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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

18/10/2012 09:20

Fazendeiros esperam para próxima semana despejo

Aline dos Santos
Fazendas foram invadidas há cinco meses. (Foto: Divulgação/MPF)Fazendas foram invadidas há cinco meses. (Foto: Divulgação/MPF)

Os fazendeiros aguardam para a próxima semana o cumprimento da reintegração de posse de 11 imóveis rurais invadidos por índios kadiwéus em Corumbá. “De acordo com a Polícia Federal, a reintegração está prevista para ser realizada a partir de segunda-feira”, afirma o advogado Carlos Souza.

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Segundo ele, os índios já foram notificados pelo oficial de Justiça. A ordem para retirada dos indígenas foi dada no mês passado.  A decisão é da juíza Raquel Domingues do Amaral. Conforme o advogado, a Funai (Fundação Nacional do Índio), condenada a pagar multa diária de R$ 100 mil, e o Ministério Público recorreram, mas os recursos foram negados pela magistrada e no TRF 3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região).  

No começo de outubro, com o efetivo em greve e devido às eleições, a PF informou que não teria meios para cumprir a decisão. A paralisação dos policiais foi encerrada nesta semana.  A ordem de reintegração de posse é válida para as fazendas Terra Preta, Vila Real, Limoeiro, Ressaco, Capim Gordura, Nova Um, Esteio, Santa Márcia I e II, Baía da Bugra e Duas Irmãs.

A invasão de 23 fazendas no Pantanal, denominada pelos índios como retomada, foi deflagrada em maio após o STF (Supremo Tribunal Federal) considerar nulos os títulos de terra localizados em área indígena no sul da Bahia. Conforme os fazendeiros, os kadiwéus estavam armados e expulsaram os funcionários.

Segundo o Cimi (Conselho Indigenista Missionário), os índios estão recuperando áreas invadidas pelos fazendeiros, que acabaram conseguindo título de posse da terra, apesar de ser área indígena. A demarcação da reserva foi em 1981.

A história da terra dos kadiwéus remonta ao Segundo Reinado, quando o imperador Dom Pedro II doou a área como contrapartida pela participação dos indígenas na Guerra do Paraguai. Há 25 anos, tramita no Supremo uma ação em que produtores e índios disputam 160 mil hectares.




Senhor Adilson, antes de chamar PRODUTORES RURAIS de bacanas, lembre-se o que você comeu hoje? de onde veio? quem produziu? valeu BACANA.
 
Marcelo Moraes em 19/10/2012 12:01:26
Soube que nestas terras encontram-se muitos bacanas de nosso Estado. Os jornais deveriam levantar quem são para confirmarmos isto. Os índios ganharam, realmente, 540 mil mas, se não me engano, de D. Pedro, na década de 1860.
 
Adilson Teodosato em 19/10/2012 08:58:09
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