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Campo Grande, Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2016

07/03/2015 11:28

Placa deveria dar fluidez no trânsito, mas causa brigas e buzinaço

Condutores fazem confusão com placas "livre à direita" pelas ruas

Alan Diógenes
Sem saber da regra ou por desrespeito, condutores param no semáforo e travam trânsito de quem quer virar à direita. (Foto: Marcos Ermínio)Sem saber da regra ou por desrespeito, condutores param no semáforo e "travam" trânsito de quem quer virar à direita. (Foto: Marcos Ermínio)
Para Nivaldo deveria haver uma fiscalização vertical informando a regra. (Foto: Marcos Ermínio)Para Nivaldo deveria haver uma fiscalização vertical informando a regra. (Foto: Marcos Ermínio)

A falta de divulgação da instalação das placas de sinalização “livre à direita” pela Capital tem causado tumulto no trânsito. Os dispositivos permitem aos condutores fazerem conversão mesmo com o sinal fechado, mas alguns pessoas sem enxergá-los ou por puro desrespeito acabam parando no semáforo, dificultando assim a passagem dos demais motoristas que seguem logo atrás e querem virar à direita.

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No cruzamento da avenida Ernesto Geisel com a Rua Marechal Cândido Mariano Rondon, por exemplo, é onde mais se concentra os transtornos. Por lá, as buzinadas são constantes, motoristas sobem em cima da calçada para virar à direita e até troca de socos já aconteceu.

É o que conta o mecânico Evandro Borges, 25 anos, que trabalha em frente ao local. “Sai briga direto por causa dessa sinalização. O pessoal não respeita mesmo, saem na porrada, fazem gestos obscenos, entre outra grosserias. Sem falar nas buzinas, a gente que trabalha aqui escuta o tempo todo”, comentou.

O vendedor Daniel Bonfim, 42 anos, falou que o ideal seria instalar uma sinalização eletrônica indicando o “livre a direita”. “Essa placa que eles colocaram são muito vagas e as pessoas ainda se confundem muito. O certo seria colocar um semáforo para indicar essa permissão de virada à direita”, destacou.

Daniel chamou a atenção para outro problema que acontece no cruzamento: a passagem de pedestres. “Quando eles viram à direita não prestam atenção nos pedestres que estão atravessando. O que os motoristas tem que entender é que nesse tipo de conversão, a preferência sempre será de quem está caminhando pela faixa. É bem simples, basta conhecer a legislação”, mencionou.

O funcionário público Nivaldo Ramos, 40 anos, acredita que o problemas acontecem por falta de conscientização e bom senso dos condutores. “As pessoas não respeitam mais o próximo e não conhecem as sinalizações. Para falar a verdade, o povo não conhece nem a legislação de trânsito”, apontou.

Para ele, existem duas soluções para o problema. “A prefeitura deveria instalar uma faixa horizontal a 50 metros do cruzamento, desta forma as pessoas já iriam enxergam no asfalto a sinalização. Quanto aos pedestres, deveria ser colocado botoeiras, assim os pedestres apertavam e o sinal fechava para todos os motoristas”, finalizou.

A Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) recomenda que o condutor respeite as leis do CTB (Código de Trânsito Brasileiro), que fique atento ao fluxo normal do tráfego e sempre dê preferência aos pedestres. Em relação às botoeiras, a agência informou que há estudos e projetos em andamento, que serão executados futuramente, junto com a reformulação semafórica de Campo Grande.

A buzina só pode ser usada para evitar acidentes e fora da zona urbana para advertir o condutor que se tem o propósito de ultrapassá-lo.

Placas também alertam ao condutor para terem cuidado com os pedestres. (Foto: Marcos Ermínio)Placas também alertam ao condutor para terem cuidado com os pedestres. (Foto: Marcos Ermínio)
Evandro disse que brigas são constantes por conta da sinalização. (Foto: Marcos Ermínio)Evandro disse que brigas são constantes por conta da sinalização. (Foto: Marcos Ermínio)



A matéria, que poderia ajudar a conscientizar e educar os motoristas, só traz mais confusão ao tratar a conversão opcional como obrigatória. Lamentável.
 
Fabio em 08/03/2015 16:12:49
Como bem já disseram o Gomides e o Odracir, as placas indicam que a manobra é livre à direita. Mas para quem quer seguir em frente essa manobra não é obrigatória, prevalecendo a indicação do semáforo! Ou seja, se o semáforo estiver fechado, o condutor que quer seguir em frente terá que parar mesmo!
Vale ressaltar que na Zahran, próximo da 1º de Maio ou da Spipe Calarge, não há nenhum indicativo de que se o condutor quiser seguir em frente ele deve ficar na faixa da esquerda! Portanto, se o motorista parar ele não está cometendo nenhuma irregularidade. Cometerá, isso sim, se furar o sinal para seguir em frente!

 
Denilson em 08/03/2015 10:23:43
"Livre a direita" não significa "Mantenha a direita livre".
 
Vinicius em 07/03/2015 23:11:28
Olha isso chega a ser ridículo. Briga? Não saber o q significa? Não sabe ler? Mesmo q não aprendeu na Auto Escola, na Lei de Trânsito...é só ler "Livre a direita" ou não sabe ler ou não sabe ainda o que é direita ou esquerda???

Alguém achar ruim, por estar errado e outro buzinar para ele sair e ainda brigar, é de mais.

Duas placas, como está lá e mostra a foto, na matéria, e alguém vem dizer q não viu, que não vê???

O vendedor Daniel Bonfim, só acerta em sua fala, no final: "É bem simples, basta conhecer a legislação" ou digo basta LER.
 
Lucio Borges Ortega em 07/03/2015 15:05:03
Na Zahran com a Spipe Calarge e Primeiro de Maio também tem dessas placas. Como se faz se, quem está à direita na Zahran, não consegue mudar para a faixa da esquerda e o semáforo fechar ? Fura o sinal ? É obrigado a virar na Spipe ou primeiro de maio, mesmo se o destino dele for continuar na Zahran ? É permitido virar à direita, mas não obrigatório virar à direita.
 
Odracir em 07/03/2015 14:59:34
A placa diz que é permitido virar à direita e não que é obrigatório. Além do mais, o motorista pode não conhecer local ou pode não ter tido, por diversas razões, oportunidade para trocar de faixa. O problema do trânsito em nosso País não é só de falta de educação, mas também de falta de conhecimento das regras.
 
Gomides em 07/03/2015 13:26:02
Graças à falta de educação e à FISCALIZAÇÃO INEXISTENTE, essas placas são uma armadilha mortal para pedestres e acabam por incentivar a cultura local de "furar" o semáforo.
 
Luiz Pereira em 07/03/2015 12:06:17
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