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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

02/11/2016 12:10

Reunião na quinta-feira tentará dar fim a invasão em campus no interior

Elci Holsback
Universidade está ocupada desde a sexta-feira (Foto: Facebook)Universidade está ocupada desde a sexta-feira (Foto: Facebook)

Reunião prevista para quinta-feira (3) tentará dar fim à invasão do campus da Uems (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) em Paranaíba, a 422 km de Campo Grande, iniciada sexta-feira passadda (28). Devido ao movimento, as provas do Enem (Exame do Ensino Médio) que seria aplicada no prédio a 488 estudantes no próximo fim de semana, foi transferida para o começo de dezembro, gerando reclamações.

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No Brasil, as invasões em unidades de ensino levou o Governo Federal a adiar para 3 e 4 de dezembro a aplicação das provas do Enem 2016, afetando um total de 191.494 inscritos.

As invasões ocorrem por conta de protestos contra o governo federal, por questões como a chamada PEC dos gastos públicos e a reforma do  Ensino Médio. São 296 locais onde a prova precisou ser adiada.

"Estudei por muito tempo e estava pronta para fazer a prova agora. Mais um mês de epera preocupa, não sabemos se os resultados serão afetados", avalia a estudante Camila Souza, uma das que fará a prova no local.

Em nota, a UEMS declarou nesta quarta-feira (2) que, desde que o campus em Paranaíba foi ocupado, a reitoria tem mantido contato com a comunidade acadêmica, tanto com estudantes participantes do movimento de ocupação, quanto com aqueles que defendem o restabelecimento das aulas regulares e manutenção do calendário acadêmico.

"A manifestação acompanha um movimento nacional de ocupação de escolas e universidade que já alcança todas as regiões do Brasil", traz a nota.

Ainda segundo o documento, "cabe à UEMS nesse momento, bem como a todos os direta ou indiretamente envolvidos na ocupação, preservar canais abertos de diálogo, entre estudantes e gerência da unidade, entre os estudantes e a reitoria e, principalmente, entre os próprios estudantes, a fim de preservar o caráter democrático da manifestação e preservar também o direito de expressão dos que são contrários à mesma".

A reitoria da universidade informou ainda que quinta-feira (3) está prevista reunião entre o Ministério Público, lideranças do movimento e acadêmicos a favor do restabelecimento das aulas, juntamente com a administração local da instituição.

A informação oficial é de que a invasão do campus não impede atividades acadêmicas daqueles que estão em fase de conclusão da graduação, como, bancas de trabalhos de conclusão de curso. Também permanecem em funcionamento as atividades administrativas desenvolvidas na unidade.

A reportagem do Campo Grande News entrou em contato com o movimento Ocupa Uems, que enviou nota contestando a medida adotada pelo governo federal. "Diante da evidente manipulação e tentativa frustrada de deslegitimação da luta, o Governo se mostra contrário ao diálogo, ou a qualquer outra forma democrática de participação popular. Em síntese: “coloca o povo contra o povo”; atitude que não mais será tolerada por nós", traz um trecho do texto.

"Mesmo com caráter pegdagógico e político e com diálogo com a administração da UEMS e a comunidade, nas últimas 24 horas a ocupação e seus integrantes vêm sendo alvo de calúnias, difamação, ameaça, agressão física e depredação por pessoas contrárias à ocupação", diz a nota.

Em Mato Grosso do Sul, a UEMS foi o único dos 296 locais que sediam o Enem em Mato Grosso do Sul que sofreram alteração. Em todo o Brasil, a medida abrange 304 locais e um total de 191.494 estudantes.

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