir para a esquerda fora da linha exclusiva. Muito inteligente!
 
Nathalia Escobar em 12/12/2013 16:38:27
Esses dias estava dirigindo e um fiat uno atras de mim acelerava me pressionando para eu andar mais rápido, mas o detalhe é que na minha frente haviam vários carros e a rua era uma rua de mão dupla.
Na opinião desse SEM EDUCAÇÃO, o que eu deveria fazer?
Passar por cima do carro da frente ou Entrar na contra mão?!!
Fiquei com muita vontade de perguntar para ele, mas depois que já vi várias discussões de trânsito que resultaram em morte, resolvi permanecer na DUVIDA, pois afinal tenho filha para criar.
Enquanto ele não entrou na contra mão ultrapassou uns 4 carros de uma só vez ele não ficou satisfeito.

Outra coisa.. em Campo Grande, quando você vai ultrapassar um carro, em vez dele reduzir ele ACELERA para não te dar espaço.

LAMENTÁVEL a falta de EDUCAÇÃO do campograndensse
obs.nasci aqui
 
Geise Dantas em 12/12/2013 16:08:58
O povo aqui dirige como se estivesse na roça..... queria ver largar esse povo pra dirigir em SP, Porto Alegre, Rio de Janeiro, não ia sobrar nada. Nunca vi lugar de gente tão ignorante dirigindo..... melhor já vi sim... no Paraguai.... Ahhh mas lá é uma terra sem lei....
 
Debora Thomaz em 12/12/2013 15:51:23
A medida que o poder aquisitivo dos brasileiros aumenta, aumenta também as possibilidades de aquisição de bens materiais que até então não eram possíveis de tê-los, entretanto, e infelizmente, por sermos brasileiros e culturalmente termos a alcunha de "malandros" querer levar sempre a vantagem em tudo, em detrimento a outras pessoas, não se respeita a vida e tão pouco as leis de trânsito, que foram criadas justamente para resguardar a segurança de todos que utilizam as vias contra pessoas de má índole, que acham que suas "camionetonas, supermotos, etc." podem desrespeitar as regras da sociedade e colocar a vida das pessoas em risco constante. Os Órgãos de Segurança tem a obrigação fazer sentir no bolso mesmo àqueles que se comportam como "cachorros loucos" nas ruas da nossa querida cidade.
 
Fábio Goban em 12/12/2013 14:17:13
Dados que confirmam o que sempre comento nos meus comentários censurados... 25% dos acidentes tem como causa alguem furar sinal. E mais 15% bebida alcoolica. Juntos quase metade, mas o maior numero de multas é por causa da velocidade...
esta mais do que na hora de colocar mais cameras nos sinais (para coibir os primeiros 25% dos acidentes) e ter mais blitze da lei seca. Depois disso, podemos voltar em falar em ações educativas. Só para se ter uma ideia: um Brasileiro, a cada 1000 km dirigindo, tem 25 (vinte e cinco!) vezes mais chance de se envolver em um acidente que um europeu. Inclusive por isso que seguro aqui é um absurdo de caro: estamos pagando a barbeiragem de um jeito ou outro...
Esta na hora do povo aprender que o CBT vale para TODOS, não para todos os outros...
 
Marcos da Silva em 12/12/2013 13:40:47
Haverá melhora em nosso trânsito a partir do momento que cada um de nós tomar para si a responsabilidade, é muito fácil procurar culpados e apontá-los. Na verdade todos nós precisamos mudar de alguma maneira. Nos falta cidadania e educação, porém não estou falando de "educação para o trânsito" e sim, "educação" propriamente dita, aquela que herdamos de nossos pais, nos falta colocar em prática aquela regrinha básica de convivência "não faça ao outros aquilo que não gostaria que te fizessem". Acusar quem instrui ou quem fiscaliza é fácil, agora colocar em prática aquilo que foi aprendido no processo de habilitação e agir de acordo com as normas estabelecidas pelo CTB, aí são outros quinhentos...
 
Jacqueline de Sousa em 12/12/2013 13:39:45
srs. motoristas, andem por Campo Grande o dia todo e me digam quantos policiais ou agentes de transito viram na rua realmente atuando para inibir as barbaridades que são perpetradas nas ruas. motoqueiros ignoram solenemente os semáforos, pessoas falando ao celular enquanto dirigem então nem se fala, estacionamentos irregulares em que loja tomam posse de calçada para uso como estacionamento para clientes aos montes, esta faltando seriedade na fiscalização, ou melhor não existe fiscalização. não entendo onde ficam escondidos os policiais e agentes o dia todo (e a noite também).
 
luiz sobrinho em 12/12/2013 13:27:30
A analise é fácil, cada 10 milhões gastos com radares, são aproximadamente 30 milhões economizados nos hospitais.

Brasileiro só aprende quando dói no bolso.

Com o nível de educação desta cidade, deveria ter um radar a cada esquina.
 
Marcos Dambrosio em 12/12/2013 13:13:09
Ué... aqui em campo grande todo mundo compra CNH... O transito vai ser daquele jeito mesmo.
 
Frank William em 12/12/2013 13:06:15
Fora o fato do campograndensse dirigir mal, provavelmente devido à máfia da CNH que impera e imperou em nosso estado desde os primórdios, a policia da nossa cidade acha que a culpa dos acidentes é exclusiva dos motociclistas, deixando de fiscalizar documentos dos carros e dos condutores nas blitz que faz na cidade, quando eles perceberem que carro causa mais acidente que moto, eles vão estar dando um importante passo para erradicar os acidentes de transito, eu ando de carro e de moto, sempre que estou de moto e levo uma fechada, olho na hora pra dentro do carro que me fechou e a pessoa está no celular, é certeza absoluta, se eles começarem a multar as pessoas que falam no telefone enquanto dirigem, eles já resolvem 80% dos casos de acidente, mas isso não acontece por aqui, infelizmente.
 
maximiliano nahas em 12/12/2013 13:01:24
Para o trânsito da Capital melhorar falta muiiiita coisa, SIM! Falta Educação (Não aquela do tipo 'universidade', mas aquela que 'vem do Berço'); Falta Respeito, Sinalização e Cidadania; Falta Desligarem os aparelhos Celulares; Faltam Lombadas eletrônicas, Radares e Quebra-molas; Falta instrução das auto escolas aos motoristas e motociclistas sobre os "pontos cegos" dos veículos; Falta instruir ciclistas e pedestres sobre as Leis do Trânsito; Falta Policiamento (Não há previsão para concurso e, se houver... Meia dúzia - Sr. governador - não resolvem NADA!) e, sobre os motociclistas, vale lembrar um velho ditado: "De Moto, se Bater, não adianta estar Certo ou Errado. No mínimo, estarás... QUEBRADO! Afinal, parachoque de motocicleta é cabeça de motoqueiro! Fui!!... (Devagar e Sempre)
 
Carlos Baldo em 12/12/2013 12:59:06
O problema do trânsito de Campo Grande se chama campograndense.
 
Fernando Russel em 12/12/2013 12:45:10
Infelizmente o povo de MS, em geral, não sabe dirigir e muito menos sabem as leis de trânsito, muitos nem sabem utilizar a seta do veiculo acham que da choque...e nas estradas esta piora ainda...
 
Junior Araújo em 12/12/2013 12:35:59
O problema não é só, barbeiragem, a pressa, estress mas, falta de fiscalização.
Todos os dias ando pela cidade e vejo muitas irregularidades como: estacionar onde não é permitido, parar em cruzamentos, parar na faixa de pedestres, passar no sinal fechado em fim... são vários motivos. Parece que a cidade não tem agentes de trânsitos para fiscalizar e da nisso ai, uma bagunça. Que Deus nos guarde dos acidente porque esperar das autoridades tá difícil.
 
argeu Paixão em 12/12/2013 12:14:03
Está muito claro que a falta de boas maneiras e excesso de veículos na cidade contribui com acidentes.Então o policial tem razão, encher a cidade de fiscalização eletrônica talvez seja a solução.Mas bem que as pessoas podiam se reeducar.
 
Marcia França em 12/12/2013 12:04:36
logico ak só tem barbeiro.............. tem muita gente ai dirigindo q não podia ter carteira de habilitação as auto escolas não tem capacidade de ensinar o correto e o detran não fiscaliza nada... vc aprende o beabá nas auto escola até esquema de como estacionar existem com o
instrutore!! cidade de barbeiros
 
rodrigo ranucci em 12/12/2013 12:00:21
Infelizmente não existe Blitz que consiga barrar a falta de educação, a falta de gentileza e a grosseria...porque acho que esse é o maior problema...
 
Roberto de Carvalho em 12/12/2013 11:52:24
.. o stress,a pressa contribuem sim.. mas há mta gente sem habilitação, sem condições minimas de pegar um transito, sem noção de respeito e regras... isso sim gera o caos que está hoje... muitos não sabem nem fazer uso da seta, que é o minimo que se deve fazer...
Se houvessem mais blitz, mas que parassem todos, sem exceção, motociclistas, motoristas, e principalmente taxistas.. pq tem cada um, que nem sei como tem gente q não tem medo de pegar um taxi, e pior, pagar..... tais coisas sim iriam diminuir a quantidade de acidentes nas ruas.. #desabafo!
 
Dany Alves em 12/12/2013 11:46:57
Vejo a combinação de diferentes fatores, dos quais destaco: falhas de engenharia na construção e sinalização, falta de fiscalização, falta de educação e, principalmente, cidadania de muitos motoristas, apressados ou não, tendo motivo ou não. Daí saem cometendo todo tipo de infração, leve ou grave. Não se pode admitir erro simples, falha simples. Erro, falha ou jeitinho. Se alguém desobedece a lei, tem de ser punido.
 
Gerson Marques em 12/12/2013 11:30:33
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