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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

23/08/2013 11:34

Polícia investiga se funcionários de fazenda foram agredidos por kadiwéus

Evelyn Souza

Os seis seguranças que estavam na fazenda Limoeira, invadida na noite da última terça-feira (20), por índios kadiwéus, em Corumbá, já passaram por exames de corpo delito. Segundo a Polícia, os exames foram realizados entre a tarde de ontem e a manhã desta sexta-feira (23), no hospital de Miranda.

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Cerca de 120 índios entraram na propriedade montados a cavalo, amarraram quatro seguranças e outros dois conseguiram fugir. No outro dia pela manhã, os funcionários foram liberados e acusaram os índios de agressões.

O advogado da fazenda Limoeira, Carlos Fernando de Souza, disse que já está com os laudos periciais, que serão anexados ao inquérito. Ele aguarda o resultado da liminar de reintegração de posse, protocolada da 2ª vara federal de Campo Grande, que segundo ele, deve sair ainda nesta sexta-feira.

“A expectativa é que o pedido saia ainda hoje, a partir do meio dia”, explicou o advogado.

Não há informações sobre novas invasões e o clima na região, segue tenso. Essa é a segunda vez que a fazenda que pertence à família Alves Corrêa é invadida. Produtores da região temem outras propriedades sejam ocupadas e contrataram seguranças armados para evitar a ocupação.

A fazenda possui 538 mil hectares, sendo que 160 mil estão em disputa na Justiça desde 1987. O processo tramita há 25 anos no STF (Superior Tribunal Federal). A demarcação da reserva dos kadiwéus foi feita em 1981.

De acordo com levantamento feito pela Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), no Estado já são 67 propriedades ocupadas por indígenas.

Conflito - Neste mês, o ministro José Cardozo veio a Capital para iniciar uma negociação entre o governo Federal, representantes indígenas e produtores rurais do Estado.

No último dia 13, representantes dos governos Federal e Estadual decidiram, em reunião, que as 31 fazendas localizadas na Reserva Buriti, em Sidrolândia, serão adquiridas pela União por meio de TDA (Título da Dívida Agrária).

Também foi anunciado que, em um prazo de 60 dias, o Governo Federal fará levantamentos das áreas e de benfeitorias nas propriedades rurais para que se chegue a um valor exato que deve ser pago pelos hectares comprados.

Segundo o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, “serão duas relações jurídicas distintas nas compras”. Cardozo afirmou que a primeira é a aquisição de terras do Estado pelo Governo Federal por meio de TDA (Título da Dívida Agrária) e a segunda é a negociação do Governo Estadual com os produtores para o pagamento das indenizações.

O cronograma para a compra e venda de todas as terras indígenas em Mato Grosso do Sul será divulgado no próximo dia 27, no Ministério da Justiça, em Brasília (DF), quando acontece nova reunião entre índios, produtores e os dois governos. Conforme Cardozo, cada região terá uma forma de negociação.

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Segundo o censo IBGE 2010, no Brasil 0,4% da população cerca de 800 mil pessoas são indígenas; os quais ocupam quase 14% do território nacional. Nos Estados Unidos segundo o site oficial da CIA The World Factbook, 4,4% da população o que corresponde a 16 milhões de pessoas são indígenas; os quais ocupam 1% (um por cento) do território. Fazendo as contas, enquanto no Brasil, cada índio ocupa cerca de 150 ha, nos EUA cada índio ocupa menos de um hectare (0.6 ha) e não obstante a esta adversidade, os índios de lá vivem em harmonia com o homem branco. Quem alimenta o povo Brasileiro inclusos aqui muitos índios "aculturados que vivem nas cidades", é o pequeno agricultor, muitas vezes detentor apenas de 1 ou 2 ha de terra. Conclusão, já há sim muita terra pra pouco índio. Acorda Brasil!
 
JOSÉ EDUARDO OMISSO CARDOZO em 26/08/2013 17:40:23
Sr Samuel Terena. Admiro pessoas que tem preguiça de estudar e se acham Phds em cultura indígena. O que foi demarcado na época do Império, foi cerca de 376.000 há, e nisso ninguém discute. O que se discute e a ampliação para 538.000 há. Além do mais me ache um documento que essa terra foi doada por D. Pedro. Isso não existe. E além do mais essa história de caça e pesca e mentira. Fato que toda reserva e arrendada para branco com aval do MPF.
 
Rodrigo Vargas em 26/08/2013 11:32:15
Ao leigo Vargas gostaria que dissesse quantos seria o ideal de hectares a cada um nesse seu total de 1500 indivíduos. Seria 1500 hectares? Não se pode querer mudar uma cultura apertando os indígenas num cubículo. Vá na reserva, conheça e saiba que nem as casas são cercadas e que ainda podem caçar e pescar vagando em comitiva LIVRES pelo Pantanal que é sua reserva demarcada ainda pelo príncipe d. Pedro e por merecimento. Toda vez é a mesma estória; "o fazendeiro comprou, comprou em 1500,foi herdada dos avós...bla...bla...bla! " Estão preocupados somente com dinheiro. E aí, querem que esses 1500 índios construam casas uma encima da outra, o chamado prédio de apartamentos para que ali sobrevivam dentro de seu limite. É isso Vargas? A luta dos kadiwéus é justa: PAZ NO CAMPO, DEMARCAÇÃO JÁ!!!
 
samuel gomes TERENA-campo grande em 23/08/2013 15:30:03
Esclarecendo para os leigos e pra quem escreveu a matéria, a Reserva Kadiweu possue 538.000 há e 160.000 há estão em litígio. Tudo para abrigar somente uns 1500 indígenas. Ou seja, muita terra improdutiva mesmo. O pecuarista possuem somente uns 2000 há comprado com seu suor e seu trabalho e não como querem os "defensores dos índios " com o suor alheio, na mão grande.
 
Rodrigo Vargas em 23/08/2013 11:59:39
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