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02/12/2014 17:36

Audiência tenta, desde início da tarde, acordo sobre área ocupada

Liana Feitosa e Priscilla Peres
Indígenas e proprietária rural estão em audiência de conciliação desde o começo da tarde. (Foto: Marcelo Calazans)Indígenas e proprietária rural estão em audiência de conciliação desde o começo da tarde. (Foto: Marcelo Calazans)

Proprietária da fazenda Retiro Maria do Carmo e lideranças indígenas Taunay/Ipegue, que ocuparam a propriedade na última sexta-feira (28), estão em audiência de conciliação na Justiça Federal, em Campo Grande, realizada a pedido do MPF (Ministério Público Federal). A reunião ocorre desde o início da tarde de hoje (2). A fazenda fica em Aquidauana, no distrito de Taunay, a 135 quilômetros da Capital.

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Até o momento em que essa matéria foi concluída, três pausas na reunião já foram feitas. O procurador do MPF, Emerson Kalif, para a sessão na tentativa de negociar acordos em conversas reservadas com as lideranças indígenas.

O primeiro acordo proposto por Salma Salomão Salgado foi dar 100 hectares da fazenda para os líderes. No entanto, os ocupantes pedem 900 hectares, ou seja, metade da propriedade.

Na segunda pausa da audiência, uma das lideranças afirmou que os indígenas não vão sair da fazenda. Eles alegam que em nenhum momento a proprietária se interessou em negociar com eles, somente agora, na presença do juiz.

Argumentos - Entretanto, os advogados de ambos as partes alegam que estão dispostos a negociar. Segundo o advogado dos proprietários, Nilton Ribeiro Chaves Junior, eles entendem a reivindicação, mas a família que detém as terras alega que não pode ser privada do seu sustento.

De acordo com os advogados da proprietária, a família vive da renda obtida pela fazenda, já que a propriedade é usada para pecuária, para cria, recria e engorda de gado. Pedro Pereira dos Santos é o juiz que acompanha o caso.

Em 2004 foram conclusos os estudos de identificação da área onde está localizada a fazenda, sendo reconhecida como terra indígena junto a outras 16 propriedades da região. A Justiça Federal suspendeu o processo demarcatório atendendo pedido dos fazendeiros, em 2010.

No entanto, em abril deste ano a decisão foi revogada e, há sete meses, os índios esperam o Ministério da Justiça expedir a portaria declaratória.

Lideranças Taunay/Ipegue alegam que terras usadas para pecuária são, na verdade, indígenas. (Foto: Marcelo Calazans)Lideranças Taunay/Ipegue alegam que terras usadas para pecuária são, na verdade, indígenas. (Foto: Marcelo Calazans)



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