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22/09/2014 10:56

No Dia Sem Carro, ciclista põe melancia na cabeça para ser visto

Aline dos Santos
Melancia na cabeça foi jeito para chamar a atenção dos motoristas. (Foto: Marcos Ermínio)Melancia na cabeça foi jeito para chamar a atenção dos motoristas. (Foto: Marcos Ermínio)

No Dia Mundial sem Carro, um grupo de ciclistas decidiu pôr melancia na cabeça para chamar atenção dos motoristas no Centro de Campo Grande. A manifestação, no cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Rua 14 de Julho, também teve distribuição de panfletos educativos e teatro.

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“É para chamar a atenção. O ciclista é um pouco invisível. Os motorista tem aquela visão de que ele está atrapalhando o trânsito. A questão é que quanto mais bicicleta melhor, é menos um carro”, afirma a servidora pública e coordenadora do grupo de cicloaventura Sopa de Pedra, Elijane Coelho, 38 anos.

Ela explica que como não há nenhuma exigência de formação para o ciclista, apesar de a bicicleta no Código de Trânsito Brasileiro figurar como veículo, cabe aos demais condutores zelar pela segurança. “Não há exigência de processo de habilitação, então o maior protege o menor”, afirma.

A orientação é de que o ciclista evite circular perto do meio-fio, mas ocupe espaço como um carro na faixa de rolamento. Na ultrapassagem, o veículo deve manter um metro e meio de distância da bicicleta. Elijane conta que há dois anos utiliza a bicicleta como meio de transporte e, apesar de usar as técnicas de direção defensiva, foi vítima de acidente. Ela circulava pela preferencial e foi atingida por um carro. O condutor prestou socorro, mas reclamou que não tinha visto a bicicleta.

De acordo com Elijane, a Capital tem o quarto maior trecho de ciclovias entre as cidade brasileiras. “Mas não são planejadas como via de circulação, mas de lazer. Não são planejadas, integradas como linha de ônibus”, afirma.

Depois de adotar as duas rodas como veículo oficial, o guia de turismo Nilson Young, 38 anos, não esconde a paixão. “A bicicleta é a invenção mais feliz do mundo. Você chega no serviço animado, dá adrenalina. O retorno é diferente, te relaxa”, diz.

A bicicleta é a invenção mais feliz do mundo,  diz Nilson Young. "A bicicleta é a invenção mais feliz do mundo", diz Nilson Young.

Segundo ele, o ciclista, em nome da segurança, precisa optar por vias mais tranquilas. “Brilhante, Bandeirantes, Ceará não são legais para o ciclista. Têm muito fluxo, estacionamento. É melhor pegar ruas laterais, que são mais calmas”, orienta.

Há quase dois anos, pedalando de casa para o trabalho, o jornalista Elânio Rodrigues, 33 anos, também reforça a necessidade de se manter atento para evitar acidentes. “Tem que se portar como veículo, não ficar grudado no meio-fio, sinalizar as intenções com a mão, fazer ser visto, usar capacete”, afirma.

Para quem pretende trocar o carro pela bicicleta, o melhor caminho é procurar os grupos de ciclismo, que vão orientar sobre como se portar no trânsito. Hoje, a partir das 19h30, dez grupos vão se reunir na Praça do Rádio para um passeio.

Trânsito que mata - Segundo a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), entre janeiro e setembro deste ano, são 13 óbitos de ciclista. No mesmo período de 2013, foram oito óbitos. Em todo o ano passado, o número de morte de ciclista chegou a 13, mesmo total já registrado em 2014.

Projetos – O vereador Eduardo Romero (PtdoB) cobra que a prefeitura aplique o projeto, já aprovado, que cria bicicletários em espaços públicos, como secretarias e terminais de ônibus. Na Câmara Municipal, tramita projeto para que os ônibus do transporte coletivo possa transportar bicicletas aos domingos. Com a autorização, as pessoas se deslocam de ônibus até parques com ciclovias.

Outra proposta é que a Prefeitura doe cinco mil bicicletas para estudantes da rede pública. “Muitos moram num raio de dois, três mil metros [da escola]. No futuro, pode fazer a conversão para que o passe seja usado duas ou três vezes na semana, para os dias de frio, chuva”, afirma Romero.

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Não é bem assim que, como o ciclista não passou por processo de habilitação, a responsabilidade é dos outros. Pedalo bastante, e frequentemente me deparo com ciclistas que atrapalham muito a propria segurança. Não é preciso tirar CNH para bicicleta para poder saber que:
- nunca é bom, na cidade, andar na contramão (pois vendo do lado "errado", surpreende motoristas, que olham para o outro lado). Principalmente em rotatórias e vias com faixa central.
- andar de noite sem luz é uma pessima ideia. O ciclista sem luz, de noite, só é vista a uns 5-10 m de distância. Insuficiente para um carro evitar acidente.
Ou seja: anda na mão certa e usa luz. Não custa nada e pode salvar a vida! Pelo resto concordo plenamente com a dica de não ficar muito perto do meio fio, pois é um risco de queda.
 
Marc Boncz em 22/09/2014 12:06:30
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