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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

29/02/2012 10:35

Júri tem confissão de racha, emoção e contradições sobre velocidade

Aline dos Santos e Nadyenka Castro

Pela primeira vez, Willian confessou a disputa do racha na avenida Afonso Pena

Num relato emocionado, que também levou às lágrimas a família de Mayana, Willian confessou racha. (Foto: Marlon Ganassin)Num relato emocionado, que também levou às lágrimas a família de Mayana, Willian confessou racha. (Foto: Marlon Ganassin)

Réus no mesmo processo – a morte de uma jovem em acidente provocado por disputa de racha - Willian Jhony de Souza Ferreira e Anderson de Souza Moreno tiveram posturas bem diferente diante dos jurados.

Sem a presença de Anderson, Willian confessou, pela primeira vez, a disputa do racha na avenida Afonso Pena, em Campo Grande, após saírem de um bar.

Num relato emocionado, que também levou às lágrimas a família de Mayana de Almeida Duarte, que morreu em virtude do acidente, Willian afirmou que a disputa começou no cruzamento da avenida com a rua Rio Grande do Sul. Ele conduzia um Fiat Uno quando Anderson emparelhou seu Vectra e acelerou.

No trajeto, os semáforos estavam abertos. Próximo à prefeitura, eles pararam. “O Anderson disse que não queria mais comer e ia embora para casa. Ele saiu na frente e, na esquina com a José Antônio, teve o acidente”, relata.

Neste momento, segundo o réu, o racha teria cessado, porque ele percebeu que o veículo 1.0 não teria potência para disputar corrida com o Vectra de Anderson.

“Eu tentei fazer de tudo naquele momento para ajudar aquela moça”, afirmou, num depoimento entrecortado por silêncios devido ao choro. Após o acidente, ele afirma ter sinalizado para a viatura do Samu que passou logo em seguida, auxiliado os policiais de trânsito, ido ao hospital levar o celular de Mayana para a família e arrumado o teclado do computador da delegacia, que estava desconfigurado, para prestar depoimento.

Questionado por que decidiu confessar o rachar, Willian salienta que foi influenciado pela família. “No Natal, minha mãe me abraçou e disse para pensar que a Mayana não poderia abraçar a mãe dela”, disse, antes de se declarar arrependido.

Sobre a velocidade, ele afirmou que na disputa do racha não ultrapassou 60 km/h. O Fiat Uno chega até a 180 km/h. Willian, que responde ao processo em liberdade, afirma ter bebido “duas cervejas”. A conta dele, Anderson e Keneth Gonçalves Pereira da Silva foi de R$ 90. Keneth chegou a responder por falso testemunho.

Contradições - Anderson de Souza Moreno, por sua vez, negou o racha e entrou contradições sobre a bebida consumida antes do acidente, a velocidade na hora da colisão e a idade em que começou a dirigir.

Com respostas curtas e sem esboçar emoção, Anderson, que está preso há quase um ano, afirmou que estava com pressa no dia do acidente para chegar em casa. “Foi uma coisa muito rápida, estava descendo a avenida e ela cruzou, não deu tempo de pisar no freio”, relata.

Sobre a velocidade, de acordo com a acusação, Anderson mudou a versão várias vezes. Na delegacia, disse que era de 40 a 50 km/h. Depois, entre 80 a 90 km/h. “Agora, falou que era acima de 100 km/h”, afirma o promotor Douglas do Santos.

A perícia atestou que a velocidade do carro de Anderson era de 110 km/h, praticamente o dobro da velocidade máxima permitida na via.

Anderson também mudou a versão sobre o consumo de bebida. Primeiro, afirmou ter ingerido duas latinhas de cerveja. Hoje, além das latinhas, disse que bebeu uma dose de tequila. Em foto tirada no bar, ele aparece segurando garrafa de cerveja. Hoje, afirmou que segurava a garrafa para um amigo.

A idade em que começou a dirigir também teve pontos divergentes na fase processual. Primeiro, disse que foi aos 10 anos, depois aos 14 e hoje, no julgamento, afirmou que foi aos 16 anos. Em 2007, quando ainda era menor de idade, ele se envolveu num acidente que provocou a morte do motociclista Waldir Ferreira.

Sobre o caso, foi sucinto. “Peguei o carro escondido do meu pai e acabou acontecendo”. A viúva de Waldir acompanha o julgamento.

Em fevereiro de 2011, mesmo com a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) suspensa, Anderson foi flagrado dirigindo na contramão. A prisão foi decretada no dia 2 de março de 2011 e se entregou na delegacia 12 dias depois.

