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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

10/01/2011 14:20

Para condutores, regulamentação soluciona problema com flanelinhas

Ricardo Campos Jr.

Opiniões se dividem entre indiferença e medo dos guardadores

Ribeiro diz que sempre dá algum dinheiro para os flanelinhas e não considera atividade uma ameaça. (Foto: Simão Nogueira)Ribeiro diz que sempre dá algum dinheiro para os flanelinhas e não considera atividade uma ameaça. (Foto: Simão Nogueira)

Cuidando carros em áreas centrais de Campo Grande, os flanelinhas já fazem parte do cotidiano dos motoristas. Eles representam insegurança para alguns, são inofensivos para outros, mas os condutores concordam em um ponto: extingui-los não é a solução adequada, o ideal, é encontrar maneiras de organizar a atividade.

È a opinião do administrador de empresas Renato Delfini, 57 anos. “Essas pessoas poderiam ser organizadas de alguma forma. Soltos são um perigo no Centro”. Ele conta que é natural de São Paulo e teme que o problema evolua a ponto de equiparar-se aquela cidade.

“Lá é bem mais agressivo que aqui. Pode chegar a evoluir. Aqui demora para chegarem as coisas, incluindo o que é ruim”, afirma o administrador.

A professora Jandira Machado, 50 anos, dá dinheiro aos flanelinhas mesmo sem concordar com a presença deles. “Eu acho uma falta de respeito, mas tem que pagar porque fica com um pouco de receio”.

O gestor financeiro Pedro Flávio Ribeiro, 30 anos, não considera a atividade de flanelinha uma ameaça. Ele diz saber que muitas vezes o dinheiro é gasto com ilícitos, como drogas, e que a índole das pessoas que pedem para cuidar os carros pode não ser boa, mas mesmo assim paga.

“Sempre dou algum dinheiro. Existe aqueles que a gente já conhece. Existem alguns que riscam o carro, mas eu acredito que tem como ter o controle. Cadastrar esse povo. Você vê os camelôs. Começou errado e hoje muitos estão cadastrados”, diz Ribeiro.

Criminalidade - Um flanelinha foi apontado como suspeito da morte do andarilho Cristiano dos Santos, 28 anos, na manhã do dia 31 de dezembro.

Lúcio da Silva Oliveira, 28 anos, é acusado de esfaquear a vítima com quem, segundo informações da PM (Polícia Militar), tinha uma rixa. O guardador de carros foi capturado no cruzamento da Avenida Salgado Filho e Rua Japão com as roupas sujas de sangue.

Ele delatou Lúcio da Silva Oliveira, 28 anos, como o dono da arma usada no crime. Durante a prisão, que aconteceu enquanto o acusado dormia em um depósito de reciclagem na rua Rio Brilhante, a Polícia encontrou uma faca que pode ter sido usada na morte do andarilho.

Na pele - Leandro Pereira de Azevedo, 22 anos, conta que já foi flanelinha aos 12 anos de idade. Ele conta que veio de família pobre, que não tinha condições de comprar para ele brinquedos e até materiais escolares. Atualmente ele segue a carreira militar.

Azevedo conta que a atividade de flanelinha é dividida entre marginalidade e necessidade. Muitos dos flanelinhas, segundo ele, realmente usam o dinheiro para drogas e outros, mas há exceções.

“Tem muito moleque aí que é flanelinha por necessidade, mas tem alguns que não deveriam estar lá”, diz o militar.

Presença de flanelinhas no centro de Campo Grande gera controvérsias entre donos de veículos.Presença de flanelinhas no centro de Campo Grande gera controvérsias entre donos de veículos.

O que dizem os flanelinhas - Cleiton Costa Rodrigues, 31 anos, cuida carros na área central da cidade há 5 anos. Ele diz que não há motivo para temer as pessoas que guardam veículos em troca de dinheiro.

“Já cheguei a tirar R$ 100 em um dia cuidando de carro. Eu sou pedreiro e acabei me acostumando (á atividade)”, conta o flanelinha. Ele diz que alguns são usuários de drogas, mas durante a atividade não representam riscos.

