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16/07/2012 09:31

As eleições municipais estão aí

Por Júlio César Cardoso (*)

Eleitor, as eleições municipais estão aí. Demonstre maturidade e responsabilidade escolhendo bem, independente de partido político, os seus representantes municipais. Mas não vote em candidato ficha suja. Vote em alguém que goze de boa reputação cultural, política ou social. Também não reeleja ninguém. Política não é profissão, é mandato transitório. A reeleição política tem transformado a vida política em cabide de emprego, e o Parlamento em escritório “particular” de negócios escusos de muitos políticos, bem como contribuído para a corrupção política brasileira.

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Hoje, assistimos aos mandarins da política nacional, formados pela velha-guarda de políticos reeleitos, com ideias ultrapassadas, recalcitrantes e resistentes ao tempo e ainda com muito apetite aos cargos da República, que deveriam ser repelidos pelo voto popular.

Dê oportunidade aos novos candidatos e de preferência àqueles sem relacionamento de parentesco com os políticos em atividade, para quebrar o vínculo das nocivas oligarquias ou dinastias políticas. Os legislativos e os executivos nacionais têm que se renovar sempre, porque é saudável à democracia e à oxigenação política. Ninguém é insubstituível, somente Ele lá em cima.

Não dê asas ao cabide de emprego político. Enquanto você ou um parente ou um amigo podem estar desempregado, os oportunistas políticos, sem objetivos sérios, estão batendo às suas portas para pedir votos e conseguir emprego fácil às suas custas. Fique atento, no caia na lábia de candidatos espertos que prometem rios de favores ou sinalizam com realizações que não podem fazer. Vote com consciência.

Se você não encontrar candidato que mereça o seu voto, vote em branco ou anule o seu voto. A democracia deve ser exercida sem coação, sem obrigação de votar. Mesmo que você negue o seu sufrágio, continuará com direito de exigir dos políticos e dos governos cumprimento de mandato na forma constitucional, porque você é quem paga os salários dos políticos nacionais, com as suas contribuições tributárias.

Por fim, não dê o seu voto a nenhum candidato pulador de galhos, ou seja, aquele que em plena vigência de mandato político comete o chamado “estelionato eleitoral” para se candidatar a outro pleito. Por exemplo, há muitos parlamentares que estão se candidatando às prefeituras municipais. Se forem eleitos, interromperão os seus mandatos dando um mau exemplo de seriedade política.

(*)Júlio César Cardoso é bacharel em Direito e servidor federal aposentado

Balneário Camboriú-SC

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Não se trata de golpe baixo de pessoas sem propostas. Propostas quem tem de apresentar são os candidatos. Depois de eleitos, geralmente, elas não se concretizam. Pedro Simon, Suplicy e Cristovam Buarque são exceções parlamentares no Senado, mas eles não são insubstituíveis. A renovação é salutar para a democracia.Os americanos têm democracia plena com o voto facultativo.
 
Júlio Cardoso em 19/07/2012 10:59:11
‘‘Isso não é bom para o processo eleitoral. Devemos ouvir propostas, a democracia deve ser plena, lutamos tanto pra isso... Golpe baixo de pessoas sem propostas, ou frustradas, denigrem, nivelam por baixo, fogem das propostas, pois não as têm’’. Pedro Simon, Cristovão Buraque, Eduardo Suplicy, pessoas íntegras reeleitas por varios mandatos! O que vale é o caráter, é disso que o Brasil precisa...
 
Aloisio Pereira em 16/07/2012 10:17:35
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