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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

15/10/2013 11:50

Moradores cobram placas de sinalização em curva perigosa na Ernesto Geisel

Viviane Oliveira
Na manhã de ontem, enquanto a equipe fazia matéria no local, policial de trânsito havia acabado de atender uma ocorrência no local.  (Foto: Marcos Ermínio) Na manhã de ontem, enquanto a equipe fazia matéria no local, policial de trânsito havia acabado de atender uma ocorrência no local. (Foto: Marcos Ermínio)

Depois do acidente que acabou em morte no último sábado, na Avenida Ernesto Geisel com a rua Nestor Costa, no bairro Guanandi, em Campo Grande, moradores e comerciantes reclamam de curva “perigosa” e cobram mais sinalização na região.

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Eles afirmam que, no percurso próximo ao trecho no sentido Bairro/Centro, não tem sinalização avisando sobre a curva. Além disso, o problema se agrava com a alta velocidade.

Inconformado com a situação, José Carlos Moreira, 58 anos, diz que de sexta-feira para cá, contabilizou quatro acidentes em consequência da curva. “É lamentável isso que vem acontecendo”, destaca o comerciante.

Para ele, a maioria dos acidentes é causado pela imprudência dos motoristas somada à falta de sinalização eficiente. “Quem vem de fora não sabe que precisa reduzir antes da ponte por causa de uma curva fechada”, diz.

O interessante é que a poucos metros do local, na esquina da Jorge Chaia, tem uma lombada eletrônica, no entanto, o equipamento não inibe a alta velocidade.

A dona de casa, Luiza Viana, 49 anos, mora em uma casa de esquina no bairro Nova Esperança, bem em frente à lombada eletrônica que foi instalada há pouco tempo. Segundo ela, o medo de que aconteça acidente envolvendo a sua família é constante, pois a avenida é muito perigosa. “Eu tenho 6 crianças que enfrentam diariamente este trânsito violento para ir à escola”, destaca.

Marcas na via do último acidente, que resultou na morte de um rapaz de 29 anos. (Foto: Marcos Ermínio) Marcas na via do último acidente, que resultou na morte de um rapaz de 29 anos. (Foto: Marcos Ermínio)

Outro receio de Luiza, é de sua casa, que fica na esquina, virar alvo dos motoristas. “Só falando não dá para acreditar, mas os motoristas andam nesta via numa velocidade muito alta”, diz, acrescentando que o acidente de sábado foi causado por conta da alta velocidade.

Há 4 anos, morando de aluguel em uma a casa na Ernesto Geisel, a idosa Dora Marinho, 66 anos, pretende mudar para uma região mais tranquila. “Aqui é demais, já cansei de presenciar acidentes, além disso, já perdi as contas de quantos carros e motos já caíram no córrego”.

O secretário da Seintrha (Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação) disse que vai se reunir com a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) para acertar a nova sinalização na Ernesto Geisel, depois da revitalização e recuperação da via, que está prevista para começar em abril do ano que vem. Até lá, segundo ele, a solução seria colocar radares móveis ao longo da avenida.

No último sábado (12), José Felício Fascincani, 29 anos, morreu após ser atingido por um veículo Monza na Avenida Ernesto Geisel, ao parar no acostamento para atender ao telefone celular. 




A quantidade de carro que cai dentro do córrego é demais.
Os engenheiros de transito desta cidade parecem ignorantes, pois temos diversos problemas de infraestrutura nas vias da cidade, um exemplo são a falta de guardrail na Av. Ernesto Gaisel, uma avenida destas com um córrego sem proteção é um absurdo, até pessoas a pé cairam e inclusive houve óbito este mês. Fazem mais de dois anos que a avenida possui diversos desmoronamentos que até hoje o máximo que fizeram foi colocar cavaletes, e agora vem dizer que em abril do ano que vem começa a obra?? O que tem ano que vem? ELEIÇÃO???
 
Ricardo Teixeira em 17/10/2013 09:49:40
Até parece que placas de sinalização vão fazer o mau motorista reduzir velocidade, tem que ser redutor de velocidade para que o infrator senta no bolso e os pontos na CNH até que atinja os pontos e tenha sua CNH suspensa ou do dono do veículo para ficar esperto. è vergonhoso o que se vê no transito em Campo Grande, mas isso ocorre devido a impunidade que se dá, a lei abre várias brechas para o abuso.
 
Claudio Cunha dos Santos em 15/10/2013 17:33:42
Falou todo, João. TODOS que tem CNH sabem que a velocidade maxima em uma via principal/arterial na cidade é de 60 km/h. Se a via é construida certa, a curva pode ser feita com velocidade ate 25% acima, seguramente. Ou seja: só acima dos 75 km/h teria perigo de perder o controle. Se mesmo assim tem acidente, não é falta de sinalização. É claro desrespeito às regras de transito. Do mesmo jeito que acidentes em cruzamento com sinal de transito (ex.: Tres barras com Felipe Camarão) não é questão de "situação perigoso" mas de "motoristas achando que o CBT vale para todos, menos eles"...
E a solução não é colocar mais quebra molas (pois deixam as ruas intransitaveis para quem sim respeita a velocidade). A solução é mais fiscalização: radares e câmeras escondidos! Assim como nos demais paises...
 
Marcos da Silva em 15/10/2013 16:41:19
Curva perigosa nada! O povo que corre demais e não sabe dirigir direito. O que precisamos é de mais respeito individualmente, cada um fazer sua parte na sociedade e parar de reclamar do comportamento dos outros. Além disso, vamos acabar com essa estória de "alguém tem que fazer alguma coisa": Quem fazer o quê? Parem de cobrar dos outros enquanto não fazem sua parte!
 
João Dias em 15/10/2013 11:59:11
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