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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

12/03/2015 10:07

Após duas mortes, prefeitura faz mega operação para combater a dengue

Mariana Rodrigues
A ação conta com vários parceiros, entre os quais o Exército Brasileiro que liberou 15 soldados para ajudar a equipe da Secretaria de Saúde. (Fotos: Anderson Gallo/Diário Corumbaense)A ação conta com vários parceiros, entre os quais o Exército Brasileiro que liberou 15 soldados para ajudar a equipe da Secretaria de Saúde. (Fotos: Anderson Gallo/Diário Corumbaense)

Segundo dados do boletim epidemiológico divulgado ontem (11), pela Secretaria de Saúde de Mato Grosso do Sul, subiu para 4 o número de mortes causadas pela dengue no Estado. Corumbá - distante a 419 quilômetros de Campo Grande aparece com uma morte confirmada e uma que está sendo investigada. Os outros dois municípios citados no boletim são Glória de Dourados, onde uma morte ainda está sendo investigada, e Paranhos com uma morte confirmada, conforme dados do boletim.

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Mato Grosso do Sul tem no total 5.853 casos suspeitos de dengue registrados desde o início do ano. São 913 casos a mais do que os divulgados no boletim do mês passado. Corumbá, além das duas mortes, ainda registra 110 notificações, ou seja, teve um aumento de 14 casos de acordo com o último boletim que registrava 96 notificações.

Para combater os focos do mosquito da dengue, a prefeitura de Corumbá começou uma operação de prevenção em vários bairros do município. A ação conta com vários parceiros, entre os quais o Exército Brasileiro que liberou 15 soldados para ajudar a equipe da Secretaria de Saúde.

A ação começou nesta semana pelo bairro Universitário, depois passou pelo bairro Maria Leite e Centro América. Pelo cronograma serão atendidos em seguida o Cristo Redentor, Cravo Vermelho, Popular Velha, Nossa Senhora de Fátima e Aeroporto. A ação deve terminar no mês de junho.

Segundo informações da Prefeitura de Corumbá, por bairro, a maior incidência de infestação foi registrada no Centro América, 11,36%; seguido do Guarani com 7,14%; Guatós com 4,08%; Nova Corumbá com 3,09%; Aeroporto com 2,80%; Universitário com 2,27%; Popular Nova com 1,75%; Popular Velha com 1,47% e Dom Bosco com 1,22%.

Paralelo à mega operação de prevenção e combate à dengue e à febre chikungunya, a Prefeitura iniciou no começo deste mês, o segundo ciclo do Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) para detectar a incidência de infestação do mosquito transmissor das duas doenças na região urbana da cidade. O trabalho consistiu em visitas aos imóveis da cidade, visando eliminação de focos da doença, bem como orientar os moradores para retirada de materiais como garrafas pets, sacos plásticos, latas, tambores, além de sucatas de tanques, geladeiras e até móveis, considerados potenciais focos de proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor das duas doenças.

Outra ação acontece na área central e é desenvolvida por fiscais de Posturas, Vigilância Sanitária e Meio Ambiente que estão fiscalizando 191 imóveis cadastrados e considerados riscos para a saúde pública, na área central de Corumbá. Além das residências, as equipes estão trabalhando também nos terrenos baldios e áreas de encosta.

Segundo dados divulgados pela prefeitura de Corumbá, o bairro Aeroporto é responsável por 66,67% de infestação. Os outros 33,33% foram registrados em pequenos depósitos móveis (vasos e pratos de plantas, frascos com plantas, bebedouros de animais, entre outros). Já no bairro Guarani, 100% dos focos foram encontrados nos pequenos depósitos móveis.

Municípios do interior: O número de municípios com alta incidência de dengue passou de 12 para 17, conforme divulgado pelo último boletim. Segundo o levantamento realizado entre 1 e 7 de março, entraram na lista as cidades de Douradina, com 22 casos; Costa Rica, com 63; Água Clara, com 49 casos suspeitos; Japorã, com 33 notificações; e Aral Moreira, com 44 casos registrados desde o início do ano.

Iguatemi apresenta um quadro de epidemia, com 15.429 habitantes, o município acumula 1.142 notificações desde janeiro. Porém, a cidade apresentou uma queda de 50% nas notificações em relação ao boletim anterior.




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