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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

05/01/2015 17:09

Falta de extintores não será desculpa para livrar motorista de multa

Flávia Lima
Em uma loja, a vendedora Caroline Marega organizou uma lista de espera dos clientes para facilitar as vendas. (Foto:Marcelo Calazans)Em uma loja, a vendedora Caroline Marega organizou uma lista de espera dos clientes para facilitar as vendas. (Foto:Marcelo Calazans)
Anderson Rodrigues reclama da falta de divulgação da lei que entrou em vigor dia 1º de janeiro. (Foto:Marcelo Calazans)Anderson Rodrigues reclama da falta de divulgação da lei que entrou em vigor dia 1º de janeiro. (Foto:Marcelo Calazans)
Novo extintor é mais eficiente no combate ao fogo e já faz parte dos itens de segurança nos veículos produzidos a partir de 2005. (Foto:Marcelo Calazans)Novo extintor é mais eficiente no combate ao fogo e já faz parte dos itens de segurança nos veículos produzidos a partir de 2005. (Foto:Marcelo Calazans)

A falta dos extintores de incêndio veiculares do tipo ABC em praticamente todos os postos de venda de Campo Grande não será argumento para escapar da multa de R$ 127,69 e dos cinco pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação). A informação é do BPTran da Capital (Batalhão de Policiamento de Trânsito) e da PRF (Polícia Rodoviária Federal).

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O ítem de segurança se tornou obrigatório em veículos produzidos anteriores a 2005. A lei entrou em vigor no dia 1º de janeiro e antes mesmo da virada do ano já estava em falta não só nos postos de gasolina de Campo Grande, mas em todo o Estado. A procura é tanta que uma loja organizou uma lista de espera de motoristas interessados em comprar o produto.

A principal diferença é que esses extintores são eficazes no combate ao fogo que se propaga por materiais sólidos, como pneus, tapetes, bancos e painéis do carro. O novo extintor oferece uma segurança maior e tem validade de cinco anos, diferente dos equipamentos do tipo BC, que vencem a cada três anos e podem ser reabastecido apenas uma vez, com prazo de validade de um ano após a nova carga. A nova resolução 333/2009 foi publicada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Segundo o tenente Waldomiro Vargas, do BPTran, como a resolução é de 2009, o motorista teve tempo hábil para adquirir o extintor, por isso, ao menos em Campo Grande, as autoridades responsáveis pelo policiamento de trânsito urbano irão cumprir a lei e aplicar a multa. “Não estamos fazendo uma fiscalização específica para verificar a presença do extinto no carro. Vamos observar esse item dentro das fiscalizações rotineiras”, explica.

A PRF também não está organizando fiscalizações específicas para verificar a presença do extintor no veículo, apenas faz a checagem durante os procedimentos rotineiros de abordagem. O inspetor Tercio Baggio, da PRF, também assegura que o motorista que for flagrado sem o equipamento nas estradas federais que cortam Mato Grosso do Sul será notificado, mas não terá o veículo retido. “Acredito que nesses anos a mídia nacional abordou bastante o tema, não tem como dizer que não sabia dessa resolução”, afirma.

Mas alguns motoristas da Capital não pensam dessa forma, especialmente os que programaram viagem de férias para este mês. É o caso do taxista Mário Cristaldo, 55, que pretende pegar a estrada rumo à Santa Catarina nesta terça-feira (6), mas não consegue encontrar o equipamento.”Vou ver se consigo emprestar der alguém porque não quero correr riscos”, ressalta.

Na opinião do funcionário público Moisés Neves de Queiroz, 68 e do repositor Anderson Rodrigues Trajano, não foi feita uma divulgação adequada na mídia, o que acabou pegando os motoristas de surpresa. Os dois já haviam rodado vários pontos da cidade no período da manhã, sem suceso. “A divulgação foi péssima. Fiquei sabendo pelo boca a boca na família. A gente até desconfia se não tem má intenção por trás dessa lei, assim como aconteceu com os kits de primeiros socorros que fomos obrigados a comprar e caíram no esquecimento”, lembra.

Apesar de reconhecer que deixou a compra do extintor para a última hora, o funcionário público José Edvaldo, 53, acredita que a maioria das pessoas estava mal informada, por isso houve essa correria aos postos de venda. “Poderiam ter divulgado mais ,achei uma falta de consideração com os motoristas. Faltou bom senso ao estabelecer essa lei”, afirma. Como depende do carro todos só dias para trabalhar, ele está preocupado com a multa. “Só em uma loja já passei umas cinco vezes essa semana”, conclui.

Lista de espera - A procura pelo extintor acabou gerando listas de espera pelo produto em uma loja localizada no bairro Santo Amaro. De acordo com a vendedora Caroline Marega, desde o dia 30 a procura cresceu tanto que ela decidiu fazer uma relação de motoristas para ter um controle maior. A espera contava, no início da manhã desta segunda-feira, com 84 nomes, sendo que a maioria, segundo ela, havia reservado entre três e quatro extintores. “O pessoal aproveita para pegar para a família toda e até amigos”, explica.

Nos dez minutos em que a reportagem do Campo Grande News ficou no local, mais de 20 pessoas chegaram procurando o equipamento. Além de atender quem chega à loja, Caroline também não sai do telefone, já que muita gente prefere ligar antes de perder a viagem.

Ela revela que a loja deve receber uma nova carga de extintores na sexta-feira, porém não soube precisar quantos equipamentos serão entregues. “Fizemos o pedido antes do Natal, mas a fábrica também está com problemas de estoque, por isso não sei quantos iremos receber”, relata.

Já em outra loja, na rua 13 de Maio, região central de Campo Grande, o movimento em busca do equipamento também atrasava o trabalho do vendedor Humberto Rodrigues, que mal conseguia atender as demais solicitações dos clientes. Ele disse que alguns motoristas que planejaram viagem ficam nervosos com a falta do artigo, mas não chegam a ser agressivos. Na sua loja, sequer há previsão de nova carga de extintores. “Nosso fornecedor disse que só pode entregar em março, por isso meu chefe cogita ir até São Paulo buscar o produto na própria fábrica”, destaca.

O produto custa entre R$ 70,00 e R$ 80,00 na Capital.

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