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14/06/2012 09:19

Desenvolvimento da malha ferroviária de Mato Grosso do Sul

Por Antonio Russo Neto (*)

É lamentável reconhecer que o Brasil está bastante atrasado na utilização dos trens para transportes de cargas e de passageiros. Nossa primeira ferrovia foi construída em 1854, ligando Porto de Mauá a Fragoso, no Rio de Janeiro. Hoje, mais de um século e meio depois, temos apenas 29 mil quilômetros de ferrovias no País, dos quais somente 11 mil são explorados. O restante está desativado ou é subutilizado.

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Apesar de já termos tido 37 mil quilômetros de ferrovias no início da década de 50, a construção de rodovias pelo País eclipsou o arcaico sistema ferroviário nacional. Vale ressaltar que, entre 1998 e 2003, foram construídos apenas 215 quilômetros de ferrovias em bitola larga no Brasil.

Os investimentos ferroviários voltaram a acontecer com mais intensidade no governo Lula. Entre 2003 e 2010, foram construídos 504 quilômetros de estradas de ferro em bitola larga. No final de 2010 estavam em obras mais 1.908 quilômetros, feitos com investimentos públicos e privados.

Considero extremamente positivo que esses investimentos estejam sendo ampliados no atual governo Dilma Rousseff. O PAC 2 prevê recursos de R$ 46 bilhões até 2014 para a construção de ferrovias. Com isso, começa a ser construída uma matriz ferroviária no País, que pretende elevar dos 25% atuais para 32%, em 2020, a participação desse modal no transporte nacional de cargas.

Fazem parte dessa matriz as três maiores obras ferroviárias do mundo na atualidade: a Ferrovia Norte-Sul, a Oeste-Leste e a Nova Transnordestina. Além destes trechos, tenho defendido no Senado a construção de dois trechos complementares para a região Centro-Oeste e para o Mato Grosso do Sul. Refiro-me a ampliação dos traçados da Ferrovia Norte-Sul e da Ferrovia do Pantanal.

Estamos pleiteando – juntamente com o Governo do Estado e a bancada parlamentar sul-mato-grossense – que a União faça a opção por um novo traçado da Ferrovia Norte-Sul, compreendido entre Estrela D´Oeste e Panorama (SP), de modo que todo o segmento passe pelo território sul-mato-grossense, atravessando os municípios de Aparecida do Taboado, Selvíria e Três Lagoas, chegando a Brasilândia. Defendemos que este traçado tem a melhor viabilidade técnica, econômica e ambiental.

Nestas cidades estão instaladas e projetadas grandes fábricas de celulose, fertilizantes e siderurgia. Além disso, a região concentra indústrias de processamento de grãos, açúcar e álcool, madeira e de outros produtos de exportação. Ou seja, quando construída, no eixo da ferrovia Norte-Sul, já haverá um montante de mais de 10 milhões de toneladas a serem transportadas por ano!

Reforço os argumentos do governador André Puccinelli de que a região que engloba este trecho da Ferrovia Norte-Sul é um grande polo produtor que precisa de infraestrutura adequada. Vemos no traçado que passa pelos municípios sul-mato-grossenses uma oportunidade ímpar para impulsionar o desenvolvimento econômico e social e de promover ainda mais a interiorização do Brasil, elevando o índice de desenvolvimento humano.

Importante para nosso Estado é também a Ferrovia do Pantanal, que se conectará ao traçado da Ferrovia Norte-Sul, na região de Brasilândia. Estudo de viabilidade econômica e ambiental da Ferrovia do Pantanal indica que a melhor opção é a passagem pelos municípios de Maracaju, Dourados, Nova Andradina, Bataguassu e Brasilândia, na fronteira com o Estado de São Paulo, nas proximidades de Panorama.

Outra obra ferroviária de suma importância para o nosso Mato Grosso do Sul e para o Brasil é a Ferroeste, ligando Dourados a Cascavel no Paraná, onde ela se articulará com o trecho ferroviário já existente, de Cascavel ao Porto de Paranaguá.

Não é por outra razão que o Governador André Puccinelli tem lutado incansavelmente, desde seu primeiro mandato, pela implantação de mais ferrovias no Estado. Seja em audiências com Ministros de Estado ou com os Presidentes Lula e Dilma Rousseff, seja por meio de reiterados ofícios e exposições de motivos, tem trabalhado, com o nosso permanente apoio, para que essas obras ganhem prioridade no âmbito do Governo Federal.

O que queremos é a garantia de infraestrutura logística adequada para impulsionar o crescimento, do nosso estado, do Centro-Oeste e do Brasil. Há muito que fazer em matéria de transporte ferroviário no País, mas é inegável a importância estratégica que esses ramais ferroviários terão para o País.

(*) Antonio Russo Neto é senador de Mato Grosso do Sul (PR/MS).

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Es muy importante para el desarrollo, una region del ramal ferrovia de Campo Grande hasta PontaPora, que quedo en el abandono yo tengo buenos recuerdo porque he viajado a campo grande varias veces desde pedro juan caballero cuando existia el ferrocarril y he sentido mucho y hoy como consultor social estoy planificando y proyectando de nuevo un ferrocarril pero en pedro juan caballero hasta el puerto de concepción para la exportación de agroganadero sea brasilera como paraguayo y estoy planificando seguir hasta campo grande para una salida rapida hacia el mercado asiatico por el pacifico utilizando el rio paraguay-parana en la desembocadura de los puerto urugayo.espero señor senador antonio russo neto apoyar toda iniciativa lado paraguay como lado de matogrosso a impulsar,un abraso.
 
alfredo sosa pavón em 14/06/2013 14:42:12
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