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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

23/06/2015 12:19

Após duas sessões polêmicas, Câmara aprova Plano Municipal de Educação

Helio de Freitas, de Dourados
Câmara de Vereadores lotada durante votação do Plano Municipal de Educação, que foi aprovado por 14 a 4 (Foto: Thiago Morais/Divulgação)Câmara de Vereadores lotada durante votação do Plano Municipal de Educação, que foi aprovado por 14 a 4 (Foto: Thiago Morais/Divulgação)

Com o auditório lotado e sob protesto, principalmente de professores da rede municipal de ensino, a Câmara de Vereadores de Dourados, cidade a 233 km de Campo Grande, aprovou ontem à noite o Plano Municipal de Educação. A discussão sobre o projeto encaminhado pela prefeitura começou de manhã, em sessão extraordinária, e foi concluída à noite.

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Na sessão noturna, servidores administrativos e docentes da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) que estão em greve há quase um mês engrossaram o protesto dos educadores municipais.

Os grevistas participaram da sessão para cobrar apoio dos vereadores ao movimento e chamar a atenção da sociedade local. Estudantes universitários também estavam presentes.

14 a 4 – Mesmo com a polêmica levantada pelo vereador petista Elias Ishy, que chegou a apresentar quase 200 emendas e defendia a discussão individual de cada uma delas, o projeto foi aprovado por 14 votos a favor, quatro contra e uma ausência. A proposta volta agora ao Executivo, para sanção do prefeito Murilo Zauith (PSB).

Além de Elias Ishy, votaram contra os vereadores Dirceu Longhi (PT), Delia Razuk (PMDB) e Virgínia Magrini (PP).

Ishy alegou falta de diálogo com o município e disse que o Executivo se negou a debater as mudanças que teriam sido feitas na proposta original, elaborada durante um ano e meio de discussões entre educadores, prefeitura e outros setores da sociedade.

Estabelecido pelo Ministério da Educação através da Lei 13.005, de 25 de junho de 2014, o plano traça metas a serem cumpridas até 2024. Estados e municípios brasileiros têm até esta quarta-feira (24) para aprovar leis criando seus planos de educação com as diretrizes e metas a serem alcançadas.

Faltou discussão – Gleice Jane Barbosa, da diretoria do Simted (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação), disse que os vereadores aprovaram a proposta da prefeitura sem fazer uma discussão sobre as medidas.

“A principal reivindicação era a ampliação do debate com a sociedade, uma vez que o plano é para 10 anos. Reivindicações importantes da categoria foram retiradas, como valorização profissional, gestão democrática e ampliação de vagas nos Ceims”, afirmou a sindicalista.

Já a Câmara informou que o plano foi elaborado a partir de ampla discussão, envolvendo todas as categorias, como diretores, professores e trabalhadores administrativos da educação municipal, além de representantes de instituições e entidades. No Legislativo, a proposta passou pelas comissões permanentes antes de ir a plenário para votação.




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