Wellington Lopes Velasquez, 53 anos, conta que trabalhava em um depósito de papelão até que um problema nas pernas o deixou em uma cadeira de rodas. Desde então ele cuida carros na praça em frente ao mercado municipal e garante que o faz para sobreviver.

“Dá para alimentar: café da manhã, almoço, janta e às vezes sobra um dinheirinho”, conta.

Na cadeira de rodas, Wellington cuida carros e diz que inibe presença de ladrões. (Foto: Simão Nogueira)Na cadeira de rodas, Wellington cuida carros e diz que inibe presença de ladrões. (Foto: Simão Nogueira)

Ilegal - De acordo com o chefe de fiscalização da Agetran (Agência Municipal de Transportes e Trânsito) Eder Vera Cruz, a atividade de flanelinha em Campo Grande, como não está regulamentada, é considerada ilegal. “Isso significa que quem faz o serviço de flanelinha está cometendo uma contravenção penal e fica sujeito às penas da lei”.

Ele explica que alguns estados, como São Paulo e Rio de Janeiro, a atividade já está regulamentada. Na Capital, a empresa Flexpark é autorizada a cobrar por estacionamento por meio de licitação.




Flanelinha não é nunca foi e nunca será uma profissão, é rídiculo o poder público querer regularizar o crime de extorsão porque a única garantia que eles te oferecem é que eles mesmos não iram riscar o seu carro, a rua é pública não tem como regularizar a profissão de dono da rua, extorsão e ameaça são crimes tem que botar a pm encima dessa cambada de vagabundo que tem alergia a trabalho.
 
Carlos Moura em 16/01/2012 12:11:25
gostaria de saber sobre esse cadeirante wellington lopes velasques,poderia me dar mas informação?Ele se encontra em Corumba mas não tem seus documentos e diz que uma senhora por nome Daina e Marly restaurante china sabe de seus documentos.
 
edson da costa campos em 31/10/2011 04:52:39
Além de a prefeitura diminuir a quantidade de vagas de estacionamento no centro, ainda por cima autoriza (através de licitação) a cobrança por essas vagas que deveriam ser de direito do contribuinte de Campo Grande. A carga tributária municipal é absurda e ainda temos que pagar por serviços que deveriam ser de direito do cidadão.

Infelizmente convivemos com uma situação aonde o descaso do poder público é enorme.

Recentemente andei pensando se os nosso governantes andam de ônibus diariamente para permitir, por exemplo, que os donos de empresas de ônibus solicitem constantes aumentos no valor das passagens. A qualidade do serviço de transporte público em Campo Grande é horrível.

Será que nossos governantes matriculam seus filhos em escolas públicas para alegar que a educação está melhorando?

Será que nossos governantes vão à um posto de saúde, quando precisam, para alegar que fazem esforços para tentar melhorar a saúde pública?

Será que nossos governantes não pensam duas vezes antes de votar aumento do próprio salário enquanto o aumento do salário do trabalhador é sempre questionado pela oposição?

Será que nossos governantes não pensam que o que eles fazem é simplesmente ficar sentado em suas salas com ar-condicionado rindo de nossas caras e fingindo que governam. Esperando pelas próximas eleições.

Além de ter que pagar para estacionar o carro na região central de Campo Grande, ainda temos que "ajudar" os cuidadores de carro temendo que estes não arranhem ou faça algo com nossos veículos.

ENTÃO:

Senhor prefeito, por favor, antes de favorecer empresas milionárias em licitações que arrancam cada vez mais dinheiro e não trazem benefício nenhum para a região central (isso mesmo, o dinheiro não é aplicado em nada) TENTE estacionar seu luxuoso carro na região central de Campo Grande. E não simplesmente ir de bicicleta à prefeitua apenas 1 (uma) vez ao ano (dia mundial do dia sem carro).

Deixo aqui minha revolta por uma situação em que se questionam a legalidade de cuidadores de carro enquanto os governantes se quer ligam para o que acontece na região central de Campo Grande em relação à milhares de coisas.
 