O caso - De acordo com a acusação, os dois réus disputavam um racha na avenida Afonso Pena, sentido bairro/centro, na madrugada do dia 14 de junho de 2010. Anderson, com um Vectra, à 110Km/h, passou à frente de William, que conduzia um Fiat Uno.

No cruzamento com a rua José Antônio, o Vectra bateu no Celta dirigido por Mayana. Testemunhas disseram que ele passou no sinal vermelho. Ele estaria embriagado. Mayana foi levada em estado grave para o hospital e morreu 10 dias depois.

Veja abaixo galeria de imagens




COITADO, CONFESSOU QUE ESTAVA TIRANDO RACHA!! AGORA COM CERTEZA VAI SER ABSOLVIDO, CHOROU UM POUQUINHO, FALOU A VERDADE COM A AJUDA DO "ADVOGADO DE DEFESA" QUE NÃO É BOBO É CLARO!! JA SEI ATÉ COMO ISSO VAI TERMINAR!!
 
CARLOS DAMASCENO em 29/02/2012 12:17:10
Na minha opinião quando você pega um carro e a mesma coisa que pegar numa arma carregada. Se atirar e matar alguém é crime! Dai não adianta mais arrependimento tem tem que pagar pelo que fez de acordo com a LEI!!!
 
jocelino castro em 29/02/2012 11:18:27
Esperamos que este caso tenha um desfecho que mostre que a justiça neste País ainda funciona. Não se pode mais permitir que pessoas irresponsáveis, como estes dois elementos, continuem fazendo das nossas ruas pistas de corridas, e colocando em risco a vida alheia. Por enquanto um deles tem duas mortes nas costas, e se for solto, outros morrerão no trânsito por conta da sua irresponsábilidade.
 
Luis Carlos Espíndola em 29/02/2012 11:04:55
Esses caras fazem o que fazem, só falta eles colocarem a culpa na moça que morreu, vai ver é ela quem tem tinha que fazer o teste do bafometro. Fala sério né meu!!!!!!!
 
jose carlos em 29/02/2012 11:00:57
“Eu tentei fazer de tudo naquele momento para ajudar aquela moça”, afirmou, num depoimento entrecortado por silêncios devido ao choro...passou logo em seguida, auxiliado os policiais de trânsito, ido ao hospital levar o celular de Mayana para a família e arrumado o teclado do computador da delegacia, que estava desconfigurado,para prestar depoimento"..É QUASE UM ANJO ENTÃO......
 
Cristina mendes Carli em 29/02/2012 10:57:00
AGORA, INSTRUÍDO POR ADVOGADOS( É CLARO),CHORA,CONFESSA E FAZ CENAS,TERIAM EVITADO TUDO ISSO ( e é reincidente,diga-se de passagem,logo após o acidente foi pego dirigindo sem carteira,segundo consta)CASO NÃO TOMASSEM A "MARDITA"CANA E FOSSEM FAZER RACHA,AGORA QUE O LEITE CAIU,JAMAIS SE JUNTA NOVAMENTE, LAMENTÁVEL,PENA QUE SERÁ MAIS UM,DENTRE OS QUE AINDA VIRÃO,A NÃO PEGAR PENA ALGUMA.
 
ricardo terra lemos em 29/02/2012 10:53:58
Mais um para engordar nas nossas custas ,na cadeia comendo de graça com dinheiro do povo que paga os impostos em dia absurdo tudo isso,depois de matar uma uma moça e deixar a familia arrasada,só Deus para confortar o coração da mãe dela ,que na cadeia ele reflita sobre os atos dele e pense na mãe dele tbm !
 
Eluar Costa em 29/02/2012 10:39:57
Uma criatura dessa não pode ficar impune!!! Gente, corremos riscos na rua com uma pessoa dessas a solta!
Fala sério! todos os dias isso acontece e NINGUÉM toma uma providência! Onde vamos parar?
 
Carolina Souza em 29/02/2012 05:17:21
MARCELO LUIZ AMARAL PEREIRA FALECEU EM 23/10/2010...ACIDENTE DE TRANSITO, GARUPA DE UMA MOTO...APENAS 23 ANOS...2 CULPADOS, BARBEIRAGEM E EXCESSO DE VELOCIDADE...ESPERO QUE UM DIA O CASO DE MEU IRMÃO E TODOS OS OUTROS TENHAM DESFECHO JUSTO, E QUE A JUSTIÇA TOME VERGONHA CARA, PQ UMA HORA PODE SER O FILHO DE UM JUIZ MORTO NO CHÃO Q NEM MEU IRMÃO, MAS TOMARA Q UM DIA ISSO ACONTEÇA PQ DAI ISSO MUDA!!
 
Aline Amaral em 29/02/2012 01:39:11
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