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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

29/06/2013 09:10

“Se for pra morrer, vamos morrer”, diz líder de índios que ocupam fazenda

Aliny Mary Dias
Acesso para Fazenda Esperança está bloqueado desde o dia da ocupação (Foto: Marcos Ermínio)Acesso para Fazenda Esperança está bloqueado desde o dia da ocupação (Foto: Marcos Ermínio)

Ocupada por índios terena desde o dia 30 de maio, a Fazenda Esperança localizada em Aquidauana pode ser palco de uma ação de reintegração de posse nos próximos dias. Na expectativa pela ação, os 1 mil índios que estão na propriedade afirmam estar “prontos para a guerra”.

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O cacique da Aldeia Esperança, Isaias Francisco, diz ao Campo Grande News que o clima é de apreensão e espera pelo cumprimento da ação. “Nós estamos de prontidão e já preparamos os guerreiros para a luta. Se for pra morrer, nós vamos morrer, mas nenhum irmão vai ter sangue derramado por nada”, afirma o cacique.

O fazendeiro Nilton Carvalho da Silva Filho, dono da fazenda, entrou na Justiça Federal com ação de reintegração de posse uma semana após a invasão. No último dia 18 de junho, a Justiça deu prazo de 10 dias para a Funai retirar os índios da área.

O prazo já venceu e segundo a decisão do juiz Renato Toniasso, da 1ª Vara da Justiça Federal em Campo Grande, a força policial deverá retirar os indígenas da fazenda. Conforme os dados do processo, a Polícia Federal foi oficiada nesta sexta-feira (28).

Na expectativa pela chegada da polícia, o cacique afirma que já houve reunião com os guerreiros e toda aldeia decidiu ficar na área. “Nós esperamos que não tenha nada de grave, mas vamos continuar aqui porque a terra é nossa. Fizemos um preparo e se tiver violência nós vamos revidar”, diz.

Uma reunião entre lideranças indígenas e autoridades que compõem o Fórum Nacional de Assuntos Fundiários do Ministério da Justiça foi realizada na última quinta-feira (27) em Campo Grande. As demarcações de terras e a ocupação da Fazenda Esperança foram assuntos da reunião.

De acordo com o cacique, as lideranças que participaram do encontro irão repassar as definições em uma reunião marcada para este domingo (30) na Fazenda Esperança.

Para o dono da fazenda, o momento é de expectativa pelo cumprimento da reintegração de posse. “Nós continuamos esperando que a lei seja cumprida de forma pacífica e que não haja resistência dos índios”, afirma Nilton Carvalho.

Reunião entre lideranças e autoridades ocorreu na última quinta-feira (Foto: Marcos Ermínio)Reunião entre lideranças e autoridades ocorreu na última quinta-feira (Foto: Marcos Ermínio)

Grupos – O resultado da reunião do Fórum Nacional de Assuntos Fundiários que durou toda a quinta-feira foi a criação de três grupos que irão avaliar as áreas que podem ser compradas no Estado.

O primeiro grupo vai analisar as questões jurídicas, como as possíveis indenizações, compras de terras ou permutas. O segundo deve avaliar 53 áreas e identificar no mapa de Mato Grosso do Sul quais são os pontos mais críticos em relação aos conflitos.

Já o terceiro, foi criado para fazer um mapa da regularização fundiária do Estado. O objetivo é identificar terras onde existe disputa e propriedades que estão em processo de regularização.




OOOOOO!Samuel.....e os indios da cidade que estão nesse momento invadindo a secretaría do indio la perto do parque das nações indigenas,o que eles querem?a terra do parque?kkk.
 
Lucas da Silva em 03/07/2013 14:01:13
Essa conversa de guerreiros com flechas,arcos e bordunas só se for em gibis,porque aqui em MS não é bem isso não,os indios devem cobrar terras da funai,do governo mas de forma pacifica pois do jeito que estão agindo nada os diferencia de vandalos e os fazendeiros,a população tem que que cobrar do governo o destino que essas terras estão levando,pois aqui em DOURADOS,PANAMBI E AMAMBAI o que mais se ve é "terra indigena" arrendada para brancos ou então crescendo mato,a terra não é para a liberdade,sobrevivencia indigena sem fins lucrativos?então é muita terra hein,muita terra arrendada,muita terra sem nada
 
ney fernando em 03/07/2013 10:34:01
Conheço várias aldeias, eles tem muitas coisas modernas mesmo, e se duvidar, eu que trabalho não tenho tantas coisas assim, é revoltante certas situações que temos que ouvir e ver nesse país. O governo deveria sim dar terras, mas com condições de produzir e atender a população.
 
Aparecida da Silva em 30/06/2013 20:11:00
Samuel, ninguém quer guerra.....mas que as situações se resolvam na absoluta transparência e em paz....até porque somos todos brasileiros, mas temos que entender que o índio não esta fora da lei....tem que obedecer a lei...ela vale para todos inclusive para o índio!!! quantos hectares vocês tem plantados?? o que vocês cultivam? por que vocês não precisam pagar as dívidas? Por que vocês tem terras mas vivem nas cidades? Essas questões precisam ser debatidas nos protestos também.
 
Roger Brites em 30/06/2013 14:03:46
Gostaria de saber quantos hectares de terra os índios tem hoje. E o que eles querem com a terra pois não plantam e nem produzem.
 
Marcos Silva em 30/06/2013 13:36:05
Caro Samuel, isso que você fala não foi o que o cacique disse. Falam em luta, em guerreiros (guerra), derramar sangue se preciso, dizem estar preparados para revidar, resistir. Cumprir a lei e decisões judiciais como todo e qualquer pessoa nem pensar. Mas vão continuar dizendo que só estarão se defendendo. Sem cumprir a lei é claro. A sugestão da Gilda é ótima. Os governantes não estão decidindo nada.
 
Adriano Magahães em 30/06/2013 10:28:48
Eu queria que os índios invadissem o Congresso e contribuíssem nos protestos "pacíficos" contra a corrupção!
 
Gilda Maia em 30/06/2013 10:15:14
como índios tem tradição em não cumprir a lei, vai continuar tudo como está...
 
francisco guimaraes em 29/06/2013 18:11:08
E se for para trabalhar ?
 
EDUARDO DE BARROS em 29/06/2013 15:50:25
Cara, caraaaaa, como vcs falam isso se for pra morrer, vamos morrer, se vcs morrerem irão colocar a culpa em meio mundo, para com isso gente!
 
Leticia Diaz em 29/06/2013 15:15:47
Guerreiros modernos pois estarão com câmeras de vídeo pra gravar toda a ação dos cumpridores da reintegração. A experiência com irmãos de Buriti faz a aprendizagem e que o excesso que partam de maus agentes da lei serão monitorados. Só assim mesmo para que o governo de Dilma resolva de uma vez por todas as invasões que sofrem as terras indígenas. Não respeitam as tradições cultural, talvez não sabem o que é cultura e tradição, coisa que o homem branco há muito já perdeu e agora usam métodos arcaicos para resolver seus problemas. Terenas querem paz, querem preservar o que é seu e que outrora foram de seus antepassados e usam a lei de Talião. A pena é mais forte que a espada!
 
samuel gomes TERENA-campo grande em 29/06/2013 10:27:05
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