João Ricardo em 11/01/2011 12:55:02
Sou contra. Isso é um absurdo; além da grande carga de impostos, somos extorquidos pela flexpark; e ainda somos obrigados a engolir esses marginais, que em nome da pobreza e da necessidade; que sabemos não ser verdade; nos obrigam a colaborar com suas falcatruas; sim somos obrigados, porque se não colaborarmos, os meliantes acabam danificando a pintura dos nossos veículos, e nada podemos fazer; porque nossas leis são feitas para proteger os marginais. (legislam em causa própria).
 
arthur kosloski em 11/01/2011 11:50:17
Já somos assaltados todos os dias, direta e indiretamente, tanto pelo poder publico como pelos marginais que habitam nossa querida cidade.
Acho uma vergonha ter que pagar para estacionar o meu veiculo em uma via publica e ainda ter que dar dinheiro a estes '' guardadores de carro ''.
Acredito que muitos não querem sair dessa '' vida '' pois o dinheiro que ''ganham'' ( obrigam as pessoas a darem) é facil e assim podem comprar sua '' paradinha '' de forma facil.
Temos que acabar com essa falta de vergonha e exploração sim na cidade, fornecendo trabalho digno a quem quer e precisa principalmente educação, pois o que falta é a educação de base a estas pessoas.
 
Andre Luiz em 11/01/2011 11:14:40
SE O GOVERNO FEDERAL AJUDA OS VAGABUNDOS NAS FAVELAS, DANDO COMIDA E DINHEIRO, AJUDA BANDIDOS COM SALARIO MAIOR QUE O MINIMO PAGO PARA QUEM REALMENTE NESCESSITA, PORQUE A FAMILIA DO COITADINHO DO BANDIDO QUE ESTA PRESO PRECISA SOBREVIVER,
PERGUNTO? E A FAMILIA QUE O BANDIDO PREJUDICOU AS VEZES MATANDO O PAI DA FAMILIA QUE DAVA DE TUDO EM CASA, QUEM AJUDA?
 
Ademir M.Oliveira em 11/01/2011 09:59:27
Até concordo que alguém ou alguns desses 'fanelinhas' - como escreveu alguém aí abaixo - exerça essa atividade para 'viver dignamente'. O que não concordo é ter de pagar DUAS vezes pelo mesmo serviço (FlexPark + flanelinha). Sem contar que às vezes você REALMENTE não tenha um níquel pra ofertar ao guardador e, com isso, é menor nem estacionar nas proximidades novamente pois uma maldade qualquer poderá - e com certeza será - perpetrada contra seu veículo.

A pergunta que faço é: onde estão nossos atuantes vereadores? Essa não seria um problema importante - uma vez que afeta o dia a dia do munícipe - pra eles resolverem? Ahhh, mas ao invés disso os nosso dignos representantes ficam legislando sobre 'exposição de peças íntimas' nas vitrines das lojas. Faça-me o favor!!!

Já passou da hora de algum vereador encabeçar essa questão na Câmara Municipal.

 
Arthur Donavann em 11/01/2011 09:43:09
Não tá certo, eu concordo plenamente que a prefeitura juntamente com a flexpark deveriam encontrar um rumo para os flanelinhas, o que ocorre é que a grande maioria deles fica no centro, que é o local mais movimentado da cidade, porém, a flexpark e a prefeitura também descobriram que o centro é o local mais movimentado da cidade, e portanto colocaram os medidores da flexpark, (zona azul), em todo o centro da cidade, portanto estamos pagando duas vezes pelo mesmo serviço e isso não é justo, não é correto, teve um amigo que deu a ideia da flexpark contratar os flanelas, beleza, maravilha, eles fariam o serviço deles no centro e a FLEXPARK pagaria, aí eu concordo.
 
moacir cafaro em 11/01/2011 08:41:18
Porque eu que pago iptu,ipva,imposto de renda tenho que dar dinheiro pra flanelina? Temos que cortar o mau pela raiz. É só fazer um levantamento pelas ruas da cidade. 90% desses flanelas são ladroes , usuários de drogas. Os outros 10% são fugitivos de casa por serem filhos de ladrões, usuários de drogas e famílias totalmente destruídas. Porque que é temos que sustentar essas pessoas individualmente? O problema é bem maior do que parece ser. Infelizmente no Brasil muitas pessoas usam da autopiedade para intimidarem e conseguirem seus objetivos. Você viram pela reportagem. Tem flanela que tira R$ 100,00 por dia na pedição. Quem é que ganha R$ 100,00 por dia suando a camisa?Alguma coisa está errada. Desde quando vadiagem é trabalho. Vamos sustentar vagabundo a vida toda até quando. É vagabundo no congresso federal ,na camara de vereadores,na assembleia legislativa,na flanelagem. Chamem o síndico, por favor...
 
Carlos Alberto em 11/01/2011 01:28:11
por isso que só vou ao centro da cidade de bicicleta. lá ando por todas as ruas, paro e tranco a "magrela" onde quiser, e o melhor: não gasto nada!
 
luciano em 10/01/2011 10:19:06
O que eu quero saber é que se alguem se responsabiliza pelo veículo??, pois recebem pra isso né??? a´prefeitura????os flanelinhass????? a gente paga mas para ninguem ter responsabilidadess, só tirar nosso dinheiro, isso é uma vergonha, tanto de um lado como de outro.....se roubarem nosso carro quem vai dar outro????
 
valmir nogueira em 10/01/2011 06:08:28
Problema tao facil de resolver, cria se tanta polemica: primeira pergunta, o quê esta sendo feito como os milhoes arrecadados do flex park, segundo, o quê é asegurado para o motorista que paga o flex park, viu só já que o dinheiro pago não retorna nada para o contribuinte, porque não usar-lo através de um projeto social para tirar essas pessoas da rua. Bem na prefeitura se não tiver ninguém com capacidade de fazer esse projeto, a grana dá até pra contratar profissionais, com certeza. Todos deveriam saber que quando se elege politicos que investe milhões para ser eleito, com certeza eles vão arrumar meios de recuperar seus investimentos. Olhe o exemplo das eleições que esta acontecendo em Dourados, gasta se muito mais que o salario que vai receber. É sáo fazer as conta(usa a calculadora) se não consegui na caneta.
 
luiz carlos em 10/01/2011 05:55:08
acredito que ser flanelinha e uma profissão com todas as outras,o que precisa ser feito e os nossos politicos pararem de fingir que estão trabalhando ,dando nome a ruas e começarem a trabalhar de verdade,regularizando esta atividade e colocando regras para fucionar...eu sugiro que o flexpark q cobra umpreço muito caro para q a gente possa estacionar em um lugar publico ,absolva isto pois pagando para estacionar não temos garantia de q nossos veiculos sofrerão qualquer tentativa de roubo e se o flexpark contratase os flanelinhas para cuidar dos carros ficaria justa sua cobrança....ha para os criticos que descrinam os flanelinhas tomem cuidado com sua boca pois amanha pode ser alguem que vc gosta muito,que estara fazendo este serviço para viver dignamente.
 
Jonathan malaquias em 10/01/2011 05:49:27
Sinceramente, sou contra flanelinha e contra regulamentação da atividade. Os responsáveis pela segurança pública e governo municipal deveria proibir a prática desse tipo de extorsão que acontece a olhos nus. Muita gente diz que paga por querer ajudar, mas na verdade pagam mesmo é por medo, nada mais que medo!!!!! Todos eles são de conversinhas moles, gírias, e afins. Flanelinha, só sobrou o "nome" mesmo, porque nunca vi um cara desses ai com um pedaço de pano se oferecendo para limpar o vidro do meu carro e creio que nem pagando, a maioria deles andaria com um pedaço de pano e um balde d'água para tal fim. Isso dá trabalho e o que eles querem é dinheiro fácil. Isso aí está se tornando um problema, pois além de pagar o parquímetro tem que se sujeitar às conversinhas desses caras aí... Por este motivo, sempre que vou ao centro pago estacionamento particular, pois tenho um pouco mais de segurança e não contribuo com flanelinha nenhum!
 
Willian Salviano em 10/01/2011 05:22:59
Flanelinha sujo, pedindo moeda não pode, agora empresa de "VALLET" (não sei nem se é assim que se escreve) localizada na frete do Miça, pode. Vai estacinar sozinho em alguma rua daquela quadra, se o cara te ver já fala: "ná volta é dois reais"; Se flanelinha é ilegal, isso aí é formação de quadrilha.
 
joao de deus em 10/01/2011 04:08:56
Tem que parar esta estória de querer ajudar os "coitadinhos" no Brasil, esta estória de Flanelinha não tem nada de bonito, ou trabalho que deva ser regulamentado, na verdade a grande maioria usa o dinheiro para comprar drogas e não querem arrumar um emprego mais descente, que exige sacrificio, como 90% da população trabalha duro o dia inteiro. Se o trabalho fosse regulamentado, ainda assim haveriam ilegais extorquindo os motoristas e até ameaçando, grande parte da população paga os marginais com medo de seus carros serem danificados, embora possam haver alguns honestos.

Em São Paulo, em locais de grandes eventos, o problema é muito sério, funcionam como empresas com chefe e funcionários e valor tabelado, e se não pagar acabam com o carro. Em Campo Grande no centro virou uma oportunidade de ganhar dinheiro fácil.

Garanto que tem muita gente que se você convidar pra trabalhar em casa, ou fazenda ou empresa, recusam na hora. Querem é viver na vida submunda, dinheiro fácil, crimes e drogas.
 
Luiz Carlos em 10/01/2011 03:56:23
Na minha opinião, devemos levar em consideração que todos ali, jovens e com saúde, supostamente desempregados poderiam ter condições de trabalhar. Seria viavel, que se fosse feito um cadastramento dessas pessoas, através da colaboração de assistentes sociais. Poderiam verificar e constatar a real necessidades dos mesmo estarem ali para um possivel encaminhamento de cada situação.
 
marcia campos em 10/01/2011 03:53:00
Então!!! Esse pessoal tem que arrumar o que fazer ao inves de ficar la pedindo dinheiro ja tem parquimetro e o Poder Público ja da uma beliscada no contribuinte a titulo de estacionamento publico. Confrome o ilustre leitor que resumiu juridicamente a atituide dos flanelinhas, se caso usarem de extorsão policia neles. E se ficarem pedindo trata-se de mendigancia isso é um caso da assintencia social. Para encerrar acho que tem tirar esse pessoal dos lugares publicos de estacionamentos , pois só o fato da presença deles muitas vezes intimidam principalmentes algumas mulheres pois as vezes tem cada sujeito com cara de consumidor de drogas que da medo... O Poder publico tem que por um ponto final nesta história e deixar só os parquimetros que ja é um saco...
 
Carlos Lima em 10/01/2011 03:52:49
Se acabarem com a Flexpark, em conluio com a prefeitura, que só toma dinheiro dos proprietários de veículos e oferecem zero de segurança , penso que seja uma ótima ideia regulamentar a "profissão" de flanelinha. O que não pode é o cidadão ser explorado duplamente.
Bom mesmo é não ter nenhum dos dois.
 
Áttila Gomes em 10/01/2011 03:40:16

Flanelinha (português brasileiro) ou arrumador de carros (português europeu) é o apelido dado a uma figura popular, muito comum nos grandes centros urbanos. É um trabalhador informal que presta pequenos serviços aos motoristas que estacionam seus carros na via pública - indicam vagas para estacionamento, auxiliam nas manobras ou vigiam os carros estacionados. O pagamento do serviço pode ser obtido mediante consentimento do motorista ou mediante coação.

O nome "flanelinha" vem do uso de uma flanela, por esses trabalhadores, para limpar os vidros dos automóveis. Na cidade de Campo Grande-MS, ainda é bastante comum o uso da flanela, mas em outras cidades só restou o nome - a flanela foi esquecida.

Atuar como flanelinha, de acordo com a lei brasileira, pode constituir uma contravenção - exercício ilegal de profissão - ou mesmo um crime, se associado à prática de extorsão ou formação de quadrilha.

Flanelinha também será usada como opçao para os traficantes que fugiram do morro do Alemão. Porque com certeza eles não são o tipo de trabalhador que sai mandando curriculo na internet.

sua fonte de renda, todavia não são raros os casos em que o denominado flanelinha simplesmente não zela pelo veículo, situação na qual o proprietário encontra marcas indesejáveis em seu automóvel.

sua fonte de renda, todavia não são raros os casos em que o denominado flanelinha simplesmente não zela pelo veículo, situação na qual o proprietário encontra marcas indesejáveis em seu automóvel.


Em nosso ordenamento jurídico não há o tipo legal da conduta praticada pelos guardadores de carros porém alguns juristas entendem que tal ato deva ser enquadrado como um ato ilícito penal, pois tal conduta é uma verdadeira extorsão realizada contra o proprietário do veículo que necessita estacionar em locais públicos e não pode ficar impune.

Para alguns que querem atribuir o caso ao crime de Extorsão, basta uma análise do artigo 158 do Código Penal para perceber que não é aplicável a conduta tipificada no referido artigo senão vejamos :

" Art. 158. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, e com o intuito de obter para si ou para outrem indevida vantagem econômica, a fazer, tolerar que se faça ou deixar de fazer alguma coisa.

Pena - reclusão de 4 ( quatro ) a 10 ( dez ) anos, e multa."

Logo o ato dos flanelinhas de pedirem para tomarem conta do veículos mediante certa quantia pré ajustada não pode ser diretamente caracterizada como Extorsão pois a conduta não está devidamente compreendida no ordenamento Penal, mas o que existem atualmente são projetos para modificarem e acrescentarem um dispositivo legal próprio para tratar da ação dos flanelinhas.

Nossa legislação não dá vazão a denominada ameaça tácita, é preciso estar caracterizada a violência ou grave ameaça conforme preceitua o referido artigo, e tendo conhecimento disto é que o correto é a elaboração do dispositivo competente para visar a punição dos guardadores dos carros que procedem de maneira malfadada para obterem vantagens sobre o motorista que necessita estacionar seu veículo.

Salienta-se que, apenas elaborar uma normatização que vise a punição não basta pois se não ocorrer uma árdua fiscalização continuarão ocorrendo casos de flanelinhas lucrando mediante conduta desabonadora pela sociedade, onde apenas poderá ser punido aquele que restar provado o cometimento da pratica do crime de furto, pois os flanelinhas não possuem tipificação de conduta própria em nosso ordenamento jurídico penal.

É válido mencionar que a conduta dos flanelinhas deve ser combatida, haja vista que os mesmos exercem uma espécie de coerção sobre os motoristas, onde alertam sobre a falta de segurança da região e exigem certa quantia para que se comprometam a guardarem os veículos, mas no entanto não cumprem com o combinado, onde inúmeras vezes furtam os veículos os quais deveriam estar protegendo.

Comumente visto nos Estádios de Futebol, a prática dos flanelinhas no que tange ao "zelo" com os veículos que por ali estacionam, é uma realidade infeliz, onde a justificativa de alguns e a falta de opção de trabalho lícito e garantido, onde lançam mão dos "trocados" que recebem para prover o sustento próprio e de suas famílias.

Resumindo, a ação dos flanelinhas não possui enquadramento penal, onde este responderá criminalmente somente por aquilo que tenha efetivamente praticado como danos ou furto do veículo.


 
PAULO CESAR CASTRO DOS REIS em 10/01/2011 02:52:31
Quer trabalhar? Procure um emprego decente. Flanelinha é extorsão disfarcada. Não dê esmola!
 
José Mendes em 10/01/2011 02:49:53
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