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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

02/08/2014 09:05

Excesso de velocidade é causa de um terço das mortes, diz Agetran

Filipe Prado
Excesso de velocidade pode ter sido a causa de acidentes com duas mortes na Avenida Ernesto Geisel (Foto: Arquivo)Excesso de velocidade pode ter sido a causa de acidentes com duas mortes na Avenida Ernesto Geisel (Foto: Arquivo)

Quase um terço das morte no trânsito de Campo Grande, registradas no primeiro semestre deste ano, foi causada pelo excesso de velocidade. De acordo com a chefe da Divisão de Educação para o Trânsito da Agetran, Ivanize Rotta, das 55 mortes registradas, 20 foram causadas pela velocidade.

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Segundo Ivanize, nos 20 óbitos somente um carro foi envolvido no acidente, pois perdeu o controle e colidiu com algum objeto, assim relacionando a imprudência. “O excesso de velocidade é o principal fator de risco para causa de acidentes no trânsito”, comentou.

No dia 13 de julho dois homens morreram ao perderem o controle do carro, ao passarem por um desnível da pista, e baterem em uma árvore na Avenida Ernesto Geisel, na Vila Nhá-Nhá. O motorista Fausto Gouto Vasques, 38 anos, e Bruno Castro de Oliveira, 24, morreram na hora.

Na tarde de quinta-feira (31), outro acidente, envolvendo somente um veículo ocorreu em Campo Grande. O motorista de um Fiat 147 capotou o veículo seis vezes, na BR-262, próximo à rotatória que dá acesso ao seu emprego, na Kleper Weber, no Indubrasil, depois de perder o controle em um desnível. Ele trafegava a cerca de 90km/h, mas a velocidade máxima no local era 40km/h.

Como Campo Grande não possui vias rápidas, o condutor pode trafegar em até 60km/h, mas, muitas vezes, eles andam a, no mínimo, 90km/h. Na Avenida Afonso Pena, eles chegam a até 80km/h.

Para o comandante do BPTran (Batalhão de Polícia Militar de Trânsito), o tenente-coronel Jonildo Theodoro, o excesso de velocidade é uma cultura do campo-grandense. “É difícil mudar isso. Normalmente saem atrasados de casa, então abusam da velocidade”, comentou.

A Polícia Militar realiza campanhas para a sensibilização dos motoristas, como explicou o comandante, eles aconselham os condutores a saírem mais cedo de casa, para não exagerar na velocidade, o que não acontece.

“Algumas pessoas se preocupam, mas não praticam o saber. Elas confiam muito na máquina e nela mesma, achando que tem o total controle”, finalizou Ivanise.




A imprudência dos motoristas é incentivada pela total falta de fiscalização, que deveria ser realizada pela própria Agetran e pela PM. Por outro lado, a Agetran é inconsequente ao definir limites de velocidade arbitrários e irreais, como os 50 km/h na Duque de Caxias.
 
Luiz Pereira em 02/08/2014 14:07:33
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