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05/11/2014 10:45

Câmara vai colaborar com o Gaeco; Justiça já tinha documentos

Viviane Oliveira
Vários caixas de documentos foram apreendidos pelos policiais. (Foto: Rio Pardo News)Vários caixas de documentos foram apreendidos pelos policiais. (Foto: Rio Pardo News)

O presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Ribas do Rio Pardo, Adalberto Alexandre (PRTB), divulgou nota sobre a operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), denominada Viajantes, que foi deflagrada na manhã de ontem (4), para investigar irregularidades no pagamento de diárias dos parlamentares e servidores. Na nota, o Legislativo afirma que os documentos apreendidos na operação não divergem dos que foram encaminhados à Justiça e aos inquéritos civis em trâmite no município.

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O texto diz que por ordem judicial, o Gaeco fez busca e apreensão de documentos na sede da Câmara, nas residência de "alguns" dos 11 vereadores da cidade e de servidores da Casa de Leis. Conforme Adalberto Alexandre, o Legislativo vai colaborar com as investigações e acredita na gestão seria que realiza. Ele diz ainda que em nenhum momento a Câmara foi lacrada ou teve restrição de acesso e que a sessão ocorreu normalmente. O vereador termina dizendo a nota dizendo que as informações administrativas e orçamentárias está no site camaraderibas.ms.gov.br.

Operação Viajantes - A Operação Viajantes realizada pelo Gaeco pode revelar mais do que irregularidades no pagamento de diárias a parlamentares e funcionários da Câmara Municipal. O coordenador do Gaeco, Marcos Alex Vera de Oliveira, disse durante coletiva de imprensa na tarde de ontem (4), mandados de busca e apreensão indicam que a Casa de Leis tem outros contratos superfaturados.

Tiveram as casas e os gabinetes revistados pelos policiais pelo menos seis dos 11 vereadores, entre eles Fabiano Duarte (PR), presidente da Câmara, Adalberto Domingues (PRTB); a casa do vice-presidente da Câmara, Ângelo da Silva (PSC); a sala do 2º secretário Cláudio Lins (PRTB); do 1º secretário, Diony Érick de Souza (PSDC); do diretor administrativo Cacildo Pedro Camargo; e do contador da Câmara, Walter Antônio.

Foram apreendidas cerca de 10 caixas com documentos. Ao todo, foram cumpridos 14 mandados, sendo 13 na cidade e um em Campo Grande. Na Capital foi preso Valter Antônio, que prestava serviços de contabilidade para a Câmara. Ele possuía, ilegalmente, três armas em sua residência que fica no bairro Vila Bandeirantes. 

Gasto milionário - A investigação começou quando a promotoria de Ribas do Rio Pardo recebeu denúncia e provas de que parlamentares estavam solicitando pagamento de diárias, mas sem viajar. Para viagens dentro de Mato Grosso do Sul, era feito pagamento de R$ 750, já para destinos fora do Estado, a diária era de R$ 1,5 Por conta disso, em nove meses foram gastos cerca de R$ 600 mil pela Câmara somente com diárias.

De acordo com o Gaeco, a prova apresentada para que a investigação começasse foi uma lista de chamada em branco, que indicava que os parlamentares não haviam participado de um curso para políticos realizado em Curitiba, mas que, apesar disso, receberam as diárias pela viagem.

Confira a nota na íntegra. 

Câmara vai colaborar com o Gaeco; Justiça já tinha documentos



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