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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

20/04/2013 07:59

Entre carros e abismo, quem passa na ciclovia da Afonso Pena se arrisca

Nícholas Vasconcelos
Placa manda descer da bicicleta para atravessar. (Foto: Marcos Ermínio)Placa manda descer da bicicleta para atravessar. (Foto: Marcos Ermínio)
Quem passa pela ciclovia da Afonso Pena se aperta em uma faixa de menos de um metro. (Foto: João Garrigó)Quem passa pela ciclovia da Afonso Pena se aperta em uma faixa de menos de um metro. (Foto: João Garrigó)

Quem utiliza a ciclovia da avenida Afonso Pena entra em uma dúvida no final do trecho, ao passar pelo viaduto Italívio Coelho, sobre a rua Ceará. A placa da sinalização manda o ciclista atravessar desmontado do veículo, mas na prática, quem segue a orientação, corre risco de ser atropelado pelos veículos que passam pela avenida.

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Quem atravessa a ciclovia precisa se espremer em menos de meio metro entre os carros que passam pela avenida, que tem limite de velocidade de 60 km por hora, e a mureta de proteção do pontilhão.

“O ideal é passar aqui na bicicleta e diminuir o tempo de travessia”, explica o cabeleireiro e esteticista Carlos Alberto Moreira, 47 anos, que todos os dias pedala 15 quilômetros entre o Centro e o bairro Oiti, na saída para Três Lagoas, e usa a ciclovia.

Se arriscando ser atropelado por ônibus, camionetes e carros que usam a faixa da direita, Carlos segue a recomendação da placa e se arrisca ao passar.

Quem resolve passar sem descer, passa mais rápido pelo local, mas corre o risco de ser atingido por um carro e acabar caindo na pista da rua Ceará, metros abaixo.

Independente da opção, a sensação ao passar pelo local é de medo de ser atingido pelos carros ou parar na rua Ceará, logo abaixo.

Aqueles que se arriscam  a atravessar montado, corre risco de cair. (Foto: João Garrigó)Aqueles que se arriscam a atravessar montado, corre risco de cair. (Foto: João Garrigó)

“A altura que fica, você pode cair e não adianta estar de capacete, porque vai morrer”, questiona.

Pontos - Campo Grande tem 85 quilômetros de ciclovias, distribuídos entre as principais avenidas e saídas da cidade e servem como opção para quem busca transporte alternativo aos carros, ônibus e motos, além do lazer.

Na Orla Morena, Ferroviária, Via Morena, parques do Imbirussu, Segredo, Cabaça, Lagoa, Sóter, Segredo, Cabaça, avenidas Coronel Antonino, Dom Antônio Barbosa, Costa e Silva, Gury Marques, dos Cafezais e na rua Petrópolis o ciclista encontra espaço para circular pela Capital.

A Ciclovia da avenida Afonso Pena foi inaugurada em dezembro do ano passado e tem 7,6 quilômetros de extensão, desde a praça Newton Cavalcante e até a entrada do Parque dos Poderes.

Para quem resolve seguir pela Afonso Pena se protege como pode ao passar pelos cruzamentos da ciclovia e principalmente pelo pontilhão. “Eu tento fazer a leitura dos semáforos lá em cima para poder atravessar”, explica Carlos Alberto, apontando para o cruzamento com da avenida com a rua Dona Ambrosina e a rua Alagoas.

Os ciclistas que passam pelo local sugerem como alternativa a instalação de uma grade ou alambrado para proteção, para pelo menos diminuir o risco de uma queda.




não há espaço para caber a bicicleta, mais um metro e meio, mais um carro numa faixa de rolamento. então basta o carro mudar de faixa para a ultrapassagem. Se não der para mudar de faixa basta aguardar alguns segundos para que o ciclista conclua a travessia e entre novamente na ciclovia. Minha sugestão é que tenha um redutor ali de 30 km/h e os ciclistas andem no meio da faixa de rolamento da esquerda, da para aproveitar tembém e incluir uma placa com a lei dos 1,5 metros.
 
Bruno Miranda em 20/04/2013 22:44:28
Passar desmontado nem a pau. Ja é estreita, e desmontada você ocupa o dobro de largura. Se tem alguem na contramão vai invadir quase um metro da faixa dos carros. Fica montado mesmo! Pelo menos neste viaduto o asfalto ta bom e não tem risco de queda, ou seja: nada que justifica descer. Inclusive alguem teria que trocar a placa por um dizendo "não desca da bicicleta aqui".
Pelo resto parte desta ciclovia é pessima, principalmente no centro tem alguns cruzamentos onde tem vales de quebrar as rodas de tào mal feitas...
 
Marcos da Silva em 20/04/2013 22:17:02
E não é só isso!eu moro na região do soter,e a via só vai até a mato grosso,bem que eles podiam fazer até a afonso pena,e não tem sinalização,a pouca que tem é muito precaria,de manhã temos um movimento de carro muito grande aqui na região,e uso a bike pra me deslocar até o trabalho.
 
Eduardo araujo em 20/04/2013 22:02:15
O trânsito é exprimido mesmo! Tanto pedestres, como ciclista e também os veículos querem seus espaços e com isso causam um certo transtorno. O problema são os engenheiros que não fazem bons projetos. Estamos esperando ciclovias também na avenida Mal Deodoro, Bandeirante, Brilhante, Bandeira e outras.
 
Ivan Carlos em 20/04/2013 19:35:40
Duas ou três vezes por semana, bike é uma solução para o transporte, oferece custo baixissimo e benefícios elevadissimos para o coletivo. Fica a dica.
 
CLAUDIO MOREIRA em 20/04/2013 14:44:09
Agora que finalmente temos ciclovias em vários pontos vamos reclamar das condições delas, isso aê , é muito imposto pra serviço mal feito, acho que deveria ser levado em conta primeiro as pessoas, afinal vamos avançar 40 anos em 4! agora vou tomar uma dose de realidade sem gelo.
 
Givaldo Valerio de Lima em 20/04/2013 14:33:12
É que a Agetran quer diminuir o numero de ciclistas em CG como?......
 
Nilson André em 20/04/2013 11:48:34
Tem que melhorar muito essas ciclovias e construir mais. Apesar desses 85 km construídos, o movimento em prol da bicicleta é grande, e muitas pessoas estão deixando seus carros em casa, de todas as partes da cidade, não só do centro ou da moreninha. Um desenvolvimento das ciclovias por todos os cantos da cidade!
 
Marcus Vinicius Costa em 20/04/2013 11:25:59
Espero que a Agetran corrija essa ciclovia que tem muitas falhas, nõ dá pra usar uma coisa que não dá segurança nenhuma.
 
Beth Valencio em 20/04/2013 10:55:59
Queria saber quem projetou essa ciclovia,principalmente esse ultimo trecho implantado no canteiro central da Afonso Pena e Costa e Silva/Gury Marques. Creio eu que deva ser algum arquiteto admirador do Niemeyer, vai costar de curva assim lá longe, pode até dar uma efeito "bonito"na paisagem ,mas para quem usa a ciclovia é um inferno, vc não consegue desenvolver uma velocidade constante, além de perigoso pois algumas curvas são cegas e vc corre o risco de invadir ou se enroscar com quem vem de frente e os tombos devido a areia que fica acumulada nas curvas.
Bom exemplo é a da via morena,mas que infelizmente ainda falta conscientização do pedestres que aquilo é uma ciclovia e não pista de caminhada e de passeio para crianças e animais.
 
Luciano Yamauchi em 20/04/2013 10:06:36
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