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Campo Grande, Domingo, 22 de Janeiro de 2017

01/03/2014 08:23

O que o carnaval tem a ensinar ao mundo corporativo?

Por Orlando Oda (*)

Todo empreendedor bem sucedido tem paixão pela empresa que criou. No íntimo, é como se fosse um filho. Todo pai deseja que o filho tenha a mesma paixão dele, como por exemplo, torcer pelo mesmo time de futebol. Da mesma forma, o empreendedor deseja que todos os “filhos da empresa”, ou seja, os funcionários e demais colaboradores, sintam a mesma paixão.

O sucesso do negócio depende de quanto o líder consegue compartilhar a sua paixão. Steve Jobs conseguiu compartilhar e contagiar as pessoas à sua volta com a mesma visão dele. Certa vez, ele definiu a empresa que criou como sendo “feita de pessoas que pensam de modo diferente e original, que querem usar os computadores para ajudá-las a mudar o mundo, para ajudá-las a criar coisas que façam diferença e não apenas executar um trabalho”. Essa era a visão dele.

Toda vez que chega o carnaval o que chama a atenção é a paixão das pessoas pela escola de samba de sua preferência. Meu sonho, e imagino que de todos os empresários, é que os colaboradores também tivessem a mesma paixão pela empresa que trabalham. Se analisarmos o que move o carnaval, podemos tirar algumas lições.

A essência do evento mais popular do nosso país é a expressão da liberdade. O carnaval, desde a antiguidade, é uma festa onde todos se misturavam com uma descontração geral e as restrições morais eram relaxadas. O significado disso tudo é liberdade. O ser humano, no fundo, anseia por liberdade. Se sentir preso, se sente infeliz. O carnaval faz sentir livre, faz sentir alegre, sentir feliz.

No carnaval as pessoas são movidas pela sua própria decisão. Não há obrigatoriedade. São atraídas pelo relaxamento das regras morais e sociais. Por outro lado, existem regras rígidas a serem seguidas para que a escola consiga uma boa pontuação e atinja seus objetivos. No final, também existe uma recompensa.

Algumas características comportamentais são fundamentais para uma empresa ser bem sucedida. Comprometimento, motivação, confiabilidade, disciplina, dedicação, foco no resultado e na melhoria contínua são algumas delas. Mas, por que uma escola de samba consegue obter todos estes comportamentos altamente desejáveis dos seus integrantes?

Só existe uma explicação: a paixão. A paixão pelo que faz traz inspiração e entusiasmo. O quesito mais importante para uma empresa ter sucesso é o trabalho executado com paixão. Segundo Jack Welch, ex-CEO da GE, "esse é nosso maior desafio quando falamos em gestão de pessoas. Envolver nossos colaboradores de forma a despertar neles esse sentimento em relação ao trabalho”.

Paixão é um estado emocional onde o desejo, a motivação, tomam conta do corpo e empurram para a realização de algo. É um mecanismo difícil de entender para quem está de fora da arena. O significado, o resultado esperado, não é reconhecimento pessoal ou recompensa financeira. Trata-se de uma maneira de se comportar, autosuperar e as conquistas materiais são consideradas como meras consequências.

É exatamente isso que acontece na conquista carnavalesca. Não há pagamento de uma recompensa financeira em uma escola de samba. O segredo, segundo Jack Welch é saber recompensar o espírito, o coração do funcionário. Fazer sentir-se integrante da companhia. Ver o objetivo da empresa como projeto de vida, fazer do seu trabalho uma missão de vida.

Fazer com que o objetivo seja facilmente perceptível, bem vísivel, é o segredo para manter o pensamento focado no que faz. É o que acontece com os integrantes do desfile: a meta é ser campeã. A recompensa é a festa, a felicidade compartilhada por todos sem destaque específico para ninguém. O presidente da escola de samba não recebe sozinho todos os méritos da conquista.

Apaixonado pelo trabalho é aquele que trabalha com comprometimento total, dá o melhor de si para alcançar os objetivos da companhia. A paixão é passageira, por isso há a necessidade de renovar constantemente. É o que acontece no ciclo de carnaval anual. Todo ano se renovam enredos, máscaras, fantasias, objetivos. Só a paixão permanece sempre a mesma. Que façamos das nossas empresas verdadeiras campeãs em qualidade, inovação, excelência, e claro, em paixão.

(*) Orlando Oda é administrador de empresas, mestrado em administração financeira pela FGV e presidente do Grupo AfixCode.

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