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03/07/2015 17:21

Morto em acidente de moto, administrador de clube queria ser PM

Edivaldo Bitencourt e Raíza Calixto
Capacete utilizado por Rodrigo rachou após colisão com F-4000 (Foto: Fernando Antunes)Capacete utilizado por Rodrigo rachou após colisão com F-4000 (Foto: Fernando Antunes)

A colisão da motocicleta com um caminhão F-4000, na noite de ontem, matou o administrador do Clube União dos Sargentos, Rodrigo Antônio Bernardes, 28 anos. A tragédia interrompeu os sonhos do rapaz, que tinha concluído a EJA (Educação de Jovens e Adultos) e se preparava para realizar o sonho de ingressar na Polícia Militar.

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Dezenas de amigos e familiares compareceram ao velório de Bernardes, que ocorreu na capela do Cemitério Cruzeiro, na saída para Cuiabá. O clima era de comoção e tristeza.

Segundo o primo, Franklin de Oliveira Bernardes, 29, Rodrigo se envolveu no acidente quando voltava da casa de um amigo para a residência, no Bairro Santo Amaro. Durante uma ultrapassagem mal sucedida, o motociclista desviou de uma caçamba e colidiu com o caminhão F-4000 na Rua Pedro Balduíno da Silva, no Bairro Cooophasul, na saída para Rochedo.

Rodrigo não resistiu aos ferimentos causados pelo impacto e morreu no local. Socorristas do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) tentaram reanimá-lo sem sucesso.

Ele estava trabalhando há dois anos no Clube União dos Sargentos. Rodrigo morava com a mãe e tinha um espírito alegre. “Era risonho”, lembrou-se Franklin.

O sonho de ingressar na PM surgiu durante o serviço militar obrigatório no Exército. Muito festeiro, o jovem sempre deixava amigos e familiares preocupados ao pilotar a moto mesmo embriagado após as festas e saída com amigos. No entanto, ontem, segundo o primo, ele não tinha ingerido álcool.

Testemunhas relataram que Rodrigo estava em alta velocidade quando pilotava a moto Yamaha Factor 150 cilindradas.

Segundo a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), de 1º de janeiro até hoje, 34 pessoas morreram em acidentes de trânsito em Campo Grande. Deste total, 67,6% eram motociclistas.




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