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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

31/10/2012 10:15

Vida no Trânsito avalia resultados e diz que solução não será “passe de mágica"

Danúbia Burema e Mariana Lopes
Rudel Trindade, presidente do GGTI, destacou importância do envolvimento da sociedade no projeto. (Foto: Minamar Jr.)Rudel Trindade, presidente do GGTI, destacou importância do envolvimento da sociedade no projeto. (Foto: Minamar Jr.)

Ao completar dois anos de ações integradas na tentativa de reduzir o número de mortes no trânsito da Capital, o GGTI (Gabinete de Gestão integrada no Trânsito) se reuniu nesta manhã para avaliar resultados e aponta melhoria gradativa. “Nós não vamos resolver tudo em um passe de mágica”, adiantou o comandante da Ciptran (Companhia Independente de Policiamento de Trânsito), coronel Alírio Vilassanti.

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De acordo com ele, apesar de ter havido redução no número de acidentes desde a implantação do projeto, é necessário cooperação da sociedade para melhorar ainda mais os índices. De janeiro a outubro deste ano foram contabilizadas 104 mortes no trânsito.

Conforme o GGTI, as maiores causas de acidentes estão relacionadas a falhas humanas. Excesso de velocidade, álcool e imprudência são os principais fatores. “O que podemos fazer com a imprudência das pessoas?”, questionou Vilassanti em relação à dificuldade no trabalho de conscientização.

Das 104 vítimas do trânsito neste ano, 67 eram motociclistas; 18 pedestres; 11 ciclistas; 5 motoristas e 3 passageiros de veículos de passeio.

Entre as ações mais positivas do grupo de trabalho está a campanha “Pedestre, eu cuido”, pela qual condutores são orientados a pararem para pedestres cruzarem as vias nos trechos onde não há semáforos. Na avaliação do GGTI, a iniciativa conseguiu promover uma mudança cultural na conduta dos motoristas e motociclistas.

Outro acerto apontado é a junção dos esforços de várias instituições para compilar dados técnicos sobre as mortes no trânsito, que permitiram aprimorar as estatísticas e desenvolver ações mais específicas de prevenção. “Com os métodos desse projeto, os técnicos apontam onde e como está o problema”, detalhou o diretor-presidente da Agetran (Agência Estadual de Transporte e Trânsito) e presidente do GGTI, Rudel Trindade.

Iniciativa – A criação de grupo de trabalho para reduzir as mortes no trânsito é internacional e já vem sendo aplicada em cinco capitais brasileiras, incluindo Campo Grande.

A meta é reduzir em 50% o número de vítimas fatais a cada ano. No Brasil, as ações são desenvolvidas em parceria com a Opas (Organização Panamericana de Saúde no Brasil), que atua em parceria com o Ministério da Saúde. Segundo o representante da entidade, Roberto Colombo, que participou da reunião com apresentação de resultados nesta manhã, ainda há muito trabalho para reduzir e até zerar dados que apontam 42 mil mortos no trânsito do Brasil a cada ano.




MUDANÇA DE ATUTUDE. Este é o mote, para diminuir os acidentes de transito. Enquanto cada motorista, não tiver esta conciencia, pouco valerá todo esforço, da engenharia, fiscalização e outros esforços. Ao adulto de hoje so será possivel com a fiscalização mais firme, ele tem que sentir no "bolso", As gerações futuras investir na sua educação, a exemplo do que ja ocorre nas escolas, tem que massificar, alem, da cultura da ética, formação do caráter. Será que conseguimos?

J Moura/Rotary/GGIT
 
Jose Pedro de Moura em 31/10/2012 17:46:03
O tema tem enorme complexidade e o objetivo da ONU atraves da Decada de Acao para Seguranca Viaria (2011-2020) e reduzir em 50 por cento as vitimas fatais no mundo. Campo Grande tem dado passos firmes com esse intento cuja meta anual e de reduzir em 6 por cento. Entendemos que com a criacao do GGIT (com 29 orgaos/entidades participantes) passamos a ter uma dimensao mais tecnica e cientifica as nossas acoes, saindo do empirismo. Temos notado tbem um maior envolvimento da sociedade, apesar de ainda termos a cultura do pequeno delito , como por exemplo avancar o sinal vermelho, se exceder na velocidade, etc. Torna-se preponderante incluir cada vez o tema na agenda politica e capacitar e envolver gestores do setor. Entendemos que estamos no caminho certo. Alirio Villasanti - CIPTRAN
 
Alirio Villasanti Romero - CIPTRAN em 31/10/2012 15:51:35
Como eu sempre comento em matérias sobre violência no trânsito: o poder público faz a parte dele. Através de sinalização, palestras, educação no trânsito, mas se a população não fizer a parte dela, não há como diminuir esses números. Ultrapassagens feitas em lugar proibido, dirigir sob efeito de álcool, desrespeito à sinalização e por ai vai... Os acidentes com mortes, em 99% dos casos, são evitáveis.
 
Regina Lima em 31/10/2012 11:19:05
“O que podemos fazer com a imprudência das pessoas?” (CEL ALÍRIO VILASSANTI). Infelizmente "estamos atados" a uma legislação extremamente benevolente. O valor pecuniário das multas deveria ser maior.
 
Fernando SIlva em 31/10/2012 10:33:08
AGORA COM O BERNAL NA PREFEITURA NÃO VAI MAIS AXISTIR MORTE NO TRANSITO POIS ELE DISSE QUE IRIA RESOLVER O PROBLEMA DO TRNSITO!!!!!
 
ELY MONTEIRO em 31/10/2012 10:32:13
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