A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

24/07/2014 18:47

Conselho denuncia ao MPT trabalho escravo contra menina de 13 anos

Liana Feitosa
Conselheiro acompanhou retirada de menina de família que a mantinha em regime de escravidão. (Foto: ExpressãoMS)Conselheiro acompanhou retirada de menina de família que a mantinha em regime de escravidão. (Foto: ExpressãoMS)

Uma família maranhense, que reside em Três Lagoas há quatro anos, vai ser investigada pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) por manter uma menina de 13, também do Maranhão, como empregada doméstica e babá. A jovem recebia R$ 200 por mês para cuidar do bebê da família, de apenas cinco meses, e sofria há dois meses com condições precárias de vida. Durante as refeições, era mantida fora da residência e só podia se alimentar, com o que sobrava, após a família terminar de comer.

Veja Mais
Família mantinha menina maranhense de 13 anos em regime de escravidão
Ações de ressocialização para detentos são ampliadas em Três Lagoas

De acordo conselheiro tutelar Davis Martinelli, que acompanhou a retirada da menina vítima de trabalho infantil, o caso será encaminhado amanhã para a Polícia Civil, MPE (Ministério Público Estadual) e MPT (Ministério Público do Trabalho).

O caso - O Conselho Tutelar foi informado do caso quando vizinhos notaram que a menina, apesar de estar em idade escolar, não ia a nenhuma escola. Após ser procurada pelos vizinhos, a responsável pela família decidiu ir até uma escola, mas, como não é a mãe da adolescente, foi orientada a conseguir uma autorização do Conselho Tutelar para efetuar a matrícula. “Ela veio até o conselho e solicitou o documento, mas como desconfiamos da situação, pedimos a ela que trouxesse a menina”, contou Martinelli ao jornal ExpressãoMS.

No Conselho, a menina disse que era bem tratada pela família. No entanto, após alguns minutos de conversa, acabou confessando, emocionada, que trabalhava muito. A menina foi levada para a Casa Acolhedora, em Três Lagoas.

De acordo com o jornal, uma triagem social será feita para conhecer as condições da família da menina. O levantamento deve se estender por seis meses. Até lá, a adolescente permanecerá na Casa Acolhedora, em Três Lagoas.

Ações de ressocialização para detentos são ampliadas em Três Lagoas
Mais oportunidades de trabalho, educação e qualificação profissional para reeducandos de Três Lagoas. Essa é a proposta que está sendo estabelecida e...
Justiça determina instalação de rede de esgoto em Nova Alvorada do Sul
A Sanesul e a prefeitura de Nova Alvorada do Sul - cidade localizada a 120 km de Campo Grande - terão que criar no município rede coletora e estação ...



imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions