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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

09/08/2015 09:59

Comerciantes aprovam multa maior a quem usar faixa exclusiva de ônibus

Flávia Lima
Motoristas ignoram faixa especial e trafegam normalmente. (Foto:Flávia Lima)Motoristas ignoram faixa especial e trafegam normalmente. (Foto:Flávia Lima)
O motorista Pedro Soares acredita que lei é para ser respeitada. (Foto:Silas Lima)O motorista Pedro Soares acredita que lei é para ser respeitada. (Foto:Silas Lima)

Dentro dos próximos dias, o motorista que for flagrado trafegando na faixa exclusiva para ônibus da Avenida Duque de Caxias, na Capital, poderá ser multado em R$ 191,54, além de ter o veículo apreendido e perder sete pontos na CNH, o que é considerado infração gravíssima.

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As alterações no Código Brasileiro de Trânsito foram sancionadas pela presidente Dilma Roussef e estão válidas desde a última sexta-feira (31) em todo o país, porém ainda falta a regulamentação do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), que deve criar um código para o enquadramento da infração. Segundo a assessoria da Agetran, não é possível prever a data da regulamentação, mas o órgão garantiu que aconteceria nas próximas semanas.

No entanto, motoristas que utilizam a via com frequência e comerciantes das imediações do Aeroporto Internacional consultados pelo Campo Grande News ainda desconhecem o novo valor da multa, porém concordam com uma penalidade maior para quem desrespeita o código de trânsito.

Antes das mudanças sancionadas pela presidente, trafegar na faixa exclusiva de ônibus gerava multa de R$ 53,00 e não havia apreensão do veículo. Além disso, a infração era considerada leve e o motorista perdia apenas três pontos na carteira. Já nos corredores à esquerda da via a multa era grave, com perda de cinco pontos na CNH.

Os comerciantes ouvidos pela reportagem aprovam o aumento da multa porque, segundo eles, a maioria dos motoristas não respeita a exclusividade dos ônibus, atrapalhando a entrada de veículos nos estabelecimentos que ficam ao longo da faixa.

“Tenho dificuldade para entrar com a caminhonete. Além disso, clientes chegam para descarregar material e às vezes não conseguem mudar de faixa porque tem carro trafegando onde era para ter só ônibus”, reclama o gerente operacional Paulo Roberto Melo, que trabalha em uma empresa de reciclagem.

Na sua opinião, o novo valor da multa deve contribuir com a conscientização. “O brasileiro só obedece quando está com a faca nas costas”, diz.

Da mesma opinião compartilha o motorista Eresvaldo Ferreira Lino, que trabalha em uma locadora de veículos. Ele afirma que a fiscalização no local é insuficiente e os motoristas ignoram a faixa destinada aos ônibus. O fato foi comprovado pela reportagem, que ao longo da via presenciou um grande tráfego de veículos na pista exclusiva.

“Já vi muita freada brusca de motorista que tenta entrar em nossa locadora e não consegue porque outro veículo atrapalha a mudança de faixa”, diz. Para o motorista o novo preço da penalidade é válido, no entanto faz uma ressalva quanto a velocidade máxima permitida na avenida, que é de 50 km/h.

“No horário de pico ninguém respeita a faixa de ônibus, principalmente se tiver atrasado para pegar algum voo. Antes de subir a multa, deveriam alterar a velocidade para, pelo menos 70km”, afirma.

Já o motorista Pedro Soares da Silva acredita que, independente da velocidade permitida, as leis de trânsito devem ser observadas. “Se existe a lei, tem que ser cumprida, não pode ter desculpa”, ressalta. Como utiliza a avenida toda semana para pegar clientes que chegam à Capital, ele conta que testemunha muitas infrações. “Aprovo a mudança no valor da multa. Se não for assim, ninguém obedece”, destaca.

Queda - Segundo o superintendente de fiscalização da Agetran, Gerson Medeiros, o número de autuações na Duque de Caxias vem caindo devido a fiscalização intensa no local. No ano passado o órgão aplicou 329 autuações contra 44 de janeiro a maio de 2015. “Os fiscais passam pela via todos os dias, principalmente à noite, quando fazemos operações na região do aeroporto”, explica.

Para o superintendente, como a faixa existe desde 2011, pelo menos 50% dos motoristas que trafegam no local obedecem às regras. “A maioria que utiliza a faixa é para entrar à direita no bairro Santo Antonio e para esses motoristas há uma faixa pontilhada específica”, diz.

Em Campo Grande existem outras vias com essa sinalização específica para ônibus, como a Rui Barbosa, Dom Aquino e a 14 de Julho, que são consideradas preferenciais, o que não impede o motorista de ser multado em um flagrante. Os taxistas são liberados para trafegar nas faixas designadas aos ônibus.

 

Paulo Roberto reclama que veículos que circulam na faixa para ônibus atrapalham seu comércio. (Foto:Silas Lima)Paulo Roberto reclama que veículos que circulam na faixa para ônibus atrapalham seu comércio. (Foto:Silas Lima)



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