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Campo Grande, Domingo, 11 de Dezembro de 2016

02/02/2012 18:35

Acordo põe fim à greve de oito mil trabalhadores em Três Lagoas

Aline dos Santos

Uma das reivindicações, valor do vale-alimentação subiu de R$ 70 para R$ 250

Funcionários comemoram fim da greve. (Foto: JJ Caju)Funcionários comemoram fim da greve. (Foto: JJ Caju)

Rodada de reuniões na tarde desta quinta-feira colocou fim à greve de oito mil trabalhadores em Três Lagoas. Os funcionários que atuam na construção da Eldorado Brasil, indústria de papel e celulose, estavam com os braços cruzados desde o último dia 25 de janeiro.

A empresa atendeu às exigências da categoria, como reajuste do vale-alimentação de R$ 70 para R$ 250, pagamento pelos dias de paralisação, garantia de cinco dias de folga a cada três meses para quem tem família a mais de 2 mil km e fiscalização do Ministério do Trabalho.

De acordo com o presidente do Sintricom (Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias da Construção Civil, Imobiliário e Cerâmicos), Agmar Luiz de Souza, os funcionários têm até segunda-feira para retornar ao canteiro de obras. “O fim da greve foi decidido hoje à tarde, durante uma assembleia”, afirma. A primeira reunião do dia, realizada pela manhã, terminou sem acordo, mas a empresa apresentou contraproposta.

Reunião em Três Lagoas entre trabalhadores e representantes da empresa. (Foto: Divulgação)Reunião em Três Lagoas entre trabalhadores e representantes da empresa. (Foto: Divulgação)

Até então, o funcionário que viajava para ver a família tinha direito no papel de cinco dias de folga, contudo, eram obrigados a compensar dois dias.

Outra reivindicação era o pagamento de hora in itinire, modalidade de hora extra que se caracteriza no trajeto do empregado quando se desloca até ao trabalho.

“O Ministério do Trabalho e o Ministério Público vão fazer essa fiscalização de quanto tempo o trabalhador leva no percurso”, afirma o presidente do sindicato.

A questão salarial ficou de fora das discussões porque a data-base da categoria é somente em abril. A maioria da mão-de-obra vem de Estados do Nordeste, como Bahia, Maranhão e Piauí.

Os trabalhadores da empresa terceirizada Paranasa, uma das contratadas para a construção da Eldorado, entraram em greve após terem o transporte até o refeitório, que fica distante do local de trabalho, negado.

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