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Campo Grande, Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2017

29/03/2012 06:37

Tratado de bem viver III

Marta Ferreira

Dando sequência a este tema, apresento a seguir uma lista de gestos cotidianos, aparentemente involuntários, que permitem a interpretação de nossas intenções exprimidas em linguagem não-verbal.

O que significam nossos gestos?

• Acariciar o queixo: reflexão antes de uma decisão.

• Cruzar os braços: atitude defensiva.

• Inclinar a cabeça para a frente: interesse pelo que se ouve.

• Entrelaçar os dedos: autoridade, espera por reações.

• Esfregar o olho: dúvida, incredulidade.

• Mexer no cabelo: insegurança ou desejo de seduzir.

• Comprimir os lábios: desconfiança ou desagrado.

• Levar a mão à bochecha: avaliação, reflexão.

• Levar as mãos aos quadris: disposição para fazer ou dizer algo importante, tomar coragem.

• Esfregar as mãos: antecipar algo que está por acontecer.

• Tamborilar os dedos das mãos ou os pés: impaciência, pressa.

• Olhar para o chão: não acreditar totalmente no que está ouvindo.

• Abrir as mãos com as palmas voltadas para cima: sinceridade, inocência.

• Cruzar as pernas, deixando um dos pés em movimento: chateação ou

impaciência.

• Sentar-se na beira da cadeira: vontade de ir embora.

• Sentar-se com as pernas abertas: atitude relaxada.

• Unir os calcanhares: medo, apreensão.

E agora, uma dica para um passeio filosófico: Os grandes pensamentos podem ser concebidos durante uma caminhada:

1. Abra espaço na sua agenda para um encontro consigo mesmo, marcando dia e hora, a fim de que nenhuma obrigação ou compromisso possa interferir nesse propósito.

2. Escolha um lugar inspirador para você, seja por trazer lembranças

especiais ou por produzir a sensação de bem-estar.

3. Escolha o dia e o horário menos frequentados, para evitar distrações durante o passeio.

4. Anote em um caderno as questões que o preocupam, para refletir sobre elas em seu encontro pessoal. Tome nota também das conclusões mais importantes a que chegar.

5. Não determine um horário para o fim do passeio: nunca se sabe aonde a filosofia pode nos levar. Simplesmente retorne quando sentir que o encontro chegou ao fim.

6. Os melhores lugares para um passeio filosófico são aqueles próximos à natureza, museus e mesmo uma parte da cidade que você ainda não conheça.

7. Use roupas confortáveis. A filosofia não exige formalidade, mas faz mover as pernas e as ideias.

(*)Heitor Freire é corretor de imóveis e advogado.

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