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Campo Grande, Terça-feira, 17 de Janeiro de 2017

01/07/2016 11:12

O legado da crise

Por Walter Roque Gonçalves (*)

A crise econômica e política que enfrentamos é algo que nos faz pensar nos erros e acertos que nos trouxeram até aqui. Esta reflexão nos permite evoluir.

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Entretanto, investir exclusivamente na tentativa e erro é algo arriscado, pois não dispomos de todo tempo do mundo para isso. É como diz o ditado Hector Berlioz: "O tempo é um grande mestre; porém, tem o defeito de matar os seus discípulos." Uma alternativa é aprender com quem já errou e com quem tem acertado.

Neste sentido, a educação e o aprendizado aliados ao pensamento estratégico, mostram-se como grandes potencializadores de resultados. Para tanto, o primeiro passo é, ao invés de se concentrar nos problemas e lamentações, imprimir energia e força na busca de soluções.

Depois de ligar este termostato interno, os pensamentos se tornam mais focados e o olhar mais seletivo. É como decidir comprar um carro ou um calçado ou, qualquer outro objeto. Em seguida, como num passe de mágica, passa-se a ver o objeto (carro, calçado) em todos os lugares. Ao transformar a busca por inovação e de melhoria contínua no principal objeto de desejo, as soluções aparecerão naturalmente.

Sabe-se que, muitos estão sem os empregos e que as necessidades do presente minam a energia para pensar em estratégias para o futuro. Todos nós estamos sujeitos a passar por esta situação. Ademais, o planejamento continua sendo a melhor saída: é preciso ponderar os esforços e se preparar para quando a crise passar. E quando isso acontecer, preparar-se para o movimento oposto.

A primeira questão é entender que estar desempregado não deve ser sinônimo de ficar parado! É hora encher-se de esperança, acordar cedo, estudar, entregar currículos, estudar novamente, desenvolver trabalhos voluntários, conversar com empresários para entender suas necessidades e assim por diante.

A busca de conhecimento deve ser constante. Fontes de informações não faltam, seja pela internet, nos livros, nas pessoas que erraram, nas que acertaram, nos cursos gratuitos, nos serviços do Sebrae, nos cursos técnicos, nas faculdades, nas pós-graduações.

É relativamente fácil encontrar informações, mas validá-las, tornando-as pontos de apoio para gerar ação e resultados! Este é um desafio bem maior.

Portanto, é preciso transformar a necessidade de aprender e gerar ação num meio de vida. Desta forma, as crises virão e passarão deixando um legado de aprendizado, superação, estabilidade e felicidade.

(*) Walter Roque Gonçalves é consultor de empresas, professor executivo e colunista da FGV/ABS (FGV/América Business School) de Presidente Prudente (SP)

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