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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

09/07/2012 20:57

Motoristas de 18 a 25 anos formam grupo de risco nas ruas

Paula Vitorino
Jovem entrou na contramão pela Afonso Pena e bateu em caçamba. Jovem entrou na contramão pela Afonso Pena e bateu em caçamba.

Mesmo recém-habilitados, os jovens na faixa etária entre 18 e 25 anos aparecem em 45,7% dos acidentes de trânsito registrados em Campo Grande neste ano, segundo dados da Ciptran. Nos últimos meses, sequência de acidentes envolvendo adolescentes, vários com mortes, deixou os campo-grandenses em alerta. Motorizada, a juventude virou grupo de risco pelas ruas da cidade.

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Só na madrugada desta segunda-feira (9), foram registrados dois acidentes provocados por imprudências ao volante. Naiane de Melo Nunes, de 19 anos, morreu após a condutora do carro em que estava, com outros quatro adolescentes e jovens, perder o controle e invadir o canteiro central da avenida Mato Grosso.

A condutora admitiu à Polícia que bebeu antes de dirigir e estava em alta velocidade. Na avenida Afonso Pena, outro jovem condutor bateu o veículo contra uma caçamba após dirigir pela avenida na contramão.

“A idade é um momento de transição, de autoafirmação. Às vezes esse jovem já vem de uma família que há muito permissividade dos pais e aí acaba trazendo isso para o trânsito, não respeitando as leis”, avalia o comandante da Ciptran, Alírio Vilassanti.

Ele também alerta que o excesso de velocidade aparece como o principal causador de acidentes na Capital. Na maioria dos casos, o consumo de bebida alcoólica também está presente e os acidentes ocorrem nos fins de semana.

“Faz parte da cultura do povo beber em festas e depois dirigir”, diz.

De acordo com dados da Ciptran, foram aplicados 222 autos de infração por dirigir embriagado no período de janeiro até junho deste ano, além de 91 condutores encaminhados para a Delegacia por crime de trânsito.

O auto de infração é aplicado quando o índice de álcool registrado por litro de sangue, por meio do teste do bafômetro, é intermediário entre 0,15 e 0,35 mg/l ou o motorista se nega a fazer o exame. Ele tem a carteira de motorista apreendida e assina termo de compromisso.

Acima desta quantidade, é considerado crime e o autor é conduzido para delegacia para responder pela infração.

O comandante alerta que três copos de cerveja podem representar o índice, dependendo do tipo físico de cada pessoa. “O importante é nunca beber antes de dirigir, porque qualquer que seja a quantidade ingerida já é suficiente para modificar a personalidade e os sentidos da pessoa”, alerta.

Punição - Com o objetivo de conscientizar os jovens condutores, a Ciptran está estudando projeto ficado nos universitários. Além disso, o comandante lembra que a Polícia está sempre desenvolvendo blitze e campanhas educativas em parceria com outros órgãos.

Oram 187 blitze neste ano em diversos pontos da Capital, sendo muitas nos altos da avenida Afonso Pena, onde se concentram os bares.

O comandante também acredita que a aprovação de legislação mais rigorosa ao motorista imprudente e embriagado vai ajudar no trabalho preventivo da Polícia.

“Quanto mais rigorosa a legislação, mais embasamento para a fiscalização. Uma legislação mais forte, mais severa, vai ajudar na redução desse crime”, avalia.

Nova legislação de trânsito, que prevê punições mais severas a motoristas embriagados, está em tramitação na esfera federal.

Na avenida Mato Grosso, rastos de acidente que matou um (Foto: Simão Nogueira)Na avenida Mato Grosso, rastos de acidente que matou um (Foto: Simão Nogueira)
Na Afonso Pena, camioneta capotou após atingir poste. O motorista morreu (Foto: Simão Nogueira)Na Afonso Pena, camioneta capotou após atingir poste. O motorista morreu (Foto: Simão Nogueira)



Deveria ter mais rigor no cumprimento das leis, o poder público deveria ser mais presente, deveria der mais diligências, a bagunça na Afonso Pena mesmo, todo mundo sabe que existe mas ninguém faz nada. Faz parte da cultura campo-grandensse beber e dirigir. A policia tem que ser mais energica e ativa, para coibir que as pessoas descumpram a lei.
 
Juarez Goncalves em 10/07/2012 11:28:00
Reflexo da má formação das auto-escolas. Ensinam o básico e só querem dinheiroooo...
 
Filipe Alberto em 10/07/2012 11:22:40
Os pais nao tem nada a ver com esses jovons que ja sao
de maior nao sao mais criancas dos seus pais eles mesmos
que sao errados nao dao valor na propria vida e nem na vidas das
outras pessoas,sera melhor quando essa lei severa ser aprovada
pensarao um pouco mais antes de fazer essas imprudencias espereramos.
 
marcio arruda em 10/07/2012 09:47:22
eu acho que os pais são as partes mais responsaveis nisso tudo pois se voce teve filhos e não deu a eles nenhum limite quando pequeno, ou ele fazem as coisas erradas e não respondem pelos seus erros porque eram pequenos, eles vem com essa mente para a adolecencia e fase adulta se podia porque agora não posso, só espero que os pais novos de hoje pensen no futuro do seu filho e nos dos outros tambem
 
silvana f silva em 10/07/2012 08:13:10
As leis podem ser severas, as multas maiores, as punições constantes... De nada irão adiantar se não houver EDUCAÇÃO em casa.
Nenhum projeto universitário irá proporcionar o que se deve aprender em casa!
O que está acontecendo em Campo Grande é muito mais complexo do que falta de educação no trânsito. O problema é a falta de respeito à vida!!!
 
Fabiana Fernandes em 10/07/2012 08:03:10
Boa parte destes acidentes seria evitada se os pais estivessem mais presentes na vida dos filhos.
Para alguns dar um carro de presente parece justificar essa ausência, como resultado mais tragédias !
 
Ilda Ruiz em 10/07/2012 07:33:05
A inversão de valores chegou no seu limite máximo, será? Atualmente é muito comum após altas horas verificar carros e motos trafegando literalmente pela contra-mão: Afonso Pena, altos da rua Dom Aquino (tanto é que colocaram um "redutor" quebra-molas) Av. Bandeirantes, toda a cidade, até na Guri Marques existem relatos de veículos na contra-mão. O que está acontecendo? Cade as autoridades?
 
CLAUDIO MOREIRA em 10/07/2012 07:28:30
Enquanto os governantes nao construírem novos presídios, a impunidade continua reinando.
 
Félix Mendonça em 09/07/2012 10:58:00
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