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28/11/2014 16:28

Clima é tenso em fazenda invadida e os dois lados afirmam sofrer ameaças

Priscilla Peres
Polícia Militar está no local fazendo a segurança e aguardando a Polícia Federal. (Foto: Divulgação/Cimi)Polícia Militar está no local fazendo a segurança e aguardando a Polícia Federal. (Foto: Divulgação/Cimi)

A Acrissul (Associação de Criadores de MS) e o Cimi (Conselho Indigenista Missionário) publicaram nota oficial sobre o conflito indígena que ocorre desde a manhã de hoje na fazenda Maria do Carmo, distrito de Taunay, em Aquidauana, a 135 quilômetros de Campo Grande. Os dois lados dizem estar sofrendo ameças e aguardam a presença de autoridades para resolver a situação.

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De acordo com o Cimi, os cerca de 300 indíos que estão no local afirmam que foram atacados por seguranças armados assim que chegaram na fazenda, por volta das 4h. “Quando chegamos fomos recebidos a bala por alguns seguranças e logo depois chegaram três caminhonetes grandes e cheias de gente”, conta o cacique Isaías.

A área onde está a fazenda Maria do Carmo teve os estudos de identificação conclusos em 2004, e foi reconhecida como de ocupação tradicional indígena e enquadrada na TI Taunay/Ipegue, junto com outras 16 propriedades da região. O Cimi afirma que o povo Terena aguarda apenas a assinatura, pelo ministro da Justiça, da Portaria Declaratória.

Do outro lado, a Acrissul destaca que segundo a proprietária da fazenda, Salma Salomão Saigale, 74, afirma que os índios invadiram o local armados com revólveres e disparando. E que a associação já havia alertado a Polícia Federal sobre o risco da invasão.

Para o presidente da Acrissul, Francisco Maia, o risco de um confronto violento no campo é iminente nessas áreas. “Já passou da hora o governo federal resolver essa situação. Desde o ano passado já participamos de mais de 30 reuniões e audiências públicas em Campo Grande (MS) e em Brasília (DF), principalmente tratando do conflito envolvendo a Aldeia Buriti, em Dois Irmãos do Buriti, e o ano está acabando e as autoridades envolvidas não conseguem pacificar o assunto e resolver o conflito”, desabafa Maia.

A Polícia Militar de Aquidauana está no local fazendo a segurança e aguardando a chegada da Polícia Federal. Segundo o coronel Renato Tolentino, proprietários da fazenda estão dentro da sede evitando o confronto e duas lideranças estão no destacamento da PM conversando com os policiais e o representante da Funai (Fundação Nacional do Índio), Valdir João.